Ayn Rand, romancista e filósofa

Se viva, Ayn Rand teria comemorado hoje, 2 de Fevereiro, 103 anos. Nasceu em 1905 — e faleceu em 1982, com 77 anos.

Nascida Alyssa Rosenbaum, em São Petersburgo, então Rússia, hoje de novo Rússia, mas por boa parte do século XX parte da União Soviética, com o nome de Leningrado, Ayn Rand emigrou para os Estados Unidos com 21 anos, em 1926.

Tornou-se uma romancista respeitada com seu livro The Fountainhead (A Nascente, El Manancial, La Source Vive), publicado em 1943 (ano em que nasci) e que se transformou em filme  em 1949, com Gary Cooper e Patricia Neal nos papais principais de Howard Roark e Dominique Francon.

Seu sucesso foi confirmado e cresceu exponencialmente com a publicação, em 1957, de Atlas Shrugged (Quem é John Galt? La Rebellión de Atlas).

Considero esses dois romances duas das maiores obras literárias do século XX. São romances filosóficos, escritos para defender um conjunto importante de idéias, que veio a ser denominado Objetivismo — a Filosofia de Ayn Rand.

Depois de Atlas Shrugged Ayn Rand não publicou mais obras de ficção: dedicou-se a explicitar e sistematizar sua filosofia, o que fez em vários livros: Philosophy: Who Needs It?, An Introduction to Objectivist Epistemology, The Virtue of Selfishness, Capitalism: The Unknown Ideal, The Romantic Manifesto e outros.

Considero-a, além de excepcional romancista, um das maiores estrelas da filosofia do século XX — se não a maior.

A filosofia de Ayn Rand é daquelas que as pessoas ou amam ou odeiam. E o que faz com que amem ou odeiem as suas idéias é um sentido geral da vida que ela descreve em seus livros — ou na forma de teoria filosófica ou na forma de enredo de ficção. Quando li Ayn Rand pela primeira vez — Atlas Shrugged, em 1973, em Claremont, CA, por sugestão de Charles King, meu colega de departamento no Pomona College — reconheci no livro uma série de idéias com as quais me identifiquei imediatamente, embora nunca as houvesse formulado em minha mente nem as encontrado em outros livros. Reconheci como meu o sentido geral da vida que Ayn Rand tão bem apresentava e defendia.

Deixo este depoimento em celebração de mais um aniversário de seu nascimento.

Em Salto, 2 de Fevereiro de 2008

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