Os 1019 Artigos deste Blog (de 4.12.2004 a 16.7.2020)

Opiniões, Convicções, Certezas – e Seus Mercadores: Considerações sobre Doutrinação e Lavagem Mental

Jul 16, 2020 at 5:03 PM

Sermão Político Líbero-Conservador (Homenagem a Roger Scruton)

Jan 12, 2020 at 7:28 PM

As Principais Mentiras dos Socialistas Atuais

Sep 15, 2019 at 10:19 AM

Questões Difíceis e Delicadas que Precisam Ser Colocadas

Aug 2, 2019 at 11:37 AM

Uma Discussão sobre um Tema Atual

Jul 31, 2019 at 10:20 AM

Liberalismo, Progressivismo e Conservadorismo

Jun 24, 2019 at 1:39 PM

Erik Ritter von Kuehnelt-Leddihn – Capítulo 2

Jun 14, 2019 at 2:55 PM

Erik Ritter von Kuehnelt-Leddihn – Capítulo 1

Jun 14, 2019 at 10:40 AM

Ilicitudes e Adiáforas

May 8, 2019 at 11:11 PM

Home Schooling e Escolaridade Compulsória

Feb 2, 2019 at 4:47 AM

O Direito de Possuir e Portar Armas de Fogo

Dec 31, 2018 at 3:09 PM

A Escola e a Liberdade

Nov 10, 2018 at 11:51 PM

Israel e Jerusalém

Nov 3, 2018 at 2:03 PM

A Filosofia e as Utopias

Oct 30, 2018 at 9:39 PM

O Discurso da Vitória e o Discurso da Derrota

Oct 29, 2018 at 12:37 PM

Novas Gerações Mimadas e “Estragadas”

Oct 20, 2018 at 12:04 PM

Aprendizagem sem Hora Marcada

Oct 1, 2018 at 12:10 PM

Jair Messias Bolsonaro

Sep 14, 2018 at 2:13 PM

A Importância de Viver Desentribado: Uma Defesa do Liberalismo

Sep 5, 2018 at 2:28 AM

As Batalhas Internas de Trump neste Fim de Ano

Sep 4, 2018 at 7:45 AM

A Controvérsia Acerca do “Escola Sem Partido” Continua: PL 867/2015

May 14, 2018 at 11:29 AM

O STF e a Questão do Literalismo vs Liberalismo na Interpretação das Leis

Mar 28, 2018 at 6:44 PM

Comentário sobre a Palestra do Prof. Luiz Carlos Santana Acerca do Liberalismo

Mar 19, 2018 at 12:58 AM

Uma Discussão Acadêmica (Meio Acalorada) sobre o Liberalismo

Mar 19, 2018 at 12:16 AM

Preâmbulo a uma Defesa do Liberalismo

Mar 18, 2018 at 1:44 AM

O Liberalismo na Política, Economia e Sociedade e suas Implicações para a Educação: Uma Defesa

Mar 18, 2018 at 12:53 AM

1968 – 2018: Jubileu de Ouro do Ano que Balançou o Mundo

Nov 28, 2017 at 12:16 PM

Pensar é Crime? E Dizer o que se Pensa? E Agir de Acordo com o que se Pensa e se Diz?

Nov 21, 2017 at 2:24 PM

Quem será o nosso Eisenhower?

Oct 20, 2017 at 11:42 AM

Antonio Cândido Sobre o Direito de um Homem Ter uma Companheira e a Forma de um Homem se Divertir com as Mulheres 

Oct 10, 2017 at 5:48 AM

O Mercado Global de Livros Esgotados e Usados

Jun 27, 2017 at 8:44 AM

Denial

Apr 29, 2017 at 11:59 AM

O Histórico Discurso de Donald Trump Perante o Congresso Americano

Mar 1, 2017 at 1:22 AM

Meritocracia

Feb 8, 2017 at 10:04 AM

A Celeuma Acerca das Mudanças no Ensino Médio

Sep 23, 2016 at 2:16 PM

O Direito é Afetado pelo Afeto

Aug 25, 2016 at 9:35 AM

As Crises Brasileiras

Aug 7, 2016 at 6:51 PM

A Suposta Injustiça do Capitalismo

Jul 28, 2016 at 9:34 AM

A Falência da Social Democracia

Jun 30, 2016 at 6:12 PM

Liberdade e Igualdade (Mais uma Vez) – 2a. Edição

Jun 7, 2016 at 11:45 AM

O Liberalismo e Outros Ismos (revisto)

Jun 7, 2016 at 10:58 AM

Blog, Grupo de Discussão e Fan Page com o nome de “Ayn Rand Space”

Jun 3, 2016 at 9:24 AM

Ayn Rand e A Revolta de Atlas (Atlas Shrugged)

Jun 1, 2016 at 8:25 PM

Desigualdades: Inevitáveis ou Intoleráveis?

May 31, 2016 at 6:37 PM

Doutrinação e Educação: A Esquerda Pretende Argumentar que Doutrinar não Passa de um Jeito “Crítico” de Educar

May 28, 2016 at 11:05 AM

A História Acontecida e a História Narrada

May 1, 2016 at 12:11 PM

Um Post Scriptum sobre Socialismo Democrático (Social-Democracia) e Liberalismo Social

Apr 28, 2016 at 2:59 PM

Se o Socialismo não funciona em país rico e de governo honesto, quanto mais aqui…

Apr 28, 2016 at 9:27 AM

Como um século faz diferença. . . ou não!

Apr 26, 2016 at 12:18 PM

Vícios Privados e Virtudes Públicas

Mar 29, 2016 at 5:34 PM

Pessimismo vs Otimismo: O Pecado Original vs a Perfectibilidade Humana

Mar 16, 2016 at 12:38 PM

Elizabeth Cady Stanton: “The Making of a Feminist”

Feb 23, 2016 at 5:26 PM

Elizabeth Cady Stanton: “Mãe do Feminismo Americano”

Feb 23, 2016 at 8:12 AM

O “Aquém” e o “Além” da Comissão da Verdade: A Propósito do Livro de Eliézer Rizzo de Oliveira

Feb 18, 2016 at 11:29 AM

Brasil, Israel e Clóvis Rossi

Jan 10, 2016 at 9:57 AM

Whatsapp, VPN e Desobediência Civil

Dec 18, 2015 at 5:47 AM

Uma Cidadezinha Típica dos EUA

Dec 10, 2015 at 8:38 AM

Mini-Proposta de Reforma Política

Nov 28, 2015 at 6:33 AM

Meu Credo Liberal

Oct 12, 2015 at 8:26 PM

Rubem Alves: “Confissões de um Protestante Obstinado”

Oct 7, 2015 at 1:02 PM

A Escola e o Futuro

Oct 6, 2015 at 5:16 PM

A Teologia Liberal

Sep 7, 2015 at 10:15 PM

A Fé e as Obras

Sep 2, 2015 at 8:55 AM

Avaliação de Software para EAD via Internet

Sep 1, 2015 at 7:40 AM

Tendências Pedagógicas e Educação a Distância (EAD)

Sep 1, 2015 at 7:34 AM

Elucubrações Perigosas…

Aug 17, 2015 at 9:38 AM

Technology in Education

Aug 12, 2015 at 9:50 AM

Billy Graham: Homem de Visão

Aug 9, 2015 at 8:29 AM

Design Instrucional para Ambientes Virtuais de Aprendizagem: MOOCs

Aug 1, 2015 at 11:38 AM

A hora é propícia

Jul 25, 2015 at 12:11 PM

Robótica na Educação Infantil

Jul 6, 2015 at 12:24 PM

A Educação e as Verdades Absolutas

Jul 6, 2015 at 12:23 PM

20 Séculos de Cristianismo em 3 Dias

Jul 6, 2015 at 11:56 AM

Literalismo, Hermenêutica e Liberalismo

Jul 4, 2015 at 10:14 PM

Ainda o Casamento Gay (agora a propósito da decisão da Suprema Corte americana)

Jun 30, 2015 at 12:20 PM

A Sabedoria de Eclesiastes. . . (Meus versículos favoritos)

Jun 16, 2015 at 8:28 AM

As Pessoas

Jun 12, 2015 at 9:10 AM

As Igrejas, o Casamento e a União Civil

Jun 5, 2015 at 4:57 PM

Meu livro avança…

Jun 4, 2015 at 4:01 PM

Luiz Roberto Couto Pereira – 1942-2015

May 31, 2015 at 8:30 PM

O Estado do Bem Estar Social, da Virtude e da Moralidade é uma Quimera – diz Santo Agostinho

May 28, 2015 at 5:34 PM

Engaiolando o Pensamento: Tecnologia, Religião, Ortodoxia, Dogmatismo, Intolerância, Repressão

May 20, 2015 at 9:31 AM

Educação Formal Centrada na Aprendizagem do Aluno

May 16, 2015 at 12:18 PM

Contrato Civil de Convivência e Casamento (Religioso)

Apr 27, 2015 at 8:09 PM

O Liberalismo e Outros Ismos

Apr 25, 2015 at 6:50 PM

Como É que Eu Sei? O Desafio da Modernidade

Mar 26, 2015 at 7:25 AM

Ortodoxia e Heresia – 3

Mar 11, 2015 at 7:24 PM

My Way

Mar 5, 2015 at 5:03 PM

Educação e Desenvolvimento Humano: O Foco no Aluno e na Aprendizagem

Feb 22, 2015 at 8:46 PM

Indicados ao Oscar 2015 – Em Português

Feb 22, 2015 at 4:52 PM

Oscar Nominees for 2015 – In English

Feb 22, 2015 at 3:19 PM

Ortodoxia e Heresia – 2

Feb 16, 2015 at 1:58 PM

Ortodoxia e Heresia – 1

Feb 14, 2015 at 12:07 PM

Minhas Dívidas Intelectuais: Pintando Pequenos Retratos de Mim Mesmo

Feb 8, 2015 at 10:50 AM

Minha Educação: Mais um Pouco de Biografia

Feb 8, 2015 at 10:31 AM

Tecnologia e Educação: Um Recorte Biográfico

Feb 7, 2015 at 1:33 PM

A vida é um enigma — ou, as boas risadas de Deus

Jan 20, 2015 at 1:29 PM

Greg Butler: business partner, mentor, and friend: A tribute

Jan 20, 2015 at 11:04 AM

Os números de 2014

Dec 30, 2014 at 1:35 AM

Excerto de “A Revolta de Atlas”, Obra de Ayn Rand

Dec 22, 2014 at 9:26 PM

As 95 Teses de Lutero

Dec 2, 2014 at 2:36 PM

Dez Anos deste Blog

Dec 2, 2014 at 2:00 PM

Como se comportar em um encontro familiar de fim de ano: dicas e sugestões

Dec 1, 2014 at 1:32 PM

Gracias por la Vida

Nov 28, 2014 at 6:50 PM

Casamento Homossexual, Poligamia / Poliandria, Casamento Poliafetivo, Casamento Incestuoso (Entre Pessoas Relacionadas por Parentesco)

Nov 19, 2014 at 10:24 AM

O Papel dos Sonhos e da Invenção: Uma Discussão da Realidade e da Ficção, da Verdade e da Mentira

Nov 15, 2014 at 5:37 PM

Esquerda e Direita

Nov 13, 2014 at 3:53 PM

Todo Esquerdista Precisa ser um Franciscano?

Nov 13, 2014 at 1:25 PM

A Filosofia e a Educação no Mundo Antigo e Medieval

Nov 13, 2014 at 1:05 PM

Golpes da Sorte, Bênçãos e os 18 Anos da Bianca

Nov 3, 2014 at 10:53 AM

Por que se dividem as igrejas?

Nov 3, 2014 at 9:44 AM

Educação, Aprendizagem e Ensinagem (Com Foco na Educação Superior)

Nov 1, 2014 at 4:35 PM

O NIED, o EduCom, e a UNICAMP

Oct 28, 2014 at 11:06 AM

Capa Imaginada de VEJA para 27/10/2014

Oct 26, 2014 at 6:50 AM

Tecnologia, Inovação e Educação

Oct 6, 2014 at 2:54 PM

O PT nos Roubou a Esperança

Sep 27, 2014 at 7:32 AM

Estado, Governo, País, Nação…

Sep 25, 2014 at 12:17 AM

Fatos, Narrativas, e Novos Fatos (estes gerados, em parte, pelas Narrativas)

Aug 26, 2014 at 10:38 AM

Verdade e Mito

Aug 25, 2014 at 11:54 AM

Quietude e Solitude — Quieto e Só Entre os Amigos Livros

Aug 23, 2014 at 10:19 AM

50 Anos Atrás

Aug 23, 2014 at 1:15 AM

Já lá se vão 47 anos. . .

Aug 19, 2014 at 9:11 PM

“Quanto Custa o Voto Evangélico?”

Aug 11, 2014 at 10:24 AM

Descendentes do Patriarca José de Oliveira Machado

Jul 21, 2014 at 10:19 AM

Rubem Azevedo Alves: 15/9/1933 – 19/7/2014

Jul 19, 2014 at 8:33 PM

Agora que a Seleção perdeu, o Brasil tem mais condições de ganhar. . .

Jul 9, 2014 at 7:54 AM

Minha Gestão na Direção da Faculdade de Educação da UNICAMP (1980 a 1984) *

Jun 30, 2014 at 11:26 PM

Aniversário de Quarenta Anos de Ingresso na UNICAMP

Jun 30, 2014 at 11:23 PM

A Igreja, a Tecnologia e as Mídias Sociais

Jun 30, 2014 at 6:17 PM

Internet, Liberdade e Censura

Jun 27, 2014 at 6:10 AM

Lulla, o Tullius Détritus

Jun 21, 2014 at 8:54 PM

Amor Filial, Patriotismo, e Outros Bichos

Jun 13, 2014 at 10:22 PM

A Copa

Jun 11, 2014 at 11:11 AM

Action: Dissatisfaction, Benefit, Cost, Profit and Loss

Jun 8, 2014 at 12:40 AM

O Direito de Integridade da Pessoa

Jun 6, 2014 at 3:48 PM

Direitos

Jun 6, 2014 at 1:03 PM

Liberdade

Jun 6, 2014 at 10:46 AM

Liberalismo e Solidariedade: A Atitude do Liberal para com o Sofrimento e a Pobreza dos Outros

Jun 5, 2014 at 1:12 AM

Chaves para Entender o Cristianismo Básico – Uma Proposta

May 26, 2014 at 10:03 AM

Processo de Desconversão

May 26, 2014 at 8:42 AM

How Far Can a Doctrine Change Before Becoming Something Else? (*)

May 26, 2014 at 7:53 AM

A Feitura de um Liberal

May 25, 2014 at 9:43 PM

Duas Crises Hermenêuticas

May 25, 2014 at 7:58 PM

Administrar o tempo é planejar a vida – v4 (2014)

May 23, 2014 at 10:40 PM

História de Lucélia, SP: Cidade em que Nasci

May 21, 2014 at 10:12 AM

Liberdade e Igualdade (Mais uma Vez) – 1a. Edição

May 18, 2014 at 2:08 PM

Educação ao Longo da Vida e Desenvolvimento Humano

May 15, 2014 at 9:41 AM

Fast-Food Content Delivery

May 15, 2014 at 9:09 AM

Carta de Gilberto Geraldo Garbi para Lula

May 15, 2014 at 7:45 AM

Exegética, Hermenêutica e Sermônica

May 9, 2014 at 2:04 PM

Futebol, Religião e Política

Apr 25, 2014 at 9:00 AM

Breno Souza: Um Bravo Herói da Resistência

Apr 25, 2014 at 1:00 AM

Uma Breve Cronologia da Ditadura Militar de 1964-1985

Apr 17, 2014 at 5:36 AM

“O Sacerdote e o Feiticeiro”

Apr 16, 2014 at 10:47 AM

Top Posts of this Blog for all time ending 2014-04-14 with number of views

Apr 14, 2014 at 11:50 PM

Hermenêutica — Ou a Ciência e a Arte de Traduzir, Interpretar e Clarear o Sentido

Apr 14, 2014 at 9:44 AM

Parabéns, ITUANO…

Apr 13, 2014 at 6:48 PM

Igualitarismo Socioeconômico: Uma Analogia

Apr 8, 2014 at 8:14 PM

O Sistema Tributário Brasileiro: Uma Analogia

Apr 8, 2014 at 7:19 PM

“Por que não se Resolve a Desigualdade Social no Mundo?”

Apr 7, 2014 at 4:51 PM

O Novo não é o Velho Disfarçado: Transformando a Educação e Desprivilegiando a Escola e o Ensino

Apr 6, 2014 at 9:09 PM

Primavera à Vista: Abaixo os Xiitas e os Mercenários

Mar 31, 2014 at 8:36 AM

O Chamado Marco Civil da Internet

Mar 19, 2014 at 8:40 AM

A vergonha, a criança e o adulto (e os que a este e àquela se assemelham)

Mar 17, 2014 at 10:03 AM

Os nus que não têm de que se orgulhar. . .

Mar 17, 2014 at 9:41 AM

No Brasil não há Liberalismo: Há Autoritarismo de Esquerda e de Direita

Mar 17, 2014 at 8:23 AM

O Virtual

Mar 15, 2014 at 2:39 PM

A Fé, a Esperança e o Amor

Mar 15, 2014 at 12:24 PM

Infantes e Crianças

Mar 13, 2014 at 12:04 PM

A Função do Escritor

Mar 13, 2014 at 10:52 AM

Crianças ou Adultos: Quem Está Desaparecendo?

Mar 10, 2014 at 9:24 AM

A Relatividade da Importância que Damos a Certas Coisas…

Feb 13, 2014 at 12:20 PM

Um Círculo que se Fecha Depois de 40 Anos

Feb 5, 2014 at 9:17 PM

Indicados para o Oscar 2014

Jan 19, 2014 at 9:25 PM

Nominees for the Oscar 2014

Jan 19, 2014 at 8:49 PM

Relíquias de Tempos Digitais que (Felizmente) não Existem Mais

Jan 15, 2014 at 5:02 PM

2013 in review

Dec 31, 2013 at 5:31 AM

Liberdade e Tolerância

Dec 29, 2013 at 9:26 PM

Respeitar a liberdade alheia não é fácil

Dec 28, 2013 at 5:19 AM

Religião e Educação, Igreja e Escola: Como Impedir a Inovação

Dec 14, 2013 at 9:12 PM

Desejos, Riqueza e Felicidade

Dec 1, 2013 at 5:30 AM

Livros de C S Lewis que eu tenho (22-11-2013)

Nov 22, 2013 at 10:47 PM

50 Anos sem C S Lewis (1898-1963)

Nov 22, 2013 at 9:22 PM

50 Anos Atrás: Meu Ano de 1963

Nov 19, 2013 at 5:30 PM

Dia da Bandeira

Nov 19, 2013 at 4:44 PM

Dia de Ação de Graças / Thanksgiving Day (em comemoração do dia que está chegando)

Nov 19, 2013 at 12:02 PM

O que Será do meu FaceBook Quando eu Morrer?

Nov 19, 2013 at 10:32 AM

Corrupção e o Mensalão

Nov 19, 2013 at 8:12 AM

Lideranças Petistas na Cadeia

Nov 15, 2013 at 10:38 PM

Nós, os Liberais, e a Questão da Direita vs Esquerda – De Novo

Nov 2, 2013 at 4:36 PM

Meu Pai, o Rev. Oscar Chaves (1912-1991)

Oct 29, 2013 at 10:41 PM

A autobiografia como um processo de (re)construção do eu

Oct 29, 2013 at 2:53 PM

Memória e Esperança

Oct 29, 2013 at 2:11 PM

Memória, Verdade e Autobiografias

Oct 29, 2013 at 12:32 PM

Discurso de Formatura – 1963

Oct 25, 2013 at 12:24 AM

Heróis Discretos

Oct 21, 2013 at 10:44 AM

O Direito à Privacidade impede que alguém fale ou escreva sobre a pessoa?

Oct 16, 2013 at 7:34 AM

O que é “ser de direita” no Brasil de hoje?

Oct 15, 2013 at 8:04 AM

A Livraria Saraiva é incompetente: Eis a Prova

Sep 25, 2013 at 11:07 AM

O seu futuro e o do seu país dependem do que você vai fazer agora…

Sep 19, 2013 at 9:00 PM

The Significance and Importance of Money

Sep 15, 2013 at 8:23 PM

Everything is something

Sep 14, 2013 at 10:59 PM

To fight or to go on strike?

Sep 14, 2013 at 10:57 PM

Setentinha, como disse a minha irmã…

Sep 11, 2013 at 9:58 AM

Coisas Importantes, a Propósito da Igreja da Boate

Sep 6, 2013 at 9:31 AM

Desafios da Escola Pública Brasileira

Sep 5, 2013 at 11:10 AM

O Desafio das Competências

Sep 5, 2013 at 11:01 AM

A Economia da Aprendizagem e a Educação Escolar

Sep 5, 2013 at 10:57 AM

Education and Creativity

Sep 5, 2013 at 9:15 AM

Inovação: Fruto da Criatividade e da Inteligência

Sep 4, 2013 at 12:07 AM

“I Have a Dream” – 50 Anos

Aug 28, 2013 at 7:19 AM

O Homem das Ações Simbólicas

Jul 29, 2013 at 9:01 PM

Os Meandros da Machadada (em parte)

Jul 26, 2013 at 3:24 PM

Encontro da Família Machado (o primeiro, pelo que consta)

Jul 22, 2013 at 1:48 PM

Sonhando com o Impossível. Será?

Jul 11, 2013 at 3:01 PM

Games and Learning: A Contribution (*)

Jul 6, 2013 at 12:09 PM

Play and Learning: One Brazilian’s Point of View (*)

Jul 6, 2013 at 9:51 AM

At Lumiar the Teacher is Split in Two

Jul 6, 2013 at 9:42 AM

Na Escola Lumiar o professor é dividido em dois…

Jul 5, 2013 at 8:37 AM

“Et Dieu Créa la Femme…”

Jun 9, 2013 at 7:31 PM

A Esquerda mais uma Vez Vai à Luta para Defender Dirceu…

Jun 8, 2013 at 8:17 PM

Mercadores da bondade e da justiça

May 27, 2013 at 9:43 PM

Educação 3.0: A Escola do Futuro chegou? – NÃO!

May 27, 2013 at 9:23 PM

O sensório e o suprassensório: a física e a metafísica

May 27, 2013 at 10:11 AM

São a Mente e o Cérebro a Mesma Coisa?

May 26, 2013 at 8:39 AM

Ayn Rand e Graham Greene

May 25, 2013 at 1:12 AM

Main Winners of the Oscar for 1943

May 24, 2013 at 5:21 PM

Ainda o Casamento entre Homossexuais

May 19, 2013 at 11:50 AM

Não tire o chapéu à burocracia

May 16, 2013 at 11:10 PM

Teacher Preparation and Development

Apr 16, 2013 at 11:35 PM

O Casamento entre Homossexuais

Apr 9, 2013 at 8:48 AM

Novas Formas de Ensinar e Aprender

Mar 8, 2013 at 8:46 AM

Críticas à Escola Tradicional

Mar 4, 2013 at 5:43 PM

Computadores: Máquinas de Ensinar ou Ferramentas para Aprender

Mar 4, 2013 at 10:21 AM

A Filosofia e a Educação no Mundo Antigo e Medieval

Mar 3, 2013 at 2:18 PM

Mudança na Educação

Mar 3, 2013 at 7:11 AM

A Educação: Visão Sociológica e Visão Psicológica

Mar 3, 2013 at 6:20 AM

O Roteiro Adaptado Ganhador do Oscar 2013 (ARGO)

Mar 2, 2013 at 5:38 AM

A Revolta Protestante contra a Tentativa Católica de Sacramentar a Vida

Feb 27, 2013 at 8:45 AM

Os Views dos Meus Artigos Aqui

Feb 26, 2013 at 8:18 PM

Os Indicados e os Vencedores do Oscar 2013 (Português)

Feb 25, 2013 at 10:32 PM

The Oscar 2013 Nominees and Winners (English)

Feb 25, 2013 at 10:19 PM

Os Indicados do Oscar 2013 (Português)

Feb 22, 2013 at 9:56 PM

The Oscar 2013 Nominees (English)

Feb 22, 2013 at 9:31 PM

Yoaní Sánchez e a Esquerda Fascistóide Brasileira

Feb 19, 2013 at 7:32 PM

2012 in review

Dec 31, 2012 at 4:49 PM

When I was sixty-nine… – II

Dec 26, 2012 at 12:24 PM

When I was sixty-nine, it was a very good year…

Dec 24, 2012 at 9:25 PM

Oito Anos deste Blog

Dec 2, 2012 at 9:20 AM

O Texto

Nov 30, 2012 at 10:58 AM

Mobilidade, Redes Sociais e Escola

Nov 23, 2012 at 11:58 AM

A América Latina e a Fórmula 1

Nov 18, 2012 at 4:44 PM

Vagabundagem e Bagunça

Nov 18, 2012 at 3:09 PM

O Leilão da Virgindade: A Culpa é do Mercado?

Nov 18, 2012 at 11:18 AM

Toffler’s The Third Wave

Nov 18, 2012 at 10:21 AM

A Violência em São Paulo

Nov 18, 2012 at 10:17 AM

Ainda Windows 8

Nov 18, 2012 at 9:31 AM

Windows 8

Oct 26, 2012 at 12:03 PM

Em Favor da Dúvida

May 4, 2012 at 8:50 AM

Marcelinho

Apr 8, 2012 at 7:36 PM

A Idiotice do Protecionismo (especialmente no caso dos vinhos)

Apr 5, 2012 at 8:35 AM

Outono

Mar 20, 2012 at 5:52 AM

“Criança, não verás nenhum país como este!”

Mar 19, 2012 at 3:01 PM

O Português dos Jornalistas

Mar 5, 2012 at 9:20 PM

Censura

Mar 2, 2012 at 5:22 PM

Resultados do Oscar 2012

Feb 27, 2012 at 1:57 AM

Relativismo Cultural e Moral

Jan 5, 2012 at 3:24 PM

It was a very good year

Dec 29, 2011 at 11:07 AM

Reclamação contra a Telefónica / TVA

Dec 28, 2011 at 2:28 PM

A Educação das Emoções e da Vontade

Dec 28, 2011 at 1:57 PM

Que será de nossos pertences digitais quando morrermos?

Dec 28, 2011 at 1:52 PM

Desabafo

Dec 28, 2011 at 1:37 PM

A Igreja como Comunidade Virtual dos Crentes (short)

Dec 28, 2011 at 1:22 PM

A Igreja como Comunidade Virtual dos Crentes

Dec 28, 2011 at 1:18 PM

Campeonatos Mundiais de Futebol Interclubes (1960-2011)

Dec 18, 2011 at 8:17 PM

Sete anos deste blog!

Dec 2, 2011 at 2:14 AM

Steve Jobs (1955-2011)

Oct 11, 2011 at 8:34 AM

O Desafio da Formação do Professor na Sociedade da Informação

Oct 11, 2011 at 8:30 AM

Escola e Ensino não são Sinônimos de Educação

Oct 11, 2011 at 8:25 AM

A Questão das Políticas Públicas na Educação

Oct 11, 2011 at 8:20 AM

Educação a Distância “Suficientista”

Oct 11, 2011 at 7:59 AM

Escrita à Mão, Papel Almaço…

Sep 27, 2011 at 11:46 AM

Educação, Tecnologia e Mudanças (ou: A Importância de Outras Tecnologias para a Educação)

Aug 12, 2011 at 4:43 AM

Educação e Felicidade

Aug 12, 2011 at 4:38 AM

50 Anos de Carreira

Jul 13, 2011 at 3:48 PM

GPS, Instrumentos de Navegação e Guias de Viagem

Jul 12, 2011 at 7:45 AM

Itinerários de Aprendizagem e Trajetórias Intelectuais

Jul 5, 2011 at 3:55 PM

Escolhas

Jul 4, 2011 at 7:55 PM

A Escola e as Redes Sociais

Jul 4, 2011 at 7:53 PM

Redes Sociais e Educação: Personalização em Escala

Jun 20, 2011 at 11:59 AM

A Revolução da Desintermediação

Jun 15, 2011 at 2:36 PM

Tecnologia, Inovação, e Transformação: A Arte de Quebrar Paradigmas

Jun 7, 2011 at 7:25 PM

A Arte de Maquiar Defuntos e as Pseudoinovações Educacionais

May 31, 2011 at 5:38 PM

De Interpretatione – da Lei e Outros Textos (inclusive a Bíblia)

May 31, 2011 at 8:29 AM

Ivan Illich e a Troca do Paradigma

May 29, 2011 at 11:59 PM

O conservadorismo brasileiro no Ensino Superior

May 22, 2011 at 4:56 AM

Uma família olhando múltiplas telas na mesma sala ao mesmo tempo…

May 16, 2011 at 9:33 PM

Cutucando ainda mais o paradigma…

May 16, 2011 at 9:06 PM

Cutucando o paradigma…

May 14, 2011 at 5:43 PM

A febre legisferante que assola o país

May 14, 2011 at 5:36 PM

Continuação da Homenagem a John Holt

May 7, 2011 at 8:34 AM

Uma Homenagem a John Holt

May 7, 2011 at 7:45 AM

Como aplicar “o elemento” à aprendizagem escolar

May 3, 2011 at 6:09 AM

Redes Sociais, Um Computador por Aluno e a Reinvenção da Escola

Apr 26, 2011 at 7:01 AM

Ainda o Colégio da Embraer

Apr 19, 2011 at 10:27 AM

O Colégio Engo Juarez Wanderley da Embraer

Apr 19, 2011 at 10:24 AM

Madrasta antes dos 30

Apr 19, 2011 at 6:07 AM

“O Elemento” – A Propósito do Livro de Sir Ken Robinson

Apr 18, 2011 at 5:01 PM

Parabéns, dona Márcia Maria!

Apr 15, 2011 at 5:59 AM

“Sexting”– ou o envio de torpedo sexy

Apr 11, 2011 at 7:59 PM

Ferramentas e Brinquedos

Apr 11, 2011 at 3:43 PM

Vídeo da festa da Abril Educação em 22/03/2011– Parte 2

Apr 9, 2011 at 6:11 PM

A tragédia da escola de Realengo

Apr 9, 2011 at 5:53 AM

O Contar Histórias na Era Digital (Digital Storytelling)

Apr 4, 2011 at 7:51 PM

Vídeo da festa da Abril Educação em 22/03/2011– Parte 1

Mar 31, 2011 at 12:20 AM

O aluno protagonista na escola protagonista: Em homenagem a Antonio Carlos Gomes da Costa

Mar 29, 2011 at 3:37 PM

Livros Impressos

Mar 20, 2011 at 1:06 PM

Tecnologia, Redes Sociais e Educação

Mar 18, 2011 at 7:58 AM

O Blog das Editoras Ática e Scipione

Mar 18, 2011 at 7:54 AM

Livros e Filmes

Mar 5, 2011 at 3:24 PM

Administrar o tempo é planejar a vida – v3 (2011)

Mar 3, 2011 at 11:06 AM

A lista dos 24 vencedores do Oscar

Feb 28, 2011 at 6:53 AM

Homenagem ao Oscar: A arte de traduzir títulos de filmes

Feb 27, 2011 at 8:46 AM

Pode uma decisão judicial mudar o passado?

Feb 25, 2011 at 7:35 AM

Press Release de 15/3/2000 do Programa “Sua Escola a 2000 por Hora”

Feb 23, 2011 at 1:55 AM

A UNICAMP inova na seleção de alunos de escolas públicas

Feb 21, 2011 at 4:13 AM

O mercado livreiro brasileiro que se cuide…

Feb 17, 2011 at 8:02 AM

Escritório da LEGO em Moscow, na Russia

Feb 14, 2011 at 4:21 PM

Indicados do Oscar 2011 – versão LEGO

Feb 14, 2011 at 3:29 PM

Os Indicados ao Oscar (em Inglês)

Feb 13, 2011 at 9:02 PM

Os Indicados ao Oscar (em Português)

Feb 13, 2011 at 8:59 PM

A História do Rei George VI da Inglaterra

Feb 13, 2011 at 8:54 PM

Hábitos de Leitura

Feb 10, 2011 at 3:26 AM

Jovens e velhos convivem em todas as faixas etárias

Feb 10, 2011 at 3:19 AM

Educar pode custar caro, mas não educar custa mais caro ainda

Jan 31, 2011 at 4:10 PM

Uma Apologia da Vagabundagem e da Indisciplina

Jan 30, 2011 at 11:21 AM

“Tudo que você tuitar pode ser usado contra você, até no tribunal”

Jan 30, 2011 at 10:42 AM

(O Brasil) “Agora, vai!” (Será?)

Jan 30, 2011 at 10:32 AM

Ainda E-Books

Jan 30, 2011 at 10:14 AM

“Cubanos por 30 dias”

Jan 30, 2011 at 9:21 AM

Pode (e deve) a moralidade ser ensinada (na escola pública)?

Jan 30, 2011 at 9:15 AM

E-Books: É só uma questão de tempo; Paper Books: “Your days are numbered”…

Jan 29, 2011 at 9:11 AM

“Superendividamento”

Jan 29, 2011 at 12:27 AM

A culpa é do Estado…

Jan 28, 2011 at 6:00 PM

Filantropia

Jan 24, 2011 at 6:23 AM

Eita nóis… Quanto mais eu rezo, mais assombração aparece!

Jan 22, 2011 at 12:18 PM

O debate sobre a tecnologia e a educação continua…

Jan 22, 2011 at 11:45 AM

O Super Bowl

Jan 17, 2011 at 10:40 PM

84 Charing Cross Road

Jan 16, 2011 at 8:31 AM

Gullar sobre Lulla

Jan 16, 2011 at 6:54 AM

New Line Learning Academy, Kent (Reino Unido)

Jan 13, 2011 at 9:41 AM

Lugares que eu conheço que são Patrimônio Cultural da UNESCO

Jan 7, 2011 at 9:32 AM

Isso não é Liberalismo (Capitalismo)…

Jan 7, 2011 at 5:18 AM

Esquerda e Direita (segundo Antonio Prata)

Jan 5, 2011 at 9:24 PM

Os Homens são Eternas Crianças a Brincar na Areia…

Jan 5, 2011 at 10:34 AM

Os números de 2010

Jan 4, 2011 at 6:04 AM

Portugalícia (Portugaliza)

Dec 30, 2010 at 11:25 PM

“Se não vos fizerdes como crianças…”

Dec 28, 2010 at 11:58 PM

Orgulho Líquido

Dec 28, 2010 at 11:30 PM

Feliz Natal e Ano Novo a Todos

Dec 24, 2010 at 4:22 PM

Políticas Públicas – Ou a violência com o revólver escondido…

Dec 19, 2010 at 11:00 PM

O Exame da OAB

Dec 19, 2010 at 10:34 PM

Marido e Mulher e as “Novas Conjugalidades”

Dec 14, 2010 at 7:41 AM

Ainda o Qatar e o Brasil

Dec 9, 2010 at 5:04 PM

Finalmente um Prêmio “Nobel” na Educação

Dec 9, 2010 at 12:18 PM

As Competências Essenciais para o Século 21 de Marc Prensky

Dec 9, 2010 at 6:20 AM

Qatar: o anti-Brasil?

Dec 9, 2010 at 5:40 AM

As Classes Econômicas Brasileiras

Dec 5, 2010 at 5:08 PM

O Rei do Paraíso Imaginário (ou: Indico Lulla para a ABL)

Dec 5, 2010 at 9:01 AM

Seis Anos do Liberal Space

Dec 2, 2010 at 10:46 AM

28 de Novembro de 2010

Nov 28, 2010 at 9:48 PM

Tool and Toy: Technology in Education

Nov 25, 2010 at 10:25 PM

Educação e Mudanças: De Reforma a Transformação Através da Inovação [Slideshow]

Nov 25, 2010 at 7:15 PM

A criança e a liberdade

Nov 25, 2010 at 5:01 PM

Coerência vs Incoerências

Nov 25, 2010 at 7:16 AM

Empresa: natureza, objetivo, função, objeto e responsabilidade social

Nov 16, 2010 at 10:43 AM

Uma Nova Forma de Aprender

Nov 13, 2010 at 10:36 PM

ENEM: Um vexame atrás do outro

Nov 10, 2010 at 6:23 AM

Alfabetização e Letramento

Nov 9, 2010 at 11:51 PM

A lei e a honra

Nov 2, 2010 at 12:14 PM

A União Européia

Nov 2, 2010 at 10:55 AM

O primeiro discurso de Dilma, depois de eleita

Nov 1, 2010 at 7:44 AM

“Guerra”

Nov 1, 2010 at 6:11 AM

O Cristianismo e a arte

Oct 31, 2010 at 11:27 PM

Educação e escola

Oct 31, 2010 at 5:16 PM

About Schmidt: Alguém vai se lembrar de nós quando morrermos?

Oct 31, 2010 at 3:02 PM

“Popular, sim. Grande, não!”

Oct 27, 2010 at 7:33 AM

“Sem medo do passado”

Oct 25, 2010 at 6:30 AM

Despedida do TREMA

Oct 24, 2010 at 4:54 PM

O foco da questão no dia 31/10

Oct 22, 2010 at 4:25 AM

Os candidatos e as pesquisas

Oct 20, 2010 at 6:47 AM

Duas magníficas crônicas da Mário Prata

Oct 19, 2010 at 3:31 PM

A Educação e a Vida: O Papel da Tecnologia

Oct 19, 2010 at 6:31 AM

“A proteção que atrapalha”

Oct 19, 2010 at 5:51 AM

Brincar, Aprender, Trabalhar: Enfim, Viver

Oct 18, 2010 at 7:34 AM

Internet Archive: The WayBack Machine

Oct 16, 2010 at 8:07 AM

A mudança do Live Spaces para o WordPress

Oct 16, 2010 at 7:44 AM

É o embrião um ser vivo?

Oct 16, 2010 at 6:57 AM

O liberalismo e o aborto

Oct 15, 2010 at 8:25 AM

A referência bibliográfica do Calligaris sobre o aborto

Oct 15, 2010 at 8:00 AM

Casoy e FHC, Datena e Dilma

Oct 15, 2010 at 6:28 AM

Metadiscussão da presente discussão do aborto

Oct 15, 2010 at 6:08 AM

Os múltiplos tentáculos do Estado

Oct 14, 2010 at 5:21 PM

Ignorância

Oct 13, 2010 at 9:27 PM

As explicações da Microsoft sobre o fim do Live Spaces

Oct 13, 2010 at 2:26 AM

O comentário de Ribeiro

Oct 11, 2010 at 1:11 PM

O comentário de Balbino

Oct 10, 2010 at 5:29 PM

O povo unido…

Oct 9, 2010 at 9:59 PM

A greve dos que sustentam o mundo nas costas

Oct 9, 2010 at 9:02 AM

All Nobel Prizes in Literature

Oct 7, 2010 at 2:37 PM

A Revolta de Atlas (Atlas Shrugged)

Sep 27, 2010 at 8:11 PM

“O Mal a Evitar”

Sep 27, 2010 at 7:49 PM

Socialismo na escola

Sep 23, 2010 at 11:39 AM

SoArte

Sep 13, 2010 at 6:31 AM

Gratidão

Sep 7, 2010 at 8:50 PM

Eta país complicado…

Sep 3, 2010 at 12:56 PM

A proposta de limitar a propriedade

Aug 14, 2010 at 4:45 PM

Tentativa de assalto ao direito de propriedade intelectual

Aug 10, 2010 at 10:11 AM

O “bem público” e a “política pública”

Aug 2, 2010 at 6:44 AM

Os analfabetos funcionais escolarizados

Jul 27, 2010 at 6:28 AM

Critical Thinking Skills

Jul 11, 2010 at 12:28 PM

A simplificação do divórcio

Jul 10, 2010 at 5:09 PM

Nova versão de Windows Live disponível em Beta

Jul 7, 2010 at 12:10 AM

Eduardo Chaves – Résumé (updated in July 2010)

Jul 2, 2010 at 1:01 PM

É preciso ensinar a criança a brincar, ou sempre brincar com ela???

Jun 29, 2010 at 8:51 AM

My Kindle

Jun 28, 2010 at 7:44 PM

Sobre a arte de desaprender

Jun 16, 2010 at 10:37 AM

Direito à felicidade?

Jun 6, 2010 at 9:31 AM

Em defesa do direito de não ser perfeito

Jun 5, 2010 at 4:27 AM

A identidade pessoal da mulher brasileira: a propósito do artigo de Mirian Goldenberg

Jun 1, 2010 at 8:05 AM

Romance interessante sobre a luta acerca do aborto nos EUA

May 31, 2010 at 12:55 PM

Epistemologia da fé – 2

May 31, 2010 at 8:38 AM

Epistemologia da fé – 1

May 29, 2010 at 11:46 PM

Bibliotecas Escolares

May 29, 2010 at 10:34 PM

Chácara Klabin

May 29, 2010 at 7:01 PM

A Linha Amarela do metrô paulistano

May 27, 2010 at 3:23 PM

A mídia brasileira e a história do Chapeuzinho

May 27, 2010 at 10:24 AM

Infidelidade na Internet

May 25, 2010 at 8:15 AM

Ensino Superior

May 24, 2010 at 9:24 PM

Está certo: Elas são o sexo forte

May 22, 2010 at 7:02 AM

União Européia

May 20, 2010 at 7:28 AM

Tem alguém o direito de pleitear que seu “passado digital” seja re-escrito (ou apagado)?

May 16, 2010 at 8:51 AM

Market Economies – a short lesson in Economics

May 10, 2010 at 7:22 AM

Obedientes ou rebeldes?

May 6, 2010 at 10:56 AM

Acomodados e incomodados

May 4, 2010 at 7:49 PM

Desigualdade material e igualdade formal

Apr 25, 2010 at 11:23 AM

Atores favoritos

Apr 25, 2010 at 8:56 AM

Joaquim José da Silva Xavier – Tiradentes

Apr 21, 2010 at 2:27 PM

Vergueiro

Apr 20, 2010 at 9:51 PM

Hora de Brasília

Apr 20, 2010 at 5:14 PM

Taiwan, Estados Unidos e Brasil

Apr 20, 2010 at 5:09 PM

Brasil: A Primeira Potência de Semiletrados (Gustavo Iochpe na VEJA)

Apr 20, 2010 at 5:02 PM

“Vitrines de Amsterdã”

Apr 20, 2010 at 7:42 AM

“Afinal, quem faz o quê” em casa?

Apr 15, 2010 at 7:31 AM

Educação e Ideologia

Apr 13, 2010 at 7:13 AM

A letter to Barack Obama and the American People from Jon Voight

Apr 12, 2010 at 9:31 AM

Jura Secreta (de Sueli Costa e Abel Silva)

Apr 12, 2010 at 9:10 AM

Remorso (de Olavo Bilac)

Apr 12, 2010 at 9:03 AM

Ouvir Estrelas (de Olavo Bilac)

Apr 12, 2010 at 8:57 AM

O Tempo (de Olavo Bilac)

Apr 12, 2010 at 8:50 AM

Ainda sobre a riqueza e a densidade da informação vs imaginação

Apr 12, 2010 at 7:44 AM

“Educação sem Doutrinação” e “Escolas sem Partido”

Apr 10, 2010 at 3:52 PM

As pequenas coisas que esquecemos ou perdemos

Apr 8, 2010 at 7:24 AM

A riqueza e densidade da informação no livro inibe a imaginação

Apr 7, 2010 at 9:49 PM

“O ranço ideológico na educação”

Apr 7, 2010 at 9:05 PM

“Chega de saudade”

Apr 7, 2010 at 3:15 AM

A ditadura lingüística do Politicamente Correto

Apr 5, 2010 at 9:58 PM

Sobre o direito de que se esqueça o que dissemos e fizemos

Apr 5, 2010 at 8:35 AM

Calligaris, me desculpe, mas você está muito errado…

Apr 2, 2010 at 11:09 AM

A leitura

Apr 2, 2010 at 10:11 AM

“El Secreto de sus Ojos” – 7 (e o Cinema Brasileiro)

Mar 31, 2010 at 5:59 PM

Vaticano tenta tapar o sol com a peneira

Mar 29, 2010 at 11:37 AM

“El Secreto de sus Ojos” – 6 (e o Cinema Brasileiro)

Mar 29, 2010 at 7:13 AM

Caso Isabela: O Circo Nardoni-Jatobá

Mar 25, 2010 at 7:21 AM

Os Emoticons (Emocícones?)

Mar 24, 2010 at 8:15 AM

“El Secreto de sus Ojos” – 5

Mar 24, 2010 at 7:54 AM

Pedofilia entre padres

Mar 23, 2010 at 7:30 AM

Educação, Mudanças e Inovação: Proposta de Palestra

Mar 22, 2010 at 10:23 AM

A arte – 2

Mar 22, 2010 at 8:51 AM

A arte – 1

Mar 21, 2010 at 8:05 PM

Os ruídos da noite

Mar 21, 2010 at 2:46 AM

Saber-Fazer

Mar 20, 2010 at 9:44 PM

A Felicidade

Mar 20, 2010 at 10:45 AM

Tempus fugit… ergo, carpe diem

Mar 19, 2010 at 9:30 AM

O café de coador

Mar 16, 2010 at 11:05 AM

Mario Vargas Llosa sobre Lulla

Mar 15, 2010 at 8:57 PM

10 inovações que afetarão o mundo dos negócios

Mar 14, 2010 at 8:45 AM

Veneno Curricular

Mar 14, 2010 at 7:50 AM

What Happens to Your Website If You Die?

Mar 13, 2010 at 6:31 PM

Lulla se afunda cada vez mais ao defender o governo de ditadores

Mar 11, 2010 at 8:14 AM

“No Child Left Behind” or “No Child Moving Ahead”

Mar 9, 2010 at 5:34 PM

O Oscar de 2010

Mar 8, 2010 at 1:15 PM

Fusos horários

Mar 3, 2010 at 7:36 AM

Crônicas sobre um tempo que não volta mais

Mar 2, 2010 at 11:15 AM

“El Secreto de Sus Ojos” – 4

Mar 2, 2010 at 10:07 AM

Os melhores filmes que já vi

Mar 1, 2010 at 8:12 PM

“El Secreto de sus Ojos” – 3

Mar 1, 2010 at 7:07 PM

“El Secreto de sus Ojos” – 2

Mar 1, 2010 at 8:39 AM

“El Secreto de sus Ojos” – 1

Feb 28, 2010 at 10:48 PM

Meus três tenores atuais

Feb 27, 2010 at 1:14 AM

Luís Inácio Lulla da Silva vs Orlando Zapata Tamayo

Feb 27, 2010 at 12:45 AM

Morando com mamãe

Feb 22, 2010 at 2:38 PM

Ainda sobre o memorioso…

Feb 20, 2010 at 11:33 PM

O memorioso e o pensoso…

Feb 14, 2010 at 9:40 AM

O Medo (versos do fado interpretado por Mariza e, antes, por Amália)

Feb 8, 2010 at 2:30 AM

Por que caímos de quatro diante de nossos netos (Drauzio Varella)

Jan 30, 2010 at 5:42 AM

Dudu, the Puff (*)

Jan 24, 2010 at 5:52 PM

How I see what I do today

Jan 17, 2010 at 2:25 PM

Democracia Constitucional Republicana vs A Tirania da Maioria

Jan 5, 2010 at 8:09 PM

O ser humano

Jan 2, 2010 at 7:58 PM

Eu

Jan 2, 2010 at 12:28 AM

Venda de “Magalhães” nos Açores

Dec 31, 2009 at 12:37 PM

A Faculdade de Educação da UNICAMP e o Secretário da Educação

Dec 30, 2009 at 11:58 PM

O Ano Novo

Dec 29, 2009 at 6:39 PM

O primeiro Natal de que eu (mais ou menos) me lembro

Dec 25, 2009 at 9:36 AM

Justiça dá (em liminar) presente de Natal aos consumidores em relação ao Kindle

Dec 19, 2009 at 8:42 AM

Fotos digitais

Dec 17, 2009 at 2:30 AM

Pouca vergonha !!! (Parte 2)

Dec 14, 2009 at 6:27 PM

Isto É: Eles deram a virada

Dec 14, 2009 at 3:45 PM

Entre Peter Pan e Dom Fulgêncio

Dec 14, 2009 at 9:09 AM

A discussão dos ministros do STF sobre o caso Estadão vs Fernando Sarney

Dec 14, 2009 at 7:17 AM

Gratidão

Dec 14, 2009 at 1:25 AM

The need to rest – really rest!

Dec 14, 2009 at 1:18 AM

Natal e Ano Novo

Dec 14, 2009 at 12:59 AM

A censura do Estadão

Dec 13, 2009 at 11:47 PM

Computadores e Educação: Bom artigo do Gilberto Dimenstein

Dec 13, 2009 at 8:27 AM

A visão petista da Segunda Guerra

Dec 13, 2009 at 7:59 AM

O que ele quer é questionar

Dec 6, 2009 at 7:27 AM

Entrevistas dão trabalho, mesmo quando pequenas…

Dec 5, 2009 at 7:36 PM

Filosofia da Educação: Um Encontro Possível entre o Professor e a Tecnologia

Dec 4, 2009 at 10:00 AM

O JMC nos deu Educação – no sentido mais pleno do termo

Dec 4, 2009 at 9:44 AM

Quinto Aniversário deste Space

Dec 2, 2009 at 12:07 AM

Pouca vergonha !!! (Parte 1)

Dec 1, 2009 at 6:56 AM

A construção do conhecimento e a busca da sabedoria

Nov 30, 2009 at 7:57 AM

Cinco anos deste space (e um pouco de história de vida)

Nov 27, 2009 at 2:32 AM

A mágica da leitura

Nov 25, 2009 at 5:23 AM

Wal-Mart vs Amazon

Nov 24, 2009 at 10:30 PM

Os meandros da visão jurídica do Ministério da Saúde

Nov 24, 2009 at 2:11 PM

Mudança NA e DA Educação

Nov 24, 2009 at 7:41 AM

A Verdade – Entre a Dúvida e a Certeza

Nov 18, 2009 at 10:58 AM

A tuberculose do faraó e outros bichos

Nov 14, 2009 at 11:23 PM

Bênçãos

Nov 13, 2009 at 8:22 AM

Os profissionais da escola (também conhecidos como professores, embora em regra não se saiba o que professam…)

Nov 13, 2009 at 7:34 AM

Muros: o de Berlin e os outros…

Nov 12, 2009 at 11:03 PM

Editorial da Folha sobre o processo eleitoral na USP

Nov 10, 2009 at 2:48 AM

Termina o “Innovative Education Forum” da Microsoft em Salvador, BA

Nov 8, 2009 at 9:37 AM

Prefácio a um livro de Renato Soffner

Nov 1, 2009 at 8:45 PM

“O Colocador de Pronomes”

Oct 28, 2009 at 7:54 AM

Onze anos da EduTec.Net: Rede de Educação e Tecnologia

Oct 28, 2009 at 7:13 AM

Filmes antigos de que eu gosto…

Oct 27, 2009 at 12:00 AM

“Você não sabe até onde eu chegaria para te fazer feliz”

Oct 26, 2009 at 3:48 PM

“Em Nome do Romance” (Mario Vargas Llosa)

Oct 25, 2009 at 11:23 PM

Hebe Camargo – Uma homenagem

Oct 25, 2009 at 9:16 AM

James Patrick Maher, In Memoriam

Oct 24, 2009 at 9:49 PM

Histórias (verídicas e falsídicas) e a arte de contá-las

Oct 18, 2009 at 12:25 PM

Salvos da Perfeição – 2 (ou: “No limite entre a teologia e a poesia está o ‘O Reino da Delicadeza’. . . “)

Oct 18, 2009 at 11:09 AM

Memory and Hope

Oct 18, 2009 at 10:37 AM

Para além da euforia: artigos sobre a vitória no “bid” pela Olimpíada de 2016

Oct 4, 2009 at 1:14 PM

Corrupção, a lei e a moralidade

Oct 4, 2009 at 11:48 AM

O que faz de um objeto uma obra de arte?

Oct 4, 2009 at 8:26 AM

Salvos da Perfeição – 1

Oct 1, 2009 at 8:35 PM

Gabriel

Sep 30, 2009 at 7:31 AM

Empresas, Lucro e Prejuízo, Custo, Valor e Preço – 2

Sep 20, 2009 at 5:32 PM

Empresas, Lucro e Prejuízo, Custo, Valor e Preço – 1

Sep 20, 2009 at 5:18 PM

Pedro Salomão José Kassab (1930-2009)

Sep 20, 2009 at 9:44 AM

Orfandade

Sep 20, 2009 at 9:33 AM

Viuvez

Sep 19, 2009 at 8:15 AM

Projeto de Lei sobre Alienação Parental

Sep 4, 2009 at 7:19 AM

Cena ou sena?

Sep 2, 2009 at 1:01 AM

Setembro

Sep 2, 2009 at 12:25 AM

Reunião em Campinas em 31/8/2009

Sep 1, 2009 at 3:28 PM

Síndrome de Alienação Parental

Sep 1, 2009 at 11:11 AM

“A Morte Inventada – Alienação Parental”

Sep 1, 2009 at 9:42 AM

Alienação Parental – Vamos Combatê-la

Sep 1, 2009 at 9:13 AM

Carta Renúncia de Janio Quadros (25/08/1961)

Aug 25, 2009 at 12:07 AM

O Estado e a lei antifumo (ou Do fascismo do Estado democrático)

Aug 24, 2009 at 10:57 AM

Carta Testamento de Getúlio Vargas (24/08/1954)

Aug 24, 2009 at 8:52 AM

Virginianos

Aug 20, 2009 at 6:39 PM

19 de agosto de 1967

Aug 19, 2009 at 12:33 AM

Administrar o tempo é planejar a vida – v2 (2009)

Aug 14, 2009 at 8:42 AM

A vida (ou um protesto contra os deuses falsificados)

Aug 11, 2009 at 2:23 PM

José de Alencar

Aug 11, 2009 at 1:56 PM

Protestantismo, pobreza e ascensão social

Jul 14, 2009 at 3:28 AM

Michael Jackson

Jul 7, 2009 at 10:24 AM

Jaci Maraschin, amigo por tabela

Jul 7, 2009 at 9:53 AM

José Aristodemo Pinotti, colega e amigo

Jul 2, 2009 at 8:30 AM

A av Paulista e a região ao redor

Jun 21, 2009 at 11:42 PM

Orações infantis

Jun 13, 2009 at 6:37 PM

Professor da USP critica os alunos radicais

Jun 13, 2009 at 2:10 AM

Dalmo Dallari condena os estudantes radicais da USP

Jun 13, 2009 at 1:55 AM

O blog da Petrobrás – uma grande inovação

Jun 9, 2009 at 8:05 AM

Entrevista para a revista Íntegra (de Campinas)

Jun 5, 2009 at 1:53 PM

Entrevista para a Revista Nova Escola

Jun 5, 2009 at 1:42 PM

Entrevista para o site Miniweb

Jun 5, 2009 at 1:34 PM

A criança e a aprendizagem

Jun 5, 2009 at 9:24 AM

A escola e a aprendizagem das crianças

Jun 5, 2009 at 9:23 AM

Modelos de educação e de educação a distância

Jun 5, 2009 at 8:02 AM

Aprendizagem por Projetos: O Desafio da Avaliação

Jun 2, 2009 at 6:58 AM

Problemas e transdisciplinaridade

May 20, 2009 at 10:39 PM

Nossos nomes

May 19, 2009 at 1:09 AM

Ayrton Senna da Silva

May 1, 2009 at 9:00 PM

Tempo, de Viviane Mose

May 1, 2009 at 11:09 AM

Aharon Sapsezian, amigo e irmão

Apr 23, 2009 at 12:38 AM

Suicídio e eutanásia a pedido vs eutanásia não solicitada, infanticídio e aborto

Apr 18, 2009 at 7:46 AM

Têm os índios brasileiros o direito de praticar o infanticídio?

Apr 17, 2009 at 1:32 AM

A causa principal dos problemas da educação básica brasileira

Apr 16, 2009 at 6:49 AM

O primeiro banho do Chico

Apr 10, 2009 at 7:15 PM

Desigualdade, pobreza e liberdade

Apr 9, 2009 at 7:37 AM

“Entre os muros da escola”: Uma escola sem alma

Apr 8, 2009 at 8:18 AM

Dogmatismo e Doutrinação

Apr 3, 2009 at 4:05 AM

Verdade, dogmatismo e intolerância (mais uma vez)

Apr 2, 2009 at 9:45 AM

Verdades absolutas e conhecimento relativo: uma réplica

Mar 30, 2009 at 12:26 AM

Pensar muitas vezes dói…

Mar 29, 2009 at 6:53 AM

Verdades Absolutas e Conhecimento Relativo

Mar 21, 2009 at 3:22 PM

Alfabetização, letramento e seus correspondentes no mundo digital

Mar 14, 2009 at 11:35 AM

O Leitor / The Reader: Uma Resenha

Feb 25, 2009 at 10:16 AM

O multiculturalismo do Oscar

Feb 24, 2009 at 7:25 AM

Kate Winslet

Feb 24, 2009 at 7:18 AM

Ainda o Oscar 2009

Feb 24, 2009 at 6:52 AM

O Oscar 2009

Feb 22, 2009 at 9:37 PM

Dois fatos importantes sobre o ser humano

Feb 17, 2009 at 7:58 AM

Que bom é viver frugalmente — quando isso se dá por escolha e não por necessidade…

Feb 14, 2009 at 2:23 AM

“A consciência por vezes é uma merda”

Feb 14, 2009 at 2:18 AM

Uma nova Escola Lumiar

Feb 5, 2009 at 8:58 AM

Pittsburgh Steelers: hexacampeões nacionais de futebol (americano) [como, aqui, o glorioso SPFC (em futebol de verdade)]

Feb 2, 2009 at 5:27 AM

Ricos meninos pobres

Feb 1, 2009 at 5:31 PM

Será que terminou o dilúvio na Serra da Mantiqueira?

Feb 1, 2009 at 5:27 PM

O time de Pittsburgh, os Steelers, tenta ser hoje hexa em futebol americano nos Estados Unidos

Feb 1, 2009 at 8:35 AM

Retorno – e a Polícia de São Paulo

Jan 21, 2009 at 12:36 AM

Mensagem a Garcia

Dec 26, 2008 at 10:13 AM

A oração de Jabez

Dec 26, 2008 at 9:37 AM

Natal: famílias, tradições, transições

Dec 26, 2008 at 8:23 AM

Identidade pessoal e mudanças

Dec 26, 2008 at 8:00 AM

Creacionismo vs evolucionismo na escola: o debate chega à grande imprensa brasileira

Dec 14, 2008 at 1:22 PM

SPFC: Tri/Hexa Campeão Brasileiro (6-3-3)

Dec 8, 2008 at 7:44 AM

O novo Windows Live Space

Dec 5, 2008 at 6:23 PM

Entre filósofos (comme il faut)

Dec 5, 2008 at 6:18 PM

Quatro anos deste space

Dec 2, 2008 at 7:04 AM

Educação: conceito, modelos, paradigmas – II

Nov 27, 2008 at 3:34 PM

Educação: conceito, modelos, paradigmas – I

Nov 27, 2008 at 2:01 PM

Vicky Cristina Barcelona

Nov 26, 2008 at 11:48 AM

Café da manhã em padarias…

Nov 21, 2008 at 12:11 PM

Rev. Oscar Chaves, a Igreja Presbiteriana Maranata, e outros elos que se restabelecem em torno de Santo André

Nov 16, 2008 at 10:19 AM

Reabertura da EduTec

Oct 29, 2008 at 5:38 AM

Décimo aniversário da criação da EduTec

Oct 28, 2008 at 8:43 AM

Idéias, pássaros e gaiolas

Oct 21, 2008 at 7:25 AM

A Verdade: Contra o Ceticismo, o Relativismo, e o Dogmatismo – 2

Oct 20, 2008 at 9:19 AM

“Você acredita em Deus?”

Oct 19, 2008 at 11:00 PM

A Verdade: Contra o Ceticismo, o Relativismo, e o Dogmatismo – 1

Oct 11, 2008 at 9:28 AM

Escritor francês Le Clézio é o novo Nobel de Literatura

Oct 9, 2008 at 3:40 PM

Nights in Rodanthe (2008, Noites de Tormenta)

Oct 9, 2008 at 12:17 AM

Aprendizagem significativa

Sep 30, 2008 at 12:28 AM

Computadores e Educação

Sep 18, 2008 at 7:57 PM

Valsinha

Sep 13, 2008 at 9:31 AM

65 anos

Sep 11, 2008 at 6:16 PM

Seattle: a beleza deste lugar

Sep 5, 2008 at 12:10 AM

Filosofia

Sep 2, 2008 at 7:26 AM

O Sentido da Vida

Aug 30, 2008 at 3:45 PM

Por que nos emocionamos?

Aug 30, 2008 at 12:40 PM

O ciúme

Aug 30, 2008 at 12:04 PM

Vidas

Aug 30, 2008 at 11:05 AM

Eu chego lá… (ou a ciência finalmente chega a mim)

Aug 28, 2008 at 9:36 PM

O elogio à pobreza – material e do espírito (não nessa ordem)

Aug 28, 2008 at 2:52 PM

O livre pensar

Aug 25, 2008 at 10:55 PM

25 de Agosto

Aug 25, 2008 at 12:05 AM

24 de Agosto

Aug 24, 2008 at 12:39 PM

Aos que deixam mensagens neste space

Aug 24, 2008 at 12:18 AM

A posse e a busca da verdade

Aug 24, 2008 at 12:16 AM

Somos ouro no vôlei feminino

Aug 23, 2008 at 11:12 AM

O Canto da Coruja

Aug 23, 2008 at 10:50 AM

Linda

Aug 23, 2008 at 9:50 AM

O amanhecer e o entardecer na roça

Aug 22, 2008 at 7:36 AM

A visão religiosa do mundo – 2

Aug 22, 2008 at 6:49 AM

Se tem de perder pra alguém, que seja para os EUA

Aug 21, 2008 at 2:07 PM

A visão religiosa do mundo – 1

Aug 19, 2008 at 9:27 AM

19 de Agosto

Aug 19, 2008 at 8:31 AM

Machado de Assis

Aug 19, 2008 at 7:14 AM

A pessoa, o seu corpo, e a existência de entes espirituais

Aug 18, 2008 at 11:41 AM

The road less traveled by

Aug 5, 2008 at 5:48 AM

A Lua da ciência ou a lua do imaginário?

Aug 3, 2008 at 5:10 PM

A Passagem do Tempo: Sunrise, Sunset – Do Nascer ao Pôr do Sol

Aug 2, 2008 at 2:02 AM

You Needed Me

Jul 31, 2008 at 8:52 PM

Juliette Binoche e Olivier Martinez

Jul 26, 2008 at 11:56 PM

Doçura

Jul 26, 2008 at 7:21 PM

Gabrielle Anwar

Jul 26, 2008 at 6:07 PM

Instantes e Epitáfio

Jul 25, 2008 at 12:05 AM

Educação e escola

Jul 24, 2008 at 9:52 PM

Tempos que não voltam mais…

Jul 24, 2008 at 9:05 PM

Me, myself and I

Jul 24, 2008 at 8:04 PM

Crepúsculo

Jul 24, 2008 at 6:50 PM

Eu era pobre e feliz… e não sabia

Jul 24, 2008 at 10:43 AM

O crime, a polícia… — e os bandidos?

Jul 24, 2008 at 8:14 AM

Educação na tradição liberal

Jul 20, 2008 at 9:10 PM

Dercy

Jul 20, 2008 at 8:42 AM

A liberdade de aprender

Jul 17, 2008 at 11:59 AM

O Estado Malfeitor e o Estado (supostamente) Benevolente

Jul 17, 2008 at 11:05 AM

Um mês sem artigos

Jul 13, 2008 at 3:04 AM

Carlos Brito e a Inbev

Jun 13, 2008 at 1:01 PM

Multa de 250 dólares por fumar no quarto

Jun 10, 2008 at 12:51 PM

David Hume, Novamente

Jun 9, 2008 at 7:50 PM

A desenvoltura com que o governo gasta o dinheiro alheio

Jun 8, 2008 at 6:34 PM

Educação compulsória e educação estatal

Jun 8, 2008 at 11:50 AM

Sabedoria vs utopia

Jun 8, 2008 at 9:37 AM

Consenso, paz e verdade

Jun 8, 2008 at 8:51 AM

Jennifer Tong

May 17, 2008 at 10:16 PM

Megalivrarias. shoppings, conjuntos de cinemas…

May 3, 2008 at 7:42 AM

A Interferência do Estado na Vida Privada: O Casamento

Apr 17, 2008 at 5:26 AM

Free flow of consciousness

Apr 15, 2008 at 8:55 PM

O Campeonato Paulista

Apr 14, 2008 at 2:30 AM

Good-bye, Hanoi

Apr 14, 2008 at 2:24 AM

Debate entre Valdemar Setzer e Eduardo Chaves na TV Cultura (Opinião Nacional) em 28/5/99

Apr 14, 2008 at 1:54 AM

Ha Long Bay

Apr 12, 2008 at 4:44 AM

Flashes matutinos

Apr 6, 2008 at 9:35 PM

Bielo-Rússia (ou Bielorrússia)

Apr 6, 2008 at 8:08 PM

O trânsito de Hanoi

Apr 6, 2008 at 7:56 PM

Bobby Chinn Restaurant

Apr 6, 2008 at 7:29 PM

L’amant

Apr 5, 2008 at 3:34 PM

A face ainda feia do Comunismo

Apr 5, 2008 at 2:13 PM

A moeda vietnamita: o “dong”

Apr 5, 2008 at 1:22 PM

Hanoi: o Sheraton

Apr 5, 2008 at 1:09 PM

Open skies are not friendly skies…

Apr 5, 2008 at 12:31 AM

A viagem para Hanoi: 48 horas

Apr 4, 2008 at 3:15 PM

Que bicho complicado é o ser humano… – 2

Mar 30, 2008 at 4:30 PM

Que bicho complicado é o ser humano… – 1

Mar 30, 2008 at 11:05 AM

Um Nintendo Wii para o Gabriel

Mar 22, 2008 at 7:54 PM

Bobaginhas – para não dizer que não falei da lua e da neve…

Mar 20, 2008 at 9:11 AM

Igualdade

Mar 18, 2008 at 10:04 AM

Transações econômicas

Mar 17, 2008 at 7:46 AM

Sobre a chamada Inclusão / Exclusão

Mar 12, 2008 at 9:43 AM

Two ways of viewing work and educational practice

Mar 11, 2008 at 7:04 PM

Homo sum: nihil humanum a me alienum puto

Mar 5, 2008 at 12:19 AM

O professor é dividido em dois…

Mar 4, 2008 at 12:13 AM

Hanói e as motos

Mar 1, 2008 at 7:57 AM

Em Hanoi — 40 anos depois de 1968…

Feb 26, 2008 at 12:35 AM

Interessante…

Feb 26, 2008 at 12:26 AM

Os oitenta anos do Oscar

Feb 26, 2008 at 12:16 AM

Oscar Night

Feb 25, 2008 at 1:52 AM

Innovative curricula – or: What learnings are of most worth?

Feb 18, 2008 at 11:09 AM

Há Conversão no Futebol?

Feb 17, 2008 at 9:46 AM

O Batismo Tricolor do Gabriel: 16/02/2008

Feb 16, 2008 at 6:37 PM

Oitenta anos da fundação do JMC

Feb 9, 2008 at 9:30 PM

Ayn Rand, romancista e filósofa

Feb 3, 2008 at 1:41 AM

O trem no Brasil: webliografia

Jan 30, 2008 at 5:12 AM

Ainda sobre o trem no Brasil

Jan 30, 2008 at 4:38 AM

Coréia – Miscelânea

Jan 26, 2008 at 9:02 PM

David Hume, Filósofo

Jan 25, 2008 at 8:54 AM

É possível justificar filosoficamente o ateísmo?

Jan 24, 2008 at 8:35 PM

Os indicados para o Oscar 2008

Jan 22, 2008 at 1:19 PM

A chave da qualidade na área da educação

Jan 21, 2008 at 2:34 PM

Coréia

Jan 18, 2008 at 5:23 PM

O desafio de uma linguagem objetiva

Jan 14, 2008 at 11:50 AM

Tecnologia: modem celular

Jan 14, 2008 at 11:06 AM

Ilha Bela – 4

Jan 7, 2008 at 6:50 PM

Ilha Bela – 3

Jan 7, 2008 at 6:48 PM

Ilha Bela – 2

Jan 7, 2008 at 6:46 PM

Ilha Bela – 1

Jan 7, 2008 at 6:45 PM

História do Comunismo nos Estados Unidos

Jan 3, 2008 at 1:30 AM

Nós, os latinos, somos tribais?

Jan 2, 2008 at 11:31 AM

As férias do fim de ano – 2

Jan 1, 2008 at 10:33 AM

As férias do fim de ano – 1

Jan 1, 2008 at 10:24 AM

2007: “L’année à peine a fini sa carrière…”

Dec 30, 2007 at 9:54 AM

24 de Dezembro

Dec 24, 2007 at 8:15 AM

Kaká

Dec 18, 2007 at 2:32 PM

Discutir Por Quê?

Dec 14, 2007 at 11:02 PM

A CPMF

Dec 14, 2007 at 7:19 PM

O Pagador de Promessas (ou: Deus existe???)

Dec 14, 2007 at 12:34 PM

Rancho 53 na Castello: Imperdível

Dec 14, 2007 at 12:04 PM

Justiça Social, Igualitarismo e Inveja – Parte 2

Dec 8, 2007 at 8:25 PM

Justiça Social, Igualitarismo e Inveja – Parte 1

Dec 8, 2007 at 8:24 PM

Terceiro aniversário deste Space

Dec 2, 2007 at 4:50 PM

Lumiar: Declaração de princípios

Nov 23, 2007 at 11:37 AM

À guisa de oração inspirada no Salmo 23

Nov 10, 2007 at 5:49 PM

Finlândia: A tragédia e o controle de armas

Nov 10, 2007 at 7:34 AM

Finlândia: A tragédia na escola

Nov 8, 2007 at 9:01 AM

A Finlândia e a educação

Nov 4, 2007 at 7:21 PM

EduTec.Net: Possivelmente a primeira comunidade virtual brasileira

Nov 3, 2007 at 5:25 AM

SPFC, Pentacampeão Brasileiro: Dentre os grandes, és o primeiro!

Nov 1, 2007 at 12:33 AM

Aos que me honram com suas visitas…

Oct 27, 2007 at 2:13 AM

The game ain’t over ‘til it’s over…

Oct 21, 2007 at 10:38 PM

Quarenta anos de casado

Oct 13, 2007 at 8:48 AM

The Teacher is Split in Two

Oct 12, 2007 at 11:52 AM

Primavera no sítio

Oct 7, 2007 at 2:40 PM

50 Anos de Atlas Shrugged

Oct 5, 2007 at 12:02 PM

O melancólico resultado do Comunismo em Cuba

Sep 23, 2007 at 6:31 PM

Greenspan, Ayn Rand e Elio Gaspari

Sep 23, 2007 at 6:56 AM

Educação e conservadorismo: uma resposta liberal

Sep 14, 2007 at 4:19 AM

Somos todos cartesianos?

Sep 12, 2007 at 8:07 AM

A hora vem e agora é

Sep 12, 2007 at 7:45 AM

Nicolas Sarkozy: “Lettre aux Éducateurs”

Sep 9, 2007 at 6:20 AM

Informática, educação e trabalho

Sep 7, 2007 at 5:43 PM

Desemprego, Informática, Sorte e Azar

Sep 7, 2007 at 5:42 PM

“When I’m sixty four”

Sep 7, 2007 at 2:46 AM

VMC – Visão, Motivação e Competência

Sep 5, 2007 at 2:19 AM

Hotéis japoneses e a tecnologia de higienização pessoal

Sep 3, 2007 at 9:50 PM

Os pequenos roubos de cada dia no emprego (e nas viagens?)

Sep 3, 2007 at 9:19 PM

A tecnologia, a escrita, o cálculo…

Sep 3, 2007 at 6:27 PM

35 anos depois

Sep 2, 2007 at 10:46 PM

Hotéis, tecnologia e serviços

Sep 2, 2007 at 9:55 PM

Cultura asiática

Sep 1, 2007 at 8:49 PM

September 2

Sep 1, 2007 at 6:49 PM

China: comunismo, capitalismo, liberdade

Sep 1, 2007 at 6:42 PM

Didi e o Criança Esperança

Aug 31, 2007 at 7:42 PM

Diana: dez anos depois

Aug 30, 2007 at 5:40 PM

Altruísmo como problema

Aug 30, 2007 at 5:22 PM

O reconhecimento da independência de Taiwan

Aug 29, 2007 at 6:24 PM

“…Não sobra um, meu irmão…”

Aug 28, 2007 at 7:25 PM

Taiwan: engraxates, tocos de cigarro no chão, maus espíritos e outras amenidades

Aug 27, 2007 at 8:25 PM

Meu “Personal Tour Guide”

Aug 26, 2007 at 10:09 AM

Elevadores

Aug 25, 2007 at 9:31 PM

A formosa Taiwan (Formosa)

Aug 25, 2007 at 3:03 PM

São todas as culturas iguais?

Aug 25, 2007 at 2:27 PM

Hualien, TW

Aug 25, 2007 at 1:34 PM

Longa viagem e complicados fusos horários

Aug 24, 2007 at 2:54 AM

Getúlio Vargas

Aug 24, 2007 at 2:47 AM

Dom Pedro II

Aug 24, 2007 at 2:43 AM

Arremetidas

Aug 24, 2007 at 2:25 AM

O poder das maiorias

Aug 20, 2007 at 1:05 AM

Quarenta anos

Aug 19, 2007 at 7:26 AM

A esquerdopatia brasileira

Aug 7, 2007 at 8:42 PM

Sebastião Francisco da Silva

Aug 5, 2007 at 8:20 AM

A mentira

Aug 5, 2007 at 8:05 AM

What is schooling about?

Jul 28, 2007 at 11:45 AM

The Man in the Moon

Jul 26, 2007 at 11:13 PM

O futebol delas

Jul 26, 2007 at 7:40 PM

Uma companhia que tem orgulho de ser brasileira

Jul 24, 2007 at 8:08 AM

Howard Gardner e as Múltiplas “Inteligências”

Jul 22, 2007 at 9:00 PM

Liderança (ou: O Monge e o Executivo…)

Jul 16, 2007 at 8:42 AM

Vaia estrepitosa

Jul 15, 2007 at 10:16 AM

Festa Junina

Jun 17, 2007 at 12:38 AM

Dia das Mães

May 12, 2007 at 12:42 PM

Polêmica na academia paulista

May 12, 2007 at 12:25 PM

Educaçao no Norte e no Sul

Apr 28, 2007 at 10:21 AM

Comunicado (novo)

Apr 28, 2007 at 9:35 AM

Entrevista ao Site MiniWeb (2002)

Mar 8, 2007 at 2:42 PM

Thelminha

Feb 28, 2007 at 11:45 AM

MindTools: As Ferramentas da Mente

Feb 27, 2007 at 12:13 AM

Administração do Tempo – Entrevista para Revista é Domingo (2007)

Feb 25, 2007 at 10:28 AM

Meet Joe Black — ou Komm, süsser Tod

Feb 21, 2007 at 8:44 AM

O avô paterno do meu neto Gabriel

Feb 17, 2007 at 11:45 AM

Aposentadoria e novo cargo

Jan 11, 2007 at 11:06 PM

SPFC termina o ano na frente e se distanciando

Dec 26, 2006 at 8:05 AM

Escolas presumidamente bem sucedidas

Dec 26, 2006 at 5:05 AM

Natal

Dec 23, 2006 at 5:29 AM

Bem, minha bagagem chegou – em parte

Dec 20, 2006 at 11:49 PM

Minha bagagem embarcada pelo jeito não embarcou…

Dec 11, 2006 at 9:08 AM

Anti-Americanismo

Dec 11, 2006 at 8:51 AM

Os aeroportos com maior tráfego de passageiros no mundo

Dec 10, 2006 at 9:00 AM

Voltando a falar da Europa e a Internet

Dec 10, 2006 at 8:31 AM

A fauna interessante que habita as salas VIPs de aeroportos

Dec 10, 2006 at 8:17 AM

Segurança nos aeroportos dos EUA, da Inglaterra e do resto do mundo

Dec 10, 2006 at 7:40 AM

Portugal e o Reino Unido

Dec 10, 2006 at 7:27 AM

Igualdade

Dec 10, 2006 at 6:59 AM

Do meu jeito (“My way”)

Dec 9, 2006 at 11:10 AM

Latitudes, longitudes, e itinerários sem sentido

Dec 9, 2006 at 12:03 AM

A Malásia

Dec 5, 2006 at 7:16 AM

É possível e defensável terceirizar a educação?

Dec 2, 2006 at 5:09 PM

Segundo aniversário dos meus spaces

Dec 1, 2006 at 10:32 PM

De caras, línguas, e estereótipos

Nov 28, 2006 at 8:28 PM

Multiculturalismo, interculturalidade e relativismo

Nov 28, 2006 at 6:23 AM

O Episódio Emir Sader

Nov 18, 2006 at 11:36 PM

A União Européia tem jeito?

Nov 18, 2006 at 11:06 PM

Volto nesta semana

Nov 12, 2006 at 6:32 PM

Os próximos cinqüenta e poucos dias

Sep 25, 2006 at 12:06 AM

Ainda a inclusão / exclusão digital

Sep 16, 2006 at 8:24 AM

Uma modesta contribuição à estética da aparência feminina

Sep 15, 2006 at 9:39 PM

Quarenta anos depois do CAOS: 1966-2006 (III)

Sep 8, 2006 at 1:06 PM

Quarenta anos depois do CAOS: 1966-2006 (II)

Sep 8, 2006 at 1:04 PM

Quarenta anos depois do CAOS: 1966-2006 (I)

Sep 8, 2006 at 1:01 PM

Conselhos à Andrea sobre a educação da Olívia…

Aug 30, 2006 at 11:10 AM

Uma última crônica antiga (por enquanto): O professor

Aug 30, 2006 at 10:35 AM

Mais uma crônica antiga: Meus 60 anos

Aug 30, 2006 at 10:27 AM

Uma outra crônica antiga: sobre avós, pais e netos…

Aug 30, 2006 at 10:17 AM

Educação da sensibilidade — de novo

Aug 30, 2006 at 9:58 AM

Emoção e razão na arte

Aug 28, 2006 at 12:53 AM

A questão da arte “engagée” e “partisane”

Aug 28, 2006 at 12:35 AM

Literatura, cinema… Alienação?

Aug 25, 2006 at 10:09 AM

Mais um aniversário do suicídio de Getúlio Vargas

Aug 25, 2006 at 9:07 AM

45 anos sem Jânio Quadros no cenário político nacional

Aug 25, 2006 at 8:36 AM

Sociedade informatizada e história do computador

Aug 22, 2006 at 10:30 AM

Tecnologia, criatividade e mudanças

Aug 21, 2006 at 1:10 PM

O que será dos meus hard disks?

Aug 21, 2006 at 1:06 PM

A esquerda e Cuba: dois pesos e duas medidas

Aug 9, 2006 at 6:06 PM

Dá pra viver o mesmo dia duas vezes? Ou pra pular um dia, sem vivê-lo?

Aug 5, 2006 at 9:19 PM

O trem no Brasil

Aug 2, 2006 at 8:18 AM

PROCON ou PAICON?

Jul 28, 2006 at 4:14 PM

Lucélia… Terra natal

Jul 25, 2006 at 12:49 AM

“Give me liberty or give me death”

Jul 22, 2006 at 9:32 AM

RSS feeds

Jul 21, 2006 at 12:52 PM

Educação fiscal

Jul 18, 2006 at 12:45 PM

Não vote em branco nem anule seu voto

Jul 18, 2006 at 12:29 PM

Bondes e trens em Campinas (e Genebra)

Jun 24, 2006 at 8:25 AM

A Copa

Jun 9, 2006 at 10:34 PM

Sorte

Jun 4, 2006 at 11:06 PM

Reflexões não tão fúnebres: relações pessoais e a Internet

Jun 1, 2006 at 12:21 PM

Reflexões meio fúnebres

May 21, 2006 at 6:41 PM

O Socialismo, o Liberalismo, a Pobreza e a Desigualdade

May 21, 2006 at 6:29 PM

Existe um “direito ao respeito”???

May 16, 2006 at 9:29 PM

Aprendizagem e projetos de aprendizagem

May 16, 2006 at 6:52 PM

Matética

May 11, 2006 at 8:08 AM

Modelos de aprendizagem

May 11, 2006 at 8:06 AM

Learning pathways: Caminhos para a aprendizagem

May 10, 2006 at 10:36 PM

A “externalização” do trabalho: o trabalho “invisível”

May 7, 2006 at 7:12 PM

Lost in Translation

May 6, 2006 at 5:33 PM

Gestão do conhecimento: o conceito

May 6, 2006 at 4:22 PM

A liberação do desejo e a busca da riqueza

May 3, 2006 at 2:57 AM

United flight 881 – May 2, 2006

May 3, 2006 at 2:51 AM

As demonstrações dos imigrantes ilegais nos EUA

May 2, 2006 at 12:42 PM

Da amizade e do amor (e, quem sabe, do sexo)

Apr 6, 2006 at 4:38 PM

AIDS, o Grande Inquisidor e as certezas da classe médica

Mar 29, 2006 at 12:39 AM

Educação, felicidade e riqueza

Mar 14, 2006 at 1:23 PM

De cães e gatos

Mar 14, 2006 at 8:47 AM

Prefácio a um livro de Arnaldo Niskier

Mar 1, 2006 at 11:18 AM

Digital libraries

Mar 1, 2006 at 10:48 AM

As fontes de nossos direitos

Mar 1, 2006 at 9:59 AM

O desafio da educação moral

Mar 1, 2006 at 8:50 AM

A natureza da moralidade

Feb 28, 2006 at 10:55 AM

Esquerda e direita – mais uma vez

Feb 27, 2006 at 9:47 AM

SPFC: Dentre os Grandes, És o Primeiro

Feb 21, 2006 at 5:19 PM

O liberalismo e o mercado

Feb 10, 2006 at 2:09 AM

Chamando as coisas pelo nome certo: “Ação Afirmativa” é discriminação racial contra os brancos

Feb 5, 2006 at 2:28 AM

Desigualdade educacional

Jan 5, 2006 at 7:42 PM

Brasil pobre

Dec 25, 2005 at 8:13 AM

Feliz Natal

Dec 25, 2005 at 8:06 AM

A moralidade

Dec 5, 2005 at 8:14 AM

Um ano de blog no MSN Spaces

Dec 2, 2005 at 10:15 PM

Três conceitos de igualdade

Nov 7, 2005 at 12:29 AM

A Coréia do Sul e o Brasil

Nov 6, 2005 at 3:06 PM

Os Estados Unidos e Cuba

Nov 4, 2005 at 1:37 PM

Três conceitos de liberdade

Oct 25, 2005 at 7:00 PM

Informações, conhecimentos e competências

Oct 25, 2005 at 2:15 PM

Transdisciplinaridade

Oct 25, 2005 at 1:50 PM

A “relativização” dos direitos individuais

Oct 24, 2005 at 10:20 AM

A tentativa de “desconstruir” a Vitoria do NÃO já Começou

Oct 24, 2005 at 9:01 AM

Rita Lee e o referendo de hoje

Oct 23, 2005 at 11:35 AM

Amanhã, voto NÃO

Oct 22, 2005 at 2:41 AM

La Bohème

Oct 19, 2005 at 8:30 AM

“Distribuição de renda”

Oct 18, 2005 at 3:55 PM

Macau – onde o Ocidente e o Oriente se encontram

Oct 7, 2005 at 11:08 AM

A cleptocracia do PT

Oct 1, 2005 at 8:58 AM

Ronald de Golias – In Memoriam

Sep 27, 2005 at 6:12 PM

Jaborice, o mais novo neologismo

Sep 27, 2005 at 5:40 PM

A Lei e a Conduta Sexual

Sep 27, 2005 at 5:09 PM

Os cismas do PT

Sep 27, 2005 at 7:52 AM

O suposto neoliberalismo petista

Sep 24, 2005 at 9:07 AM

Mau gosto, obscenidade e crime

Sep 21, 2005 at 1:25 AM

A catástrofe de New Orleans

Sep 11, 2005 at 9:08 AM

A alegria do futebol

Sep 5, 2005 at 11:13 AM

“2 Filhos de Francisco”

Sep 5, 2005 at 10:24 AM

Eugenia ou bom senso?

Sep 3, 2005 at 2:14 PM

“Adeus, Lênin”

Sep 2, 2005 at 10:15 AM

Ética marxista

Aug 31, 2005 at 11:17 AM

Pobreza e desigualdade

Aug 29, 2005 at 1:27 AM

Santa Lindu, bendito o fruto de vosso ventre, Lulla (ou: Sonho e realidade, esperança e medo)

Aug 28, 2005 at 10:39 AM

Relativismo moral e cultural

Aug 25, 2005 at 2:45 AM

A salvação da universidade pública (e da privada!)

Aug 24, 2005 at 1:30 PM

Administração do Tempo – Entrevista para o Site do Padre Marcelo Rossi (2005)

Aug 24, 2005 at 12:59 PM

Administrar o tempo é planejar a vida – v1 (2005)

Aug 24, 2005 at 12:55 PM

Impostos e taxas (e mais: contribuições, empréstimos compulsórios, etc.)

Aug 22, 2005 at 10:17 AM

O estado patriarcalista socializante

Aug 21, 2005 at 1:27 PM

A traição de Ferreira Gullar

Aug 21, 2005 at 6:58 AM

As falácias da campanha pelo desarmamento

Aug 20, 2005 at 12:27 AM

John Locke, o Pai do Liberalismo

Aug 19, 2005 at 9:46 AM

Não falei?

Aug 12, 2005 at 1:24 PM

O circo petista

Aug 12, 2005 at 1:18 PM

Lulla, com dois eles

Aug 6, 2005 at 3:24 PM

O mercado (II)

Aug 4, 2005 at 3:58 PM

O mercado (I)

Aug 4, 2005 at 9:19 AM

O depoimento de José Dirceu

Aug 3, 2005 at 10:04 AM

Tolerância

Jul 31, 2005 at 12:50 PM

Evidência e “o golpe branco das elites”

Jul 23, 2005 at 7:51 PM

O grande perigo

Jul 10, 2005 at 12:45 PM

Os esquemas de corrupção

Jul 3, 2005 at 11:46 AM

“O por dentro” e “o por fora”

Jul 1, 2005 at 9:19 AM

O dilema de Lulla

Jun 28, 2005 at 7:43 AM

“Há algo de podre no reino da Dinamarca”

Jun 26, 2005 at 9:27 AM

Direita e esquerda – de novo

Jun 25, 2005 at 11:49 PM

Moralidade e legalidade

Jun 23, 2005 at 11:13 AM

Arrogância

Jun 22, 2005 at 10:56 AM

Idealismo vs realismo político (ou: de fariseus e publicanos)

Jun 21, 2005 at 11:10 AM

Da prostituição – do corpo e da mente

Jun 21, 2005 at 7:32 AM

Delubio, o PC de Lulla

Jun 7, 2005 at 7:11 AM

Bill Cosby e a responsabilidade pessoal dos negros pobres

May 30, 2005 at 8:21 AM

Ronaldo e o racismo do movimento negro

May 30, 2005 at 7:40 AM

A parada gay

May 29, 2005 at 11:45 PM

A questão das cotas

May 21, 2005 at 12:45 PM

Direita e esquerda

May 21, 2005 at 12:40 PM

Sobre a natureza humana

May 21, 2005 at 11:38 AM

Trecho de Atlas Shrugged (A Revolta de Atlas)

May 17, 2005 at 7:49 AM

Ainda a educação como mercadoria

May 15, 2005 at 11:17 PM

“Inclusão Universitária”

May 15, 2005 at 10:54 AM

O “Liberalismo” e a “Justiça” de John Rawls

May 15, 2005 at 9:05 AM

Mercado, mercadorias e a distribuição de riquezas

May 15, 2005 at 8:42 AM

O valor do trabalho (II)

May 15, 2005 at 7:51 AM

O valor do trabalho (I)

May 14, 2005 at 10:58 AM

Deve a Wal-Mart pagar mais aos seus empregados?

May 10, 2005 at 10:18 PM

A “responsabilidade social” das empresas

May 9, 2005 at 11:16 AM

Os Dois Brasis

May 9, 2005 at 10:12 AM

Capital e Trabalho

May 5, 2005 at 7:41 AM

Impostos – A molecagem do governo

Mar 31, 2005 at 6:47 PM

Felicidade, individualismo, igualitarismo

Mar 6, 2005 at 3:22 PM

A “novilíngua” e a justiça, o liberalismo, a cidadania, e o republicanismo

Feb 26, 2005 at 2:47 PM

A nova face do socialismo

Feb 20, 2005 at 12:59 PM

Liberdade e direitos

Jan 14, 2005 at 12:27 PM

Justiça: a verdadeira e as falsas

Jan 14, 2005 at 12:24 PM

A Obsessão Anti-Americana

Jan 14, 2005 at 12:19 PM

Educação e Tecnologia

Jan 14, 2005 at 12:16 PM

Modalidades de escolas

Jan 14, 2005 at 12:14 PM

Educação e direito de escolha

Jan 14, 2005 at 12:12 PM

O Estado e a educação

Jan 14, 2005 at 12:11 PM

É Preciso Aproximar Mais: Saviani e a Pedagogia Histórico-Crítica

Jan 10, 2005 at 1:19 PM

Modelos pedagógicos

Jan 10, 2005 at 12:35 PM

Tamanho máximo do cabelo masculino socialista

Jan 10, 2005 at 10:09 AM

Preços monitorados e administrados

Jan 10, 2005 at 9:55 AM

Centenário do nascimento de Ayn Rand

Jan 2, 2005 at 9:42 PM

A desejada morte de Fidel Castro e a proximidade da liberdade em Cuba

Jan 2, 2005 at 9:32 PM

Graham Greene e sua biografia

Dec 30, 2004 at 6:28 PM

Ajuda às vítimas da tragédia na Ásia

Dec 30, 2004 at 6:15 PM

Educação pública nos Estados Unidos

Dec 3, 2004 at 10:05 AM

Abertura

Dec 2, 2004 at 9:01 PM

Opiniões, Convicções, Certezas – e Seus Mercadores: Considerações sobre Doutrinação e Lavagem Mental

Lembro-me de uma vez, há muito tempo, mas não me lembro exatamente quando, que fui visitar meu tio Aldo Chaves — irmão mais novo do meu pai. Era uma figura. Foi, pelo que me consta, funcionário público a vida inteira. Solteirão. Nunca se casou. Mas foi acusado de ter um filho e não o renegou. Fora do trabalho, que não lhe ocupava muitas horas, nem preenchia todas as horas em que tinha de estar na repartição, tinha todo o tempo do mundo. Gostava de ler. Jornais. Principalmente o Estadão (apesar de morar a vida inteira em Patrocínio, MG). Assinava o Estadão – que lhe chegava, naquele tempo, com um pequeno atraso. Mas o atraso não fazia diferença. Não havia nada que precisasse fazer em decorrência das leituras. Lia apenas pelo prazer da leitura. Gostava de estar informado. Lia o Estadão inteiro, creio que até os classificados. Classificado também era notícia para ele. Achava importante saber o que as pessoas estavam vendendo e comprando. E não jogava fora o jornal lido: guardava-o em um barracão que mandara construir, especialmente para esse fim, no fundo de sua modesta chacrinha. Ali havia uma verdadeira montanha de jornais vencidos.

Eu não o via desde que eu era criança. O início da conversa foi meio difícil, ele meio desconfiado da razão que poderia ter me levado até lá. Sabia um pouco da minha vida, e estava curioso para descobrir o que eu ensinava em meus cursos e minhas aulas na UNICAMP. Começou a espicular. Eu, para tentar remover a impressão de que estava sendo entrevistado por ele, perguntei-lhe o que ele fazia com todo aquele mundaréu de jornal velho. Ele me respondeu que a gente nunca sabe quando vai precisar de alguma informação que já leu, e, com os jornais guardados, ele sempre poderia encontrar as referências para as coisas que lera. Disse-me que estava muito interessado, naquele momento, na guerra entre a Rússia e a Tchetchênia. E voltou a me “entrevistar”: “Qual a sua opinião sobre a Tchetchênia?”, indagou Fui pego totalmente de surpresa com a pergunta. Disse a ele: “Tio, para lhe dizer a verdade, não tenho nenhuma opinião sobre a Tchetchênia. Não sei nem mesmo por que o país está em guerra com a Rússia — ou a Rússia com ele, se é que faz alguma diferença.” Pude ver que os olhos dele se estatelaram! Retorquiu: “Mas como pode um professor da UNICAMP, uma das melhores universidades do país, não ter nenhuma opinião sobre a Tchetchênia? Você nunca leu nada sobre os tchetchenos? Se algum aluno seu lhe perguntar o que você acha da guerra, o que você vai dizer?”. Respondi com tranquilidade: “Vou dizer que não acho nada, que não sei por que estão brigando e, na verdade, não sei porque não tenho interesse no assunto. Direi que pergunte a algum professor de história política contemporânea, porque eu não tenho nenhuma opinião sobre a questão, nem faço questão de ter”. Ele não conseguia acreditar. Estava pasmo. Acho que peguei meio pesado.

Opiniões. A gente tem várias. Todo mundo tem alguma. Sobre os mais diversos assuntos. Alguns, até sobre a Tchetchênia. Mas ninguém precisa ter opinião sobre tudo. Na realidade, pensando bem, nem sobre nada. O único problema de não ter opinião sobre algo é que a gente correr o risco de passar por desinformado, por desinteressado, por alienado, por ignorante, por burro. Fulano? Ah, ele é um desopinionado. Os desopinionados, às vezes, são desinformados, mas, às vezes, não. É possível estar bem informado sobre um assunto e não formar nenhuma opinião sobre ele. Informação é uma coisa que está em livros, revistas, jornais, newsletters, panfletos, cartas, ondas de rádio, telas de televisão, etc. Opinião é algo que você forma. Às vezes, com base em informações que coleta ou recebe, de fontes escritas, orais ou imagéticas. Mas, outras vezes, a gente forma uma opinião de maneira quase instantânea, sem ler nada na imprensa, sem ouvir nada no rádio, sem ver nada na televisão. Você vê uma cena, na vida real, e forma uma opinião na hora: “Esse cara não vale mesmo nada, é um cafajeste… Olhem só o que está aprontando…”. Sua opinião pode, até mesmo, ser totalmente infundada, descolada de qualquer informação. Mas ela é sua opinião. Acho isso porque acho, uai… Opiniões são coisas que a gente forma na mente da gente, com base em informações (do Estadão, por exemplo), ou sem fundamentação em alguma informação transmitida por um meio de comunicação: só de ver, ou ouvir, alguma coisa, no cotidiano, ou, mesmo, de forma totalmente gratuita. Acordei com a opinião  de que o mundo vai acabar em 20.10.20. Acho que foi Deus que me revelou em sonho, mas não me lembro direito do sonho. Uma informação é algo relativamente objetivo: está lá, nas páginas do livro, da revista, do jornal, ou esteve ali no noticiário do rádio ou da televisão, que deve ter sido gravado e pode ser consultado. Mas uma opinião é algo subjetivo, que você forma e tem — ou, se preferir, como eu em relação à Tchetchênia, nunca formou e, portanto, não tem, nem tem o menor interesse de vir a ter, porque não considera a coisa ou o assunto interessante. E tem todo o direito de não ter — da mesma forma que, tendo, tem o direito de ter qualquer opinião que lhe apeteça, porque a opinião é sua, e de mais ninguém. Pode até achar que cloroquina e água benta é tudo a mesma coisa.

Convicções são opiniões que alguém tem com mais firmeza. E certezas são convicções que alguém considera indubitáveis. Tem gente que gosta de ter certeza de tudo. Eu já tive várias. Hoje tenho poucas. Muito poucas. Tenho certeza de que vou morrer, porque todo mundo morre. Mas não tenho nenhuma opinião sobre quando será. Pode ser amanhã. Pode ser um dia antes de eu completar 100 anos. Quem vai saber, neste mundo em que a gente vive? Aqui está outra coisa de que eu tenho certeza: de que estou vivo. Não sou exagerado como Descartes, que achava que não podia ter certeza de que estava vivo porque podia estar apenas sonhando que estava vivo…

Se estou certo no que disse até agora sobre opiniões, convicções e certezas, por que é que há tanta gente que tenta nos vender (no sentido figurado) opiniões? Que tenta fazer com que a gente compre (também no sentido figurado) opiniões já prontas? Por que há mercadores de opiniões, que tentam fazer com que aceitemos como nossas as opiniões deles? E que, não contentes com que apenas aceitemos como nossas as opiniões deles, tentam fazer com que também transformemos essas opiniões em convicções e certezas, que não tenhamos qualquer dúvida sobre sua correção ou sua verdade! E que, para isso, ficam batendo na mesma tecla o tempo todo, martelando as suas opiniões em nossos ouvidos, pressionando-nos, não tanto para que formemos nossa própria opinião sobre a questão ou o assunto, mas para que aceitemos as deles, com firmeza e sem que permaneçam dúvidas…

A maioria dos pais (em relação aos filhos), a maioria dos pastores, padres e rabinos (em relação aos seus fiéis e aos que podem vir a tornar-se seus fiéis), e a maioria dos professores e dos jornalistas (em relação a todo mundo), a maioria dos políticos (em relação a seus potenciais eleitores), todos esses são — na minha opinião! olhem aí, tenho uma!!! — mercadores de opiniões. Às vezes até um cônjuge em relação a outro: “Como você pode gostar do Bolsonaro? O cara é tosco, mal acabado!” Hoje em dia, alterando a ordem natural das coisas, até os filhos querem impingir suas opiniões sobre os seus pobres pais. Mercadores de opinião. Na verdade, na verdade, lhes digo: o mundo está cheio deles. Infelizmente.

Por que é que parece tão importante para essas pessoas que os outros não só tenham opinião em relação a este ou aquele assunto, a esta ou aquela questão, mas que adotem a opinião delas? Num processo ou num debate oral em um tribunal é compreensível que tanto o advogado das partes como o promotor de justiça queiram que o juiz não só forme uma opinião sobre o assunto, mas adote a sua opinião. Nesse contexto está em jogo se alguém violou ou não alguma norma e deve, portanto, sofrer as consequências. Mas no dia-a-dia, e em outros contextos? Meu tio achava que eu precisava ter uma opinião sobre a guerra da Tchetchênia — provavelmente, mesmo que não fosse a dele (e ele certamente tinha uma). Mas pais, pastores, padres e rabinos, professores, jornalistas, e políticos em geral acham não só que você precisa ter uma opinião, mas deve adotar a deles! Por quê?

Confesso que não sei a resposta correta. Tenho várias ideias em minha mente, mas não tenho uma opinião formada sobre a resposta à questão que formulei. Mas, em vez de ficar procurando a resposta, prefiro, socraticamente, levantar outra pergunta: Quem faz isso, quem é mercador de opiniões, quem ganha a vida tentando fazer a cabeça das outras pessoas, ou mesmo quem tenta fazer a cabeça de outras pessoas sem ganhar nada para isso, quem faz isso está agindo certo ou errado?

Aqui eu mais uma vez tenho minha opiniãozinha. Procurar fazer a cabeça de alguém, tentar fazer com que alguém adote uma determinada opinião sobre alguma questão ou algum assunto, contra a sua vontade, é tolher a liberdade dessa pessoa, é agir para impedi-la de não ter nenhuma opinião sobre a questão ou o assunto, é agir para impedi-la de formar uma opinião própria, é tentar fazer com que adote uma opinião pronta, acabada e embrulhada que, por alguma razão, o mercador de opiniões lhe quer vender (ou, supostamente, dar de graça — mas isso é raro: o mercador de opiniões sempre tem algo a ganhar quando consegue conquistar e controlar a mente de alguém). Admito que a situação é diferente quando alguém vem até você e lhe pede sua opinião sobre alguma coisa. Estou falando de gente que quer que você adote uma opinião contra a sua vontade. De gente que quer doutrinar você ou promover uma lavagem de sua mente.

Doutrinar ou promover a lavagem mental de alguém nunca é uma atividade altruísta. Quem doutrina ou promove a lavagem mental de alguém sempre age egoisticamente, sempre tem algo a ganhar se sua vítima sucumbir. Por isso, eu sempre tento resistir quando percebo que alguém está tentando fazer minha cabeça. Vade retro, Satanás!

Essa é a minha opinião. Admito. Não tenho vergonha dela. Na realidade, até tenho certo orgulho de tê-la. Mas eu quero que você, leitor, a aceite? Não, necessariamente. Só gostaria que você pensasse sobre isso. Gostaria que o que estou dizendo aqui começasse a fazer algumas coceguinhas na sua cabeça, como dizia o meu amigo Rubem.

Em Salto, 16 de Julho de 2020.

Sermão Político Líbero-Conservador (Homenagem a Roger Scruton)

[Já tinha publicado este texto no meu Facebook quando fiquei sabendo da morte de Roger Scruton, ocorrida hoje, 12.10.2020. Fica como homenagem a ele.]

“Por um bom tempo, lá fora, nos EUA, com o PD, aqui com o PT, parecia que o futuro seria socialista. Parecia que o chamado “socio-progressivismo” iria dominar o mundo.

Num contexto assim, quem não era chegado ao socialismo, virou os olhos para o passado, lembrando de um mundo em que havia respeito à liberdade (não libertinismo), respeito à família, respeito a certos valores básicos, respeito a certos princípios naturais que devem governar a vida pessoal e social, respeito à responsabilidade de cada um por sua própria vida e a de sua família, busca de um governo pequeno, com menos impostos e nenhuma roubalheira, governo que aplica bem o dinheiro que recolhe, sem destinar metade pro próprio bolso e o dos amigos e apaniguados, governo que cuida da lei e da ordem, com respeito à propriedade privada bem como às crenças inclusive religiosas de cada um…

Esses olhos voltados para o passado fizeram a maioria da população concluir que seria necessário recapturar esses valores e princípios a todo custo. Assim nasceu o líbero-conservadorismo moderno, uma união estratégica de defensores do liberalismo econômico e de defensores de valores básicos e naturais que a Cultura Ocidental preservou. Foi essa a união entre liberais clássicos e conservadores que elegeu Ronald Reagan nos EUA em 1980 — o maior presidente que aquele país já teve. Essa união, depois de quase 35 anos, chegou ao Brasil. Aqui no Brasil, esse clima começou a se implantar em 2013, em São Paulo, contra o PSDB de Alckmin e o PT de Haddad, respectivamente, governador do Estado e prefeito da capital. Duas pessoas diferentes, duas esquerdas diferentes, mas ambas queriam ver o diabo mas não o Bolsonaro. E nenhum deles se dispôs a fazer aliança com o Amoedo, nem mesmo com o Álvaro Dias. A união líbero-conservadora alcançou, depois de seu início em 2013, um primeiro ponto alto em 2016, com o impeachment de Dilma. Fora PT. Momento marcante. Alcançou o ponto mais alto até aqui em 2018, com a eleição de Bolsonaro. Não só “Fora PT”, mas “Fora Esquerda”, E, se Deus quiser, chegará ao clímax em 2022, permitindo que os líbero-conservadores renovem o STF e garantam um período razoável de liberdade, moralidade e respeito a princípios e valores liberais e conservadores.

Daí poderá se recapturar o termo Progressismo, lutando por um futuro em que haverá cada vez mais liberdade, cada vez mais ordem, cada vez mais obediência a uma lei que será justa e efetivamente aplicada. Daí o termo Progresso voltará a fazer sentido. Já progredimos muito de 2013 para cá. Vamos progredir muito mais ainda. E os progressistas de antanho vão ficar cada vez mais para trás, atolados na lama em que gostam de chafurdar.

Que assim seja. Este é o meu sermão político deste domingo. Amém.

Em Salto, 12 de Janeiro de 2020.

As Principais Mentiras dos Socialistas Atuais

O Comunismo, que é o Socialismo com sua face mais vermelha, brutal e violenta, pode até estar quase acabado (exceto na Coreia do Norte).

Mas um Socialismo com uma face mais rósea, supostamente democrática e humana, continua firme — e tenta sobreviver e, se possível crescer, espalhando mentiras, ocultando verdades, tentando reescrever a história, redefinindo conceitos, criando (como já anunciou George Orwell, em seu livro 1984, escrito em 1948) uma Nova Língua (New Speak, Novilíngua). Quando o socialista quer criar um Governo Autoritário, de Partido Único, ele chama o regime pretendido de Democracia Popular… Quando o socialista quer controlar a Educação e a Mídia, ele fala em Democratização da Educação, Democratização da Mídia… Quando o socialista quer cometer injustiças (tirar propriedade ou dinheiro de quem trabalha para dar a quem não trabalha) ele diz que está realizando Justiça Social (que seria o sistema político-econômico em que um Estado Grande e Forte, controlado por autodeclarados iluminados, tira dos que têm habilidade e se esforçam para dar aos que são incompetentes ou preferem vagabundear, ou fazer política, a trabalhar).

Duas mentiras que tenho ouvido com frequência ultimamente são:

  • O Socialismo e o Comunismo são sistemas políticos totalmente distintos (e os liberais e conservadores tentam confundir as coisas dizendo que Socialismo e Comunismo são “farinhas do mesmo saco”);
  • O Socialismo é uma forma de Humanismo Social e Democrático que nunca foi tentado.

Ambas as teses são profundamente mentirosas. Nem mesmo podem ser qualificadas de meias-verdades (daquelas em só a outra metade é mentira).

= I =

Os liberais e conservadores (isto é, os anti-esquerda) não tentam confundir coisa alguma.

Socialismo e Comunismo são espécie diferentes de um mesmo gênero. As divergências entre eles não passam de brigas entre membros de uma mesma família. E as diferenças entre a chamada Esquerda (socialistas e comunistas) e a chamada Direita (liberais e conservadores) existem, sim, e são extremamente importantes e significativas (sempre havendo um bando de “pragmáticos”, no Centro, que oscilam de um lado para o outro, ficando com quem paga mais).

O Comunismo (sistematizado por Marx, com a ajuda de Engels, e colocado em prática na Rússia, depois União Soviética, por Lênin e Stalin, e, na China, por Mao) é a uma forma mais brutal e violenta de Socialismo, que tenta levar uma nação, um país, ou uma região para o Socialismo pela Violência Armada, pela Revolução Social, pela Luta de Classes, pela Abolição da Propriedade Privada, pela Instituição da Sociedade (supostamente) sem Classes.

A Social Democracia é uma forma mais branda (“mansa e suave”) e supostamente humana de Socialismo, que tenta levar uma nação, um país, uma região para o Socialismo por Meios Supostamente Democráticos, Controlando a Mídia, Controlando a Educação, Dominando os Partidos Políticos, Manipulando o Processo Eleitoral, Chegando ao Governo, Controlando e Aparelhando o Estado, Instituindo Políticas Públicas, Promovendo a Distribuição de Renda por Taxação Progressiva, etc. — mesmo sem controlar — apenas regulamentando e regulando — os meios de produção, que ficariam em mãos privadas de proprietários de empresas privadas.

O erro, tanto em um caso como no outro, está na essência do Socialismo: imaginar que um bando de iluminados que tomam o Estado (pela força ou pelo voto manipulado) pode abolir, em relação aos demais (em regra a maioria), a liberdade, os direitos individuais, a propriedade privada real, e está autorizado a tirar de uns (por qualquer meio: a força, a persuasão, o voto, o constrangimento) para dar para outros (usando como justificativa o horroroso princípio do “tirando de quem tem habilidade para dar para quem tem necessidade” — que sacramenta a desigualdade real, pressupondo que alguns têm habilidade de produzir e outros apenas a vontade de receber esmolas disfarçadas de direitos).

Como as pessoas raramente gostam de ser obrigadas a abrir mão do que é seu, seja por meios claramente violentos, como o confisco, seja através de legislação supostamente progressiva destinada a financiar políticas públicas, elas (mais cedo ou mais tarde) reagem, e, assim, mesmo o Socialismo que começa brando termina violento. E como as pessoas raramente gostam de trabalhar quando o produto do seu trabalho é confiscado para distribuição aos outros, elas começam a trabalhar cada vez menos, em uma economia socialista, e, por fim, param de trabalhar para também viver dos frutos do trabalho alheio, em última instância equalizando apenas a pobreza e a miséria.

O resultado é igualdade na pobreza e na miséria, não igualdade na abastança e na riqueza. Como aptamente disse Mme. de Staël no século 18, os socialistas preferem a Igualdade do Inferno (em que todo mundo, sem exceção, só sofre, até os que se presumem espertos, como o Lula, que quer introduzir desigualdades no sistema presidiário) às Desigualdades do Céu (em que haverá, segundo dizem os entendidos, não igualdade, mas recompensas diferenciadas, chamadas de diferentes galardões pelos cristãos).

= II =

Tanto o Comunismo mais brutal, violento, e admitidamente totalitário, como os Socialismos supostamente mais mansos e suaves, e supostamente democráticos, foram tentados, sim — e fracassaram  em todas as tentativas. Fracassaram no sentido de que equalizaram todos (menos as lideranças) na pobreza e na miséria, bem como na servidão (ausência de liberdade, instituindo regimes totalitários e corruptos, ou então autoritários e corruptos, dos quais as pessoas só desejam fugir, mas são proibidas, presas, exterminadas, ou então deixadas para naufragar em embarcações precárias e superlotadas). O Muro de Berlin visava a impedir os cidadãos de sair da Alemanha Oriental Comunista e Autoritária para entrar na Alemanha Ocidental Liberal e Democrática, não os liberais de sair da Alemanha Ocidental para entrar na Alemanha Oriental. Quando o muro caiu, houve emigração em massa, mas numa só direção. O Pedro Bial que o diga. Ele estava lá, relatando o que acontecia para a GloboLixo. As chamadas “conquistas sociais” do Socialismo foram deixadas para trás na busca das desigualdades que só a liberdade propicia.

= III =

Para concluir, faça um teste de bolso:

  • Se há um país do qual as pessoas tentam sair e são impedidas, até por muros ou cercas de arame farpado, pode ter certeza de que se trata de um país que oprime o seu povo, confisca seus bens ou os fruto de seu trabalho, e em que impera, portanto, o Socialismo (que só existe à sombra de um “Estado Grande e Forte”, que confisca boa parte da riqueza produzida na nação, país, ou região, sempre retendo um percentual significativo da receita nos bolsos de suas lideranças);
  • E se há um país no qual as pessoas tentam entrar em número tão elevado que o país tem de controlar, até por muros, a imigração (entrada), não a emigração (saída), pode ter certeza de que se trata de um país onde imperam a liberdade e os direitos individuais — ou seja, um país em que impera o Liberalismo (que só pode respirar quando não sufocado pelo Estado, e só realmente prospera à sombra de um Estado Mínimo).

É isso. No fundo, é extremamente fácil de entender — quando a doutrinação nas escolas e a visão única e prepotente da mídia não impede, atrapalha, ou dificulta.

Em São Paulo, 15.9.2019 (dia em que meu amigo Rubem Alves completaria 86 anos — escrevo em memória dele. Ele faz muita falta, especialmente na educação, na política e na religião)

Questões Difíceis e Delicadas que Precisam Ser Colocadas

Vivemos em um momento difícil, em que não há a menor disposição, da parte de quase ninguém, de tratar seus adversários políticos (ou, se o termo é muito forte, os que estão do outro lado do espectro político) com um mínimo de bom senso, boa fé, e boa vontade. Digo isto até de mim mesmo. Se eu posso pespegar uma interpretação pouco lisonjeira, mas também pouco provável de ser verdadeira, na fala de uma pessoa de quem eu discordo politicamente (como o pessoal do PT, do PCdoB, do PSOL, o Ciro Gomes, etc.), eu fico tentado a fazê-lo, e, confesso, de vez em quando faço isso, porque eles, a maior parte dos meus adversários políticos, fazem a mesma coisa comigo o tempo todo.

Se a gente não parar de fazer isso em algum momento, os dois lados (ou todos os lados, se houver mais de dois), a gente vai acabar, se não em uma Guerra Civil pra valer, em um destempero verbal que vai tornar qualquer diálogo impossível e a vida social insuportável.

Começo lá atrás. O Paulo Maluf, por exemplo, foi um dos políticos mais detestados na vida pública brasileira, tendo sido o último candidato a Presidente apoiado pelo Governo Militar. Olhando as coisas da perspectiva de hoje, o que aconteceu com ele parece café pequeno: na área da corrupção, por exemplo, outros “valores” bem mais altos se alevantaram, fazendo o Maluf, e até o Fernando Collor, parecerem coroinhas. Em um dado momento, o Maluf disse algo como “Vai estuprar, estupra, mas precisa matar?” Por essa frase infeliz, foi acusado de ser, se não um defensor do estupro, pelo menos um defensor da tese de que o estupro não é coisa muito grave.

Quem interpretou nesse sentido a afirmação do Maluf (se é que ele realmente disse isso na forma citada) usou, na minha maneira de entender, de má fé. O que ele quis dizer, evidentemente, é que o estupro, que, em si, já é um crime horrível e detestável, hediondo mesmo, se for seguido de assassinato se torna um crime algo próximo do inimaginável em sua maldade — que estaria a merecer a prisão perpétua, se não a pena de morte (ambas das quais inexistem no Brasil, dada a nossa alegada cordialidade). Interpretada assim, com um mínimo de bom senso, boa fé e boa vontade, a afirmação do Maluf deixa de ser um horror e passa a expressar uma tese que eu, pessoalmente, não teria dificuldade em defender (posto que não sou contra a pena de morte, embora seja mais favorável ainda à solução proposta em El Secreto de sus Ojos: deixar o cara vivo, desejar-lhe até vida longa, se não eterna, mas garantir que cada segundo dela seja recheado do mais dolorido sofrimento — algo como os calvinistas ortodoxos que defendem a doutrina das penas eternas acreditam que vá acontecer com os não eleitos: eles, incluídos os que já tenham morrido, que serão ressuscitados no Dia do Juízo apenas sofrer eternamente, serão condenados, sem direito sequer a uma segunda instância, a passar a eternidade no inferno sofrendo atrocidades que a mente finita do ser humano não consegue sequer imaginar, e que apenas a mente onisciente e todo poderosa de um Deus soberano absoluto é capaz de produzir.). Mas para interpretar o dito malufiano assim, bona fidec, é necessário lembrar que o Maluf, pelo menos fora da política, é um homem de bem, casado, que, além da sua mulher, tem filhas e netas, que, certamente, nunca desejaria ver estupradas, mesmo que a vida delas fosse preservada. Mas não: o Maluf ficou com fama de defensor do estupro ou de defensor da tese de que o estupro é um crime algo leve, coisa que ele nunca pensou em defender, tenho plena certeza [1].

Hoje alguém escreveu, em um comentário a algo que postei no Facebook, que o nosso governo atual (no nível federal) “defende a tortura”. Antes de mais nada, o termo “governo” abrange muita gente, mas acho que quem fez o comentário quis se referir basicamente ao Presidente Jair Bolsonaro.

Eu não tenho nenhuma evidência de que Bolsonaro defenda a tortura, enquanto tal. Se alguém detém essa evidência, gostaria de vê-la, para poder analisá-la. Talvez a pessoa que escreveu o comentário tenha querido dizer que Bolsonaro defendeu torturadores, ou presumidos torturadores, em razão do que ele disse, em relação ao Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, por ocasião da votação na Câmara dos Deputados do impeachment da ex-Presidente Dilma Rousseff. Se é isso, considero necessário fazer uma série de considerações.

Em primeiro lugar, há (pelo menos alguma) diferença em afirmar:

  1. “Eu sou favorável à tortura (especialmente de presos políticos) para obter confissão ou delação”
  2. “Eu sou favorável ao Cel Brilhante Ustra em suas ações de haver pessoalmente torturado presos políticos ou de haver autorizado a tortura de prisioneiros políticos por seus subordinados em dependências que ele comandava”
  3. “Eu sou favorável ao Cel Brilhante Ustra apesar de ele haver pessoalmente torturado presos políticos e/ou haver autorizado a tortura de prisioneiros políticos por seus subordinados em dependências que ele comandava”
  4. “Eu sou favorável ao Cel Brilhante Ustra porque, culpado ou não das torturas de que o acusam e pelas quais o responsabilizam, ele foi anistiado, da mesma forma que o foi a ex-Presidente Dilma, também acusada de participação em organização responsável por assassinatos e justiçamentos, além de assaltos, roubos e furtos durante o Regime Militar, fato que não a impediu de chegar à Presidência da República”
  5.  “Eu sou favorável ao Cel Brilhante Ustra porque estou convicto de que ele nunca pessoalmente torturou presos políticos ou autorizou a tortura de prisioneiros políticos por seus subalternos e em dependências que ele comandou, posto que o conheci pessoalmente, trabalhei debaixo de seu comando, e acredito mais nele do que nos que o acusam”
  6. “O que o movimento ‘Tortura Nunca Mais!’, o projeto ‘Brasil Nunca Mais’, a chamada ‘Comissão da Verdade”, etc. fizeram em seus levantamentos e denúncias não foi um julgamento nem uma condenação que tenha qualquer força jurídica, pois eles não eram tribunais constituídos, e, hoje, mais do que nunca, sabemos que mesmo os tribunais constituídos nem sempre julgam com isenção, estritamente com base nos fatos, deixando de lado suas preferências políticas”.

Na minha forma de ver as coisas, desses seis enunciados, apenas a aceitação dos três primeiros enunciados pode, plausivelmente, ser considerada defesa da tortura. Pergunto: é sabido que o Presidente Bolsonaro defende “1” ou “2” ou “3”? Se é, onde estaria a evidência dessa defesa? Ou será que ele defende apenas “4”, ou “5”, ou “6”, ou todos esses três enunciados, visto que eles não são mutuamente exclusivos? Nesta segunda hipótese, ele estaria em companhia de muita gente boa e sensata, por cuja cabeça nem passa a ideia de defender a tortura.

É isso, por enquanto.

NOTA:

[1] Karl R. Popper, em uma magnífica resposta a algumas observações de Alan E. Musgrave, em seu artigo “The Objectivism of Popper’s Epistemology”, salientou que não se deve colocar em um mesmo nível erros filosóficos e erros linguísticos (na verdade, impropriedades verbais). Muitas vezes cometemos impropriedades verbais que podem facilmente ser explicadas e corrigidas, e que não nos comprometem com erros de natureza fática, científica ou moral. No caso, Popper é, sabidamente, defensor de uma epistemologia objetivista, de natureza lógica, que prescinde de teses subjetivistas, de natureza psicológica, das quais ele é, reconhecidamente, um dos maiores críticos. Musgrave, em seu artigo, que apoia as teses de Popper, aponta para o uso de alguns termos, por parte de Popper, que poderiam ser interpretados em um sentido subjetivista (embora ele próprio, Musgrave, faça questão de mostrar que os termos devem ser interpretados em um sentido objetivista, face a afirmações várias que Popper faz em diversos outros contextos). Popper agradece a gentileza de Musgrave, mas assinala o que eu disse acima, que não se deve confundir o uso inapropriado da linguagem (que não deveria existir, mas é facilmente esclarecido e corrigido, sempre que necessário) com erros filosóficos, científicos ou morais, que são bem mais sérios. A observação de Popper é relevante para as questões discutidas no presente artigo. [A resposta de Popper está em “Musgrave on my Exclusion of Psychologism”, na seção “Reply to my Critics”, no mesmo livro em que está o artigo de Musgrave, a saber, The Philosophy of Karl Popper, 2 vols, editado por Paul Arthur Schilpp (Open Court, La Salle, IL, 1974). Apesar dos dois volumes, a paginação é sequencial. O artigo de Musgrave está nas pp.560-596, e a resposta de Popper, nas pp.1078-1080.]

Em São Paulo, 2 de Agosto de 2019

Uma Discussão sobre um Tema Atual

Transcrevo, abaixo, uma discussão, até o momento (31/7/2019, 9h45), sobre assunto quente da realidade. Embora a discussão tenha sido pública, na minha Timeline no Facebook, fiz um esforço para não revelar os nomes dos que participaram na discussão (exceto, naturalmente, o meu e o de pessoas que foram mencionadas, mas não participaram da discussão. No parágrafo seguinte, o post inicial. Em seguida, a discussão (omitindo o nome de quem disse o quê, mas distinguindo os comentaristas uns dos outros através de números).

July 29 at 7:34 PM, Eduardo Chaves: O presidente da OAB deveria ter aprendido quando criança que quem diz o que quer, ouve o que não quer.

  • xxx-01: O pai dele (pai do atual presidente da OAB), comunista, deve ter sido justiçado pelos companheiros por traição.
    • xxx-02 – Ao que eu soube, tudo indica.
    • xxx-01 – A Aeronáutica nega!
    • xxx-02 – Que se virem. O que o cara fazia no Rio?
    • xxx-03 – A OAB perdeu toda a credibilidade, por defender os piores criminosos e confundir direitos com libertinagem.
    • xxx-01 – A versão do outro lado é de que visitava parentes no Rio de Janeiro.
    • xxx-04 – A versão verdadeira depende do que você QUER acreditar.
  • xxx-05 – Infelizmente estamos vivendo o patrulhamento do politicamente correto. A verdade é a última preocupação dos hipócritas que em nome da Democracia (falsos democratas por suas atitudes sobejamente notórias e conhecidas). É um Direito de todos escolher a ideologia a seguir, seja lá qual for. Porém dificultar, se aliar a correntes que defendem corruptos, que afrontam nossas Instituições (no caso a Justiça, o MP, a magistratura, a PF, o STF), não é o que se espera de quem precisa representar entidades e seus membros.
    Lamentável o aparelhamento e interesses nada republicanos. A fala do Presidente, na sua essência, quis mostrar aos Brasileiros a falta de isenção. Inúmeros posts, fotos, reuniões , infelizmente já nos mostravam tal comportamento. Qual é a verdade afinal!!! Todos sabemos!!!
  • xxx-06: Pera, é sério isso? 🤔Vocês estão defendendo a atitude absurda do Bolsonaro?
    • xxx-07: Parece que ser de direita ou odiar o PT virou sinônimo de defender Bolsonaro. Realmente triste.
  • Eduardo Chaves: É só no Brasil mesmo que as pessoas visitam a casa dos outros e se acham no direito de repreender o dono por tê-la pintado da cor que julgou melhor para ela. E vendo na casa alguns amigos do dono, repreendem-nos também por estarem naquela casa, digamos, verde-amarela… Queriam que a casa fosse cor-de-rosinha, ou direto vermelho, sei lá. Eu, quando não gosto da cor de uma casa, simplesmente não apareço lá.
    • xxx-06: Eduardo Chaves, quando a gente acha que ainda tem algum valor na casa, seja ela de que cor for, a gente insiste em ficar um pouco mais. Simples assim. E quem abre a casa para os outros, em geral, o faz de coração aberto. Deixa as pessoas à vontade para dizerem que talvez se incomodem com essa ou aquela mancha.
    • xxx-08: A minha casa pintei de verde e amarelo o ano passado… E foi apelidada de Casa do Bolsonaro… Depois que optei por votar e fazer sua campanha a casa já estava do jeito. E tá até agora.
    • xxx-06: Realmente espero que como sociedade superemos essa fase em que as cores da parede da casa importam. Que como sociedade a gente consiga enxergar as coisas como realmente são, criticar quando não fizerem sentido ou forem absurdas, exigir revisões e mudanças pelo bem de todos. Não ganhamos nada, em minha visão, com a polarização das cores.
    • Eduardo Chaves: Cara xxx-06. Obrigado por ter respondido o meu comentário e por tê-lo feito de forma cortês e sensata. Você disse algo que me pareceu muito correto e muito bem dito, que eu gostaria de comentar, a saber: “Quem abre a casa para os outros, em geral, o faz de coração aberto. Deixa as pessoas à vontade para dizerem que talvez se incomodem com essa ou aquela mancha”. É verdade. Eu sou um liberal à moda antiga, laissez-penser, laissez-parler, laissez-aller, laisser-faire n’importe quoi. Não me move o intuito proselitista de fazer os outros pensarem e agirem como eu. Mas gosto de discutir crítica e racionalmente ideias, crenças, atitudes, valores, ações, etc. venham de onde venham, e por mais estapafúrdias que sejam. Sou tolerante — só não tolero a intolerância, porque ela acaba por matar a tolerância. E acho que a discussão crítica deve ser mantida num clima de cortesia e respeito. Achei que seu comentário “Pera, é sério isso? 🤔Vocês estão defendendo a atitude absurda do Bolsonaro?” merecia uma resposta, levemente irônica, porque foi feito num post que eu escrevi, na minha timeline, com o qual alguns amigos haviam demonstrado concordância, o que indica que, tanto eu, como eles, achávamos que a resposta do Bolsonaro, dada a quem foi dada (e isso deve ser levado em conta), foi de bom tamanho. Em vez de discutir a tese que eu levantei (quem diz o que quer ouve o que não quer) você ficou escandalizada que alguém pudesse manifestar concordância com uma observação que você taxou de absurda. Se você acha absurda, tem que mostrar por que, não é, e não simplesmente pressupor que as pessoas que discordam de você não são sérias. Mas sinta-se à vontade aqui na minha timeline. Você é sempre bem-vinda. Nas casas do velho Norte do Paraná onde eu cresci, em que as ruas não eram calçadas, em geral havia um limpa-botas e uma plaquinha na porta de entrada das casas que dizia: “Seja bem-vindo, mas limpe os pés”… Aqui, desejo que todos sejam bem-vindos, mas que se desarmem antes de entrar. As pessoas que frequentam esta timeline são sérias, inteligentes, interessadas em que o Brasil vá pra frente, muitas são liberais, como eu, outras são conservadoras, várias votaram para o Bolsonaro e continuam a apoiá-lo, porque votaram nele porque ele, apesar de seu jeito não muito refinado, era o único candidato capaz de mudar o país de fato. E está fazendo isso (por mais que a grande mídia tente esconder suas realizações, dando a impressão de que não está fazendo nada. Como diz a música do Paul Anka cantada pelo Frank Sinatra, ele está mudando o Brasil, aos poucos, e do seu jeito, “his way“, da mesma forma que eu, aqui, faço as coisas “my way“, e, de vez em quando dou uma cutucada gentil, mesmo em gente linda e delicada como você (como, aliás, já fiz antes, sem, contudo, vir a malquerê-la – pelo contrário). Um abraço.
    • xxx-06: Eduardo Chaves, obrigada pela resposta. Peço desculpas se meu comentário soou agressivo de alguma forma. Foi resultado de um coração que não consegue entender como aceitar certos comportamentos incompatíveis com o momento atual de nossa sociedade – é inaceitável pra mim o desrespeito que permeia os comentários da maior autoridade do país. “His way” pra mim está além dos limites toleráveis, pois acredito veementemente que minha liberdade de acaba quando começa a do outro. Minha sensação é que ele está constantemente se enfiando nos espaços que são de outros com palavras agressivas e não pensadas que ferem a existência de outros seres tão humanos quanto eu, além de ferirem também o ambiente que ocupamos de forma irresponsável e desestruturada. O comentário foi fruto de meses de indignação e incompreensão (com muito pesar no coração) em ver cristãos dando suporte integral para uma série de ações e atitudes em nada fundamentadas em Cristo e sua essência. Posso ter combinado as palavras de forma não ideal, mas é meu coração de certa forma desapontado se deixando conhecer. Abraços a você e a Paloma!
    • Eduardo Chaves: Obrigado, xxx-06: já transmiti à Paloma o seu abraço.
    • Eduardo Chaves: Aproveito, xxx-06, para recomendar-lhe a leitura de um artiguinho meu, chamado “My Way“, em meu blog Liberal Space (https://liberal.space/2015/03/05/my-way/). É uma resposta minha a um radialista que me perguntou qual minha canção favorita, e quando eu respondi “My Way“, me perguntou por quê. Minha resposta salientou: Em primeiro lugar, porque que a canção é sobre “My Way” – não “The Way”, que alguns acreditam existir. Em segundo lugar, porque a canção reconhece que somos responsáveis pela escolha não só do conteúdo de nossas vidas (o que ser, o que fazer, com quem nos relacionar), mas também da nossa maneira de ser, de nossa maneira de fazer as coisas, de nossa maneira de nos relacionar com os outros – enfim, de nosso estilo. Cada um, afinal, tem “seu jeito” – e esse jeito é, ou pode ser, objeto de nossa escolha.Em terceiro lugar, porque a canção reconhece o fato de que, não importa quanto planejamento a gente faça (“chart our course”, “carefully plan each step”), às vezes as coisas não acontecem como as planejamos. Em quarto lugar, porque a canção reconhece que na vida há imponderáveis, há sorte e azar, há coisas como aquelas que Woody Allen traz à tona em seu lindo filme (com a não menos linda Scarlett Johansson) “Match Point”… Em quinto lugar, porque a canção reconhece que a vida é feita de amores, de alegrias, de risos – mas também de perdas, de tristezas, de lágrimas… Mas quando esses maus momentos chegam, devemos procurar ficar de pé (“stand tall”) e enfrentá-los (“take the blows”) – e fazer isso do nosso jeito. Finalmente, em sexto lugar, por causa da mensagem final: o homem não tem nada, se não for dono de si mesmo. Quem se ajoelha, entrega o controle de sua vida a terceiros. É isso. Abração. My Way
    • Eduardo Chaves, obrigada 🙂
  • xxx-09: Eduardo Chaves, bom comentário.
  • xxx-09: xxx-06, O que seria “cristãos dar suporte”? Moramos em um país com liberdade religiosa, mas somos submissos às autoridades nele constituídas. Eles estão lá pela vontade do povo, nos resta crer que não são eles a nossa salvação, pode apenas ser instrumentos de Deus para a correção dos desobediente. Romanos 13: 4 e 5.
  • xxx-10: Início de um macartismo.
  • xxx-11: Parabéns pelo comentário.
  • Eduardo Chaves: Que o dito cujo foi justiçado pelos movimentos de esquerda parece mesmo provável, a julgar pelas reações da esquerda e do próprio filho do desaparecido… Revelar que alguém foi morto pelos militares durante a Ditadura é, para a esquerda, e, em particular, para os filhos esquerdistas, motivo de orgulho, não algo desumano que causa a vergonha e humilhação deles… e que justificaria até um processo no STF! A reação da esquerda à fala do Bolsonaro foi: “HUMMM, ele falou!!!” Parece que, para a esquerda, falar dos justiçamentos é pior do que os próprios justiçamentos!!! E que a esquerda combatente promoveu justiçamentos de traidores ou supostos traidores está mais do que comprovado. Até o Elio Gaspari reconhece o fato em sua pentalogia sobre o Governo Militar.
  • xxx-14: O mais engraçado pra mim é que o presidente parece estar num reality show sem a menor privacidade. Os repórteres parecem urubus em cima o tempo todo. Engraçado que os filhos do Lula nunca apareceram pra defender o pai….também, depois da fortuna adquirida pra mexer!!!! A Globo então faz de conta que nunca souberam de nada. Minha única crítica a Bolsonaro é que ele não deveria se expor tanto…….
  • xxx-15: Não devia ser relevante o que o Presidente evocou! Um tipico caso de trazer de volta assunto superado. Não importa mais se o pai do Presidente da OAB foi morto nos porões da ditadura, como a aliás uma instituição do Estado já definiu que sim, ou que ele foi justiçado, como sem base alguma afirmam. O incidente decorre do fato que a OAB, não na pessoa do Presidente, seja esquerdista, bicha, fascista, machista, liberal, filho de terrorista morto ou vivo, ou o raio que o parta, evocou o dispositivo legal do § 3º do art. 2º da Lei 8906/94: a inviolabilidade do Advogado no exercício de sua profissão. É da Lei! O Bolsonaro age com loucura e/ou com fé. E ele prometeu cumprir, fazer o cumprir, as leis e não questioná-las. Ainda mais com “requintes” de má-postura e burrice. As instituições brasileiras tem que fazer alguma coisa a respeito desse maluco!
    • Eduardo Chaves: Há outro ditado relevante, caro xxx-15: “Quem tem telhado de vidro não atira pedra”. A instituição do estado que definiu que o pai do dito cujo foi assassinado pelos militares era um estado presidido por uma ex-guerrilheira e recheado de ex-guerrilheiros, usando uma Comissão da “Verdade” que estava interessada em acusar os militares, obter indenizações e, se possível, revogar a Lei da Anistia, mas não em descobrir os fatos, razão pela qual se recusou a investigar os ex-terroristas — a maior parte dos quais deixou as armas de fogo de lado mas não deixou de lado suas convicções de terrorista.
      Vide Liberal Space: “A História Acontecida e a História Narrada” A História Acontecida e a História Narrada
    • Eduardo Chaves: Os ex-terroristas, em vez de deixar as coisas quietas, quiseram oficializar a sua narrativa. Em parte conseguiram, mas cumprindo apenas metade do seu mandato [vide o livro de Eliezer Rizzo, que pode não concordar com o que eu estou dizendo aqui, mas eu concordo com o livro dele sobre a Comissão da Verdade (“Verdade”, Meia-Verdade, Sei-lá-que-é-da-verdade-if-any)]. Agora, quem sabe, chegou a vez do outro lado oficializar a sua.
      Vide Liberal Space: “O ‘Aquém’ e o ‘Além’ da Comissão da Verdade O “Aquém” e o “Além” da Comissão da Verdade: A Propósito do Livro de Eliézer Rizzo de Oliveira
    • Eduardo Chaves: O assunto não está fechado. E o Bolsonaro é qualquer coisa menos burro e maluco. O mais cedo que você perceber isso, melhor para você, que mora aí perto dele. Todo mundo que subestimou um dia está hoje nas mãos dele – desde o Exército Brasileiro.

Em São Paulo, 31 de Julho de 2019

Liberalismo, Progressivismo e Conservadorismo

Ao mesmo tempo que este, estou a escrever um outro texto que não é uma História do Liberalismo, mas, sim, uma Visão Geral dos Liberalismos — aquilo que os americanos chamam de “a bird’s eye view” — uma visão do alto, como se fosse através do olho de um pássaro que passa por cima da coisa e vê o todo, mas de longe, perdendo a maior parte dos detalhes…

Esse artigo era para ser diferente dos meus artigos de sempre, que geralmente são demasiado longos, meio prolixos, recheados de pequenos detalhes que eu considero interessantes e curiosos mas que a maioria dos leitores acha supérfluos. (Em regra, pelo menos 20% dos meus livros consistem de Notas de Rodapé ou de Fim de Texto — não chego ao extremo de Popper que geralmente alcançava um texto balanceado: Fifty-Fifty – metade texto normal, metade notas explicativas e referências).

Mas à medida que a coisa progrediu, e eu mapeei os Liberalismos, resolvi mapear também (nada mais do que isso) as tendências com as quais os Liberalismos se degladiam, e até mesmo aquelas tendências que, mesmo não sendo parte integrante do Liberalismo, são parentes próximos, às vezes amigos, às vezes inimigos, como é o caso dos Libertarianismos. E cheguei a doze tendências ao todo, a saber:

  • Liberalismos
    • O Liberalismo Clássico
    • O Liberalismo Americano
    • O Liberalismo Social
    • O Neoliberalismo
    • A Democracia Liberal
  • Socialismos
    • O Socialismo Liberal
    • O Socialismo Democrático
    • O Socialismo Marxista
    • O Comunismo
    • A Social Democracia
  • Libertarianismos
    • O Libertarianismo Comunitário
    • O Libertarianismo Anárquico

Mas, apesar de a lista já ser excessiva, senti que me faltava ainda algo: esclarecer a relação entre Liberalismo e Progressivismo, de um lado, e Liberalismo e Conservadorismo, do outro.

Assim o artigo que eu pretendia enxuto foi crescendo. Terminei apenas o Capítulo 1, sobre o Liberalismo Clássico, e parte do Capítulo 2, e o texto já tem 25 páginas (15% de Notas). A continuar nesse ritmo, provavelmente não será um simples artigo, mas um livrinho — e demorará muito mais tempo para ser concluído.

Mas eu sou um crente na Provincidência — aquela coisa que a gente não sabe direito se é Providência ou Coincidência…

Hoje recebi uma propaganda da Amazon (todo dia recebo umas cinco) anunciando o lançamento de um livro novo, de George F. Will, com o título de The Conservative Sensibility, publicado agorinha, no dia 4 deste mês de Junho (Hachette Books, New York). Li aquele material que a Amazon fornece de graça, para fazer com que a gente morda o anzol: Índice, Prefácio, Apresentação, um pedaço da Introdução, e Resenhas — e resolvi morder o anzol: fui fisgado. O livro trata exatamente do assunto que eu queria acrescentar ao artigo/livrinho que vinha escrevendo. Resolvi deixa-lo de lado por um dia e escrever este artiguete.

A tese geral de Will é que o Liberalismo Clássico, aquele que está na base da fundação da nação americana pelos seus “Pais Fundantes” (Founding Fathers), era, naquela época, segunda metade do século 18, algo profundamente inovador e revolucionário como base teórica para a construção de uma nova nação. Ele foi integrado à Declaração de Independência (redigida por Thomas Jefferson em 1776 e apresentada ao mundo em 4 de Julho de 1776) e à versão original da Constituição Americana, que foi criada e apresentada em Setembro de 1787, ratificada pelas treze colônias (futuros estados) em Junho de 1788, entrando em vigor em Março de 1789.

Foi por causa desse caráter inovador e revolucionário, que dá ênfase à liberdade e aos direitos individuais, e que busca limitar as atribuições do estado, impedindo que este aprove legislação que elimine, viole ou restrinja a liberdade e os direitos individuais, ou mesmo interfira com eles, que eu, que aceito esse postulado, desde 1966, nunca me considerei um conservador.

O que o livro de George F. Will mostra, porém, é que esse postulado básico do Liberalismo Clássico foi virtualmente abandonado pelo Progressivismo que assaltou os Estados Unidos em especial no período de 1870-1920, que vai do final da Guerra Civil até os chamados “Roaring Twenties“, depois da Primeira Guerra Mundial — e antes da Grande Depressão Econômica iniciada em com a Quebra da Bolsa em 1929. Foi esse clima de decepção com a política que fez com que os pobres — os velhos pobres e aqueles que se tornaram pobres com a Depressão — acabaram por eleger para a Presidência (não só uma, mas quatro vezes seguidas) um milionário podre de rico que, entretanto, adotava um discurso e uma plataforma progressista. Nesse clima, o New Deal americano, introduzido por Franklin D. Roosevelt (FDR), a partir de 1933, em uma tentativa de livrar o país da Depressão, acabou por liquidar (por um bom tempo, quase cinquenta anos, até 1980, com a eleição de Ronald Reagan, por aí) o Liberalismo Clássico (que, na época, ainda era simplesmente Liberalismo, sem qualificativo).

Usando um rolo compressor político, e fazendo uso máximo do clima de desespero que havia se implantado no país quando ele foi eleito, FDR, inspirado pelos princípios progressistas — que representavam  uma tendência político-econômica (com reflexos sociais na educação, na religião, etc.) que veio a aumentar radicalmente as atribuições e funções do estado, deixando lá atrás, a perder de vista, o Estado Mínimo dos Pais Fundantes, que desejavam um estado que interferisse o mínimo necessário (indispensável) na vida do cidadão.

“Melhor é o governo que menos governa” é a frase atribuída a Thomas Jefferson. Contudo, Jefferson e seus colegas sabiam que um estado / governo era necessário — eles não aceitavam o possível corolário anárquico de que, se melhor é o governo que menos governa, então melhor ainda é uma sociedade sem nenhum governo… Para eles um estado / governo é necessário, mas ele não pode ir além das atribuições de legislar (através do seu mecanismo Legislativo, nas esferas em que isso lhe é permitido pela Constituição) e de manter a ordem, interna e externa (através dos seu mecanismo Judiciário e de seu mecanismo Executivo, este com funções policiais e militares). Enfim: Law and Order.

Esses postulados básicos do Liberalismo foram abandonados claramente a partir do New Deal, com Emendas Constitucionais aprovadas a toque de caixa, bem como com um trabalho jurisprudencial de reinterpretar os preceitos constitucionais em uma direção progressista, etc. Na verdade, sob pressão do Progressivismo já haviam sido aprovadas Emendas Constitucionais contrárias ao espírito liberal, como, por exemplo, a Emenda 16, aprovada em 1913, criando o Imposto de Renda (que até então inexistia), a Emenda 18, aprovada em 1919, proibindo a produção e a venda de bebidas alcoólicas, etc. (Essa Emenda chegou a tamanho exagero que foi revogada pela Emenda 26, aprovada em 1933, já no governo de FDR, que gostava muito de uma bebidinha — importada da Escócia, naturalmente).

Hoje, os Estados Unidos estão longe de ser um país que adota o Liberalismo Clássico. O país adota uma versão de Social Democracia, que, entretanto, seus defensores insistem em chamar de Liberalismo, em um sentido sui generis, só adotado nos Estados Unidos. Para eles, se você não revoga a Carta de Direitos (Emendas 1-10 à Constituição), você é liberal, não importa o que você acrescente às atribuições clássicas do estado / governo… Foi por causa desse confisco do termo que os Liberais originais foram constrangidos a se denominar “Liberais Clássicos”: para diferenciar dos “Liberais Progressistas” de FDR, acampados no Partido Democrata. Mas como haviam sido bem sucedidos no confisco do termo, os sociais democratas americanos se viram no direito de se chamar simplesmente de “Liberais”, criando uma confusão enorme dentro e principalmente fora dos Estados Unidos.

Enfim, hoje, os Liberais Clássicos, nos Estados Unidos, diante do assalto de que o Liberalismo Original tem sido vítima, lá e alhures, acabaram se tornando, na defesa do Liberalismo Clássico, Conservadores, porque desejam voltar ao Liberalismo Original defendido pelos Pais Fundantes. Progressistas, lá nos Estados Unidos, bem como aqui e em todo lugar, são hoje considerados os esquerdizantes, entre os quais estão sociais democratas (Clinton lá, FHC aqui). O PT se pretendia uma opção mais à esquerda ainda, Socialista, embora à direita dos Comunistas. Preferiu roubar a implantar o Socialismo, e se viu desacreditado e defenestrado. Espero que para sempre.

Isso explica, em parte, as diversas alianças, nos Estados Unidos, entre Liberais Clássicos e Conservadores (Políticos e até mesmo Religiosos) nos Estados Unidos para conseguir derrotar candidatos que se denominam Liberais (sendo, na verdade, “Liberais” Progressistas, ou Esquerdizantes), como, por exemplo, os dois Clintons (Bill e Hilary), o Obama (Barak), etc. Foi assim, com base nessas alianças meio esquisitas, que se elegeram candidatos como o Nixon (Richard), o Reagan (Ronald), os dois Bushes (George Sr e Jr), e o Trump (Donald).

No Brasil, os Liberais (como os do Partido Novo) ficaram meio constrangidos de se aliar aos Conservadores (entre os quais os Evangélicos) e quase colocaram a perder a eleição do Bolsonaro (Jair). Felizmente, na última hora deu certo. E se os Liberais deixarem de ser frescos, vai continuar a dar certo. A política é a arte do possível. Não podemos deixar que o outro lado torne impossível o nosso avanço e o nosso progresso. Os Liberais precisam perceber que, com a Esquerda no poder, especialmente a Esquerda corrupta e corrompedora, eles só podem retroceder. Eles só vão avançar se aliando a quem comunga de alguns de seus princípios, mesmo que não totalmente, nem de todos. Enquanto mantiverem a postura de virgens vestais, que não se aliam com quem não concorda 100% com eles, vão pastar.

É isso — por enquanticamente, como dizia um conhecido meu que gostava de usar um linguajar parecido com o do Odorico Paraguaçu.

Em Salto, 24 de Junho de 2019 (dia em que minha neta mais nova, Madeline Kay Mathews, faz 14 anos).

Erik Ritter von Kuehnelt-Leddihn – Capítulo 2

A Ameaça do Rebanho, ou Procrusto à Solta

O livro, cujo título (The Menace of the Herd or Procrustes at Large, no original) empresta o subtítulo para este segundo artigo sobre Erik Ritter von Kuehnelt-Leddihn, foi publicado em 1943. Esse ano (além de ser o ano em que eu nasci e em que Casablanca ganhou o Oscar de Melhor Filme de 1942) viu a conclusão de outro livro de combate ao Socialismo ou ao Esquerdismo: O Caminho da Servidão, de Sir Friedrich von Hayek, que no original se chamou The Road to Serfdom – e que foi publicado no início de 1944 (Março), no auge da Segunda Guerra Mundial.

Neste segundo artigo da série vou procurar dar uma ideia do conteúdo do primeiro livro de von Kuehnelt-Leddihn mencionado no artigo anterior.

Começo o que escrevi sobre ele no artigo anterior, delimitando o seu foco:

“A parte inicial do título do primeiro livro faz referência a rebanho. O termo inglês ‘herd’ quer dizer, literalmente, ‘rebanho’: aquele conjunto de animais que normalmente é pastoreado em bandos. Em um bando, eles, que em geral já se parecem uns com os outros, gostam de estar juntos de seus iguais, se comportam de forma igual, e, por isso, são relativamente fáceis de pastorear. O termo “the herd” tem um sentido derivativo e figurado em Inglês: “a plebe”, “o povão”, “the generality of mankind“. Essa parte do título afirma que o rebanho, ou a plebe, ou o povão, é uma ameaça.

A parte final do título do primeiro livro faz referência a Procrusto, personagem da mitologia grega, e afirma que ele está à solta em nossa sociedade. Procrusto era um ferreiro que detestava coisas de tamanhos desiguais, e, por conseguinte, de aparência diferente. Ele tinha em sua oficina uma cama, e tentava atrair para ela as pessoas que passavam em frente da oficina. Dentro da oficina, ele colocava a pessoa na cama. Se ela fosse menor do que a cama, ele a espichava, usando sua arte de ferreiro, para que ficasse do tamanho exato da cama; se fosse maior, ele lhe cortava um pedaço (cortar um pedaço é sempre mais fácil do que esticar) para que ela também ficasse do tamanho exato da cama. Ao sair da oficina, todas as pessoas tinham exatamente o mesmo tamanho, e, assim, eram, pelo menos no tocante ao tamanho, iguais. O autor não diz no título, mas ele achava Procrusto, tanto quanto o rebanho, uma ameaça.

Procrusto detestava a desigualdade e gostava de rebanhos, em que todos animais têm a mesma aparência, gostam de seus iguais, e se comportam, em geral, da mesma maneira. Mas Procrusto era um perigo: se você passasse em frente da oficina dele corria o risco de ser espichado ou de ser encurtado para ficar igual aos demais.”

O livro contém o seguinte frontispício:

“Este livro é dedicado a todos os que defendem nossa liberdade com a espada, não com a caneta, em todos os cinco continentes desta Terra.”

Como adverte o editor do e-book que estou usando, Francis Stuart Campbell, a causa que von Kuehnelt-Leddihn esposa e defende não era popular em 1943, quando ele publicou o livro, nem, tampouco, é agora. Durou pouco o interregno liberal representado por Ronald Reagan nos Estados Unidos e Margareth Thatcher, no Reino Unido. Mas ele deixou raízes, algumas das quais começam a frutificar no Brasil de hoje.

A causa que von Kuehnelt-Leddihn esposa e defende é a defesa e a promoção da liberdade contra seus inimigos — em especial contra os que buscam a promover a igualdade. Mas von Kuehnelt-Leddihn também esposa e defende a cultura liberal que só viceja em ambiente de liberdade. O fato de nossa cultura, agora também em sentido mais estreito e técnico, envolvendo as artes, em geral, e aquilo que o povo cultiva, estar em estado deprimente e lastimável, é sintomático do fato de que a liberdade está ameaçada pelo cerco dos movimentos que busca a igualdade a todo custo, movimentos que von Kuehnelt-Leddihn discute neste e nos outros dois livros. O fato de que a Globo é ainda líder de audiência no Brasil, apesar de um programação nojenta  com suas novelas, suas séries, seus shows, seus programas supostamente sérios como “Profissão Repórter”, conduzido por aquele repórter que faz jus ao nome de Caco Barcelos, e malgrado um jornalismo ativista revoltante, em favor de causas que hoje começam a se tornar visivelmente impopulares, é prova dessa afirmação. O fato de que seus índices de audiência vêm caindo gradualmente, mas sem oscilar, nos últimos tempos é sinal de alguma esperança — mesmo que as redes concorrentes estejam longe de merecer a audiência que vêm conquistando.

O livro se inicia com uma Nota Explicativa sobre o conceito de Democracia — conceito que se tornou tão positivo em seu sentido que quase ninguém ousa se dizer não-democrata, quanto mais anti-democrata. Até os países soviéticos do Leste Europeu, durante a Guerra Fria, se diziam democráticos. A Alemanha Comunista (a Oriental) era “República Democrática da Alemanha”, embora nada tivesse de democrático, enquanto a Alemanha Ocidental se chamava “República Federal da Alemanha”, deixando de lado o adjetivo confiscado pela parte da Alemanha que não fazia jus a ele. O governo do PT, aqui no Brasil, quando queria e tentava controlar a mídia, para acabar com o restinho de independência que ela tinha, que o governo não conseguia comprar com verbas publicitárias, dizia que iria democratiza-la, ou, pelo menos, torna-la mais democrática.

Von Kuehnelt-Leddihn começa esclarecendo que “governo representativo como o que foi estabelecido nos Estados Unidos não é sinônimo de democracia”. O que os Pais Fundantes da República Americana criaram não foi uma democracia, mas, sim, uma res publica, uma politéia. Este segundo termo figura em Grego no título do livro de Platão que Cícero traduziu para o Latim como Res Publica, a Coisa Pública, Republica, e que foi traduzido para o Português como A República. Durante os debates para a definição da Constituição dos Estados Unidos, ficou claro que os Pais fundadores da nação não buscavam uma democracia, mas, sim, uma república.

Um exemplo ilustra o que ele quer dizer: a censura é algo iliberal e antiliberal, porque vai contra a liberdade, mas não fere a democracia (não é anti-democrático, nem mesmo ademocrático), SE promovido por um governo eleito pela maioria do povo e se a maioria do povo deseja cercear as opiniões de segmentos minoritários da população.

A Constituição Americana só foi aprovada nos Congresssos dos Estados (antigas Colônias) quando lhe foi incorporada, a título de Primeira Emenda, A Carta de Direitos (The Bill of Rights), que deixa cristalinamente claro, em seu Artigo 1o, que, o Congresso, mesmo de 100% dos senadores e deputados estejam de acordo, e mesmo que seja para atender o clamor de 99,99% da população, fica terminantemente proibido de aprovar qualquer legislação que elimine, viole ou restrinja o direito de expressão. Nunca uma democracia admitiria um dispositivo desses.

A Constituição aprovada pela Constituinte Americana em 1787 não era uma constituição democrática: era, muito mais, uma “constituição republicana aristocrática”, para citar, apud von Kuehnelt-Leddihn as palavras de Ralph Adams Cram.

Mesmo Thomas Jefferson, o Pai Fundante mais brilhantee querido da nação americana, o autor da Declaração de Independência, o Ministro Plenipotenciário da nação americana junto ao governo francês durante a Revolução Francesa, o terceiro presidente dos Estados Unidos (1801-1809), em grande parte responsável por duas importantes medidas, a compra (em 1803) da Região de Lousiana, que era da França, e a expedição de Lewis & Clarke (1804-1806), que permitiram a expansão da nação para o Oeste, mesmo ele não era democrata: ele era defensor de um republicanismo aristocrático, em que os melhores governam.

Disse ele em uma carta de 28/10/1814, a John Adams, que havia sido o segundo Presidente da nação (1797-1801),

“Considero a aristocracia natural o dom mais precioso que a natureza nos legou para nos orientar sobre a melhor forma de governo em sociedade. De fato e na verdade, teria sido inconsistente se o homem tivesse sido feito para viver em sociedade e quem foi responsável pela criação não houvesse dotado um número suficiente deles com a virtude e a sabedoria necessárias para gerir as preocupações da sociedade. Não é essa a melhor forma de governo, a saber, aquela que é mais efetivamente capaz de selecionar esses aristoi naturais para ocupar os cargos do governo?” [passagem citada por von Kuehnelt-Leddihn].

Afirma von Kuehnelt-Leddihn mais adiante:

“Os Estados Unidos não são uma democracia. Não lutamos pela democracia. Lutamos pela liberdade. O país luta não só pela sua sobrevivência, luta pela pela sua liberdade — bem como pela liberdade de outros países. A dignidade humana nunca será preservada sem liberdade. A liberdade é, portanto, o bem real, o bem precioso que vale a pena preservar e redimir mesmo que sangue seja derramado”.

Discutir como é que a República dos Pais Fundantes virou a Democracia de Franklin Roosevelt e de hoje nos levaria muito longe, mas não há a menor dúvida de que, aquilo que os Estados Unidos são hoje, ainda que muito melhor do que aquilo que a União Europeia é, está longe de ser o que os Pais Fundantes da nação americana desejavam e esperavam.

Uma outra deformação na percepção da forma de governo escolhida pelos Pais Fundantes da nação americana apontada por von Kuehnelt-Leddihn é a seguinte:

Não se pode dizer que a Constituição Americana tenha impedido ou mesmo retardado a transformação da forma de governo da nação americana em uma democracia. Mas é inegável que, quando criada pela Constituição em 1787, essa forma de governo claramente não era democrática (no sentido de estabelecer eleição direta para cargos, sufrágio universal, governo da maioria que pudesse, por ser maioria, desrespeitar os direitos de minorias até mesmo de um).

“Liberdade e Igualdade são conceitos que não estão intrinsicamente conectados, de modo a ser impossível ter liberdade perfeita sem ter igualdade completa”.

Mas essa questão será discutida em mais detalhe no segundo livro.

Em São Paulo, 14 de Junho de 2019

Erik Ritter von Kuehnelt-Leddihn – Capítulo 1

Erik Ritter von Kuehnelt-Leddihn — que nome impressionante, não? — nasceu na Áustria em 31/07/1909 (na época, ainda Império Austro-Húngaro). Morreu também na Áustria , em 26/05/1999 (no apagar das luzes do século 20), também na Áustria. Viveu, portanto, uma vida relativamente longa: basicamente noventa anos (que se espalharam pelo século 20 e por inúmeros países do globo): faltavam apenas dois meses e cinco dias para ele completar noventa anos, quando morreu.

Falava com fluência oito línguas — nas quais era capaz também de escrever mais do que competentemente. Lia, sem problemas, além de nessas oito, em mais dezessete. Dominava, de alguma forma, 25 línguas — em parte porque morou em diversos países que falavam línguas diferentes.

Escreveu vários livros, em especial na área de Filosofia Política, tendo escrito também ficção. Admiradíssimo por uns poucos, a quem eu muito respeito, e totalmente desconhecido por aquele segmento da população que David Hume gostava de chamar de “the generality of mankind” (a maioria generalizada da humanidade).

Tenho, já há algum tempo, em ebook, formato Kindle, três livros dele — os que eu considero os melhores, e que menciono a seguir em ordem cronológica, do mais antigo para o mais recente:

The Menace of the Herd or Procrustes at Large (1943) [A Ameaça do Rebanho, ou Procrusto à Solta]

Liberty or Equality: The Challenge of our Time (1952) [Liberdade ou Igualdade: O Desafio do Nosso Tempo]

Leftism: From de Sade and Marx to Hitler and Marcuse (1974) [Esquerdismo: De de Sade e Marx até Hitler e Marcuse]

Os títulos são sugestivos e instigantes, mas podem requerer alguma exegese. Por isso, eu a forneço.

A parte inicial do título do primeiro livro faz referência a rebanho. O termo inglês “herd” quer dizer, literalmente, “rebanho”: aquele conjunto de animais que normalmente é pastoreado em bandos. Em um bando, eles, que em geral já se parecem uns com os outros, gostam de estar juntos de seus iguais, se comportam de forma igual, e, por isso, são relativamente fáceis de pastorear. O termo “the herd” tem um sentido derivativo e figurado em Inglês: “a plebe”, “o povão”, “the generality of mankind“. Essa parte do título afirma que o rebanho, ou a plebe, ou o povão, é uma ameaça.

A parte final do título do primeiro livro faz referência a Procrusto, personagem da mitologia grega, e afirma que ele está à solta em nossa sociedade. Procrusto era um ferreiro que detestava coisas de tamanhos desiguais, e, por conseguinte, de aparência diferente. Ele tinha em sua oficina uma cama, e tentava atrair para ela as pessoas que passavam em frente da oficina. Dentro da oficina, ele colocava a pessoa na cama. Se ela fosse menor do que a cama, ele a espichava, usando sua arte de ferreiro, para que ficasse do tamanho exato da cama; se fosse maior, ele lhe cortava um pedaço (cortar um pedaço é sempre mais fácil do que esticar) para que ela também ficasse do tamanho exato da cama. Ao sair da oficina, todas as pessoas tinham exatamente o mesmo tamanho, e, assim, eram, pelo menos no tocante ao tamanho, iguais. O autor não diz no título, mas ele achava Procrusto, tanto quanto o rebanho, uma ameaça.

Procrusto detestava a desigualdade e gostava de rebanhos, em que todos animais têm a mesma aparência, gostam de seus iguais, e se comportam, em geral, da mesma maneira. Mas Procrusto era um perigo: se você passasse em frente da oficina dele corria o risco de ser espichado ou de ser encurtado para ficar igual aos demais.

O título do segundo livro remete, portanto, ao título do primeiro: Liberdade ou Igualdade. O que é preferível, liberdade ou igualdade? Uma sociedade de pessoas livres, até mesmo radicalmente livres (como cavalos selvagens, difíceis de domar e impossíveis de pastorear), ou uma sociedade-rebanho, em que todo mundo pensa igual, se comporta igual, acaba ficando igual, e, por isso é mais fácil de governar? A primeira é impossível de “pastorear” — pode até ser governada, mas não mediante pastoreio; a segunda, parece que foi criada para viver debaixo do cajado do pastor e do ladrar (e morder) de seus cães pastores. Esse, considera o autor, é o grande desafio de nosso tempo. Esse desafio representa uma escolha: temos de decidir o que preferimos.

O título do terceiro livro indica o que o autor vê naquilo que ele chama de Esquerdismo. Os esquerdistas, como todos sabem, se conhecem pela sua opção pela Igualdade e pela sua luta contra as Desigualdades, em vez de pela Liberdade. Quem luta pela Liberdade são os liberais. Até aqui, não há novidade. A novidade é que o autor vai analisar o Esquerdismo a partir do Marquês de Sade (o homem que deu nome ao Sadismo) e de Karl Marx até Adolf Hitler e Herbert Marcuse. Que Marx e Marcuse são esquerdistas notórios, um do século 19, o outro do século 20, também não é novidade. Mas estariam o Marquês de Sade e Hitler, ambos personagens funestos, também identificados com o Esquerdismo, representantes da Esquerda, que estaria associada ao Sadismo e ao Nazismo? Essa a grande questão…

Este é Capítulo 1 de uma série de artigos sobre Kuehnelt-Leddihn que eu vou escrever aos poucos. Este primeiro é o chamariz.

São Paulo, 14 de Junho de 2019

Ilicitudes e Adiáforas

Pretendo cobrir neste artigo os seguintes tipos de ação (embora não na mesma profundidade e amplitude:

1. Ilicitudes Legais

A. Transgressões Cíveis

a. Diretas

b. Indiretas

B. Transgressões Penais

a. Delitos

b. Contravenções

c. Crimes

2. Ilicitudes de Outros Tipos

A. Gafes Sociais

B. Erros Morais

C. Pecados

3. Adiáforas (ou Licitudes)

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I. Introdução

Sempre me interessei por este assunto. Vou externar o meu ponto de vista numa forma genérica. Quando falar de ilicitudes legais, não vou discutir a lei de nenhum local em particular, falando de forma, tanto quanto possível, genérica. Mas vou dar exemplos retirados da legislação brasileira.

Ilicitudes são condutas ou ações que não são lícitas.

Adiáforas (vou usar palavra no plural, embora “adiaphora” em Grego já seja palavra no plural) são condutas ou ações que são lícitas. São Licitudes. Por isso, só entram aqui para deixar firmado o contraste com as Ilicitudes.

Uma conduta ou ação se torna ilícita por transgredir ou violar algum tipo de norma: uma lei, um preceito moral, um mandamento religioso, um costume social ou até mesmo uma regra de etiqueta.

Uma conduta ou ação é adiafórica por não transgredir ou violar nenhum tipo de norma, sendo, por isso, lícita (que quer dizer, nem proibida nem obrigatória).

Há pessoas que podem questionar se as ilicitudes dos vários tipos indicados constituem “um só assunto” passível de discussão inteligível e útil. Eu pretendo sustentar que sim. Sua discussão, como um bloco, faz parte, em minha maneira de ver as coisas, da Epistemologia – disciplina que faz parte da Filosofia e que discute a questão do conhecimento, em seus aspectos conceituais, lógicos e, digamos, propriamente epistêmicos. Se não soubermos distinguir o significado, a aplicação e a importância desses diversos tipos de ilicitudes, poderemos até nos dar mal (como, de passagem, se verá) – engajando-nos, por exemplo, em algum tipo de conduta ou ação pensando que ela representa, na pior das hipóteses, uma gafe social, quando, na realidade, se trata de um crime, ou, quem sabe, pior ainda, um pecado, que pode nos trazer penas eternas (e não apenas temporais)…

II. Ilicitudes Legais

Optei por começar com a questão das Ilicitudes Legais por ser ela mais objetiva. Uma ilicitude legal é uma conduta ou ação tornada ilícita pela existência de uma lei que a proíbe ou que a torna obrigatória. Fazer o que a lei proíbe ou deixar de fazer o que a lei obriga é infringir a lei, cometendo uma ilicitude legal.

(Vou falar, daqui para frente, principal, mas não exclusivamente, de ilicitudes legais por comissão: fazer algo que a lei proíbe. Mas aqui e ali mencionarei ilicitudes legais por omissão: deixar de fazer algo que a lei obriga.)

As principais divisões das Ilicitudes Legais a ocupar minha atenção aqui são as Transgressões Cíveis e as Transgressões Penais.

1. Transgressões Cíveis

Uma Transgressão Cível é entendida neste artigo como uma violação de um dever jurídico (i.e., legal) de natureza não-penal. Isso quer dizer que incluo, na expressão “Transgressão Cível” as transgressões ao Direito Civil, propriamente dito, ao Direito Administrativo, ao Direito Comercial, ao Direito Trabalhista, etc. – a todos os “Direitos”, exceto o Direito Penal (por vezes também chamado, na minha forma de ver, erroneamente, de Direito Criminal – erroneamente porque, como se verá, crimes são apenas um dos tipos de transgressão penal).

Quando pensamos em leis pensamos, em geral, em proibições. Dos Dez Mandamentos, oito são claramente proibições, começando com “Não”. Dois deles, o quarto e o quinto, são obrigações: “Lembra-te do dia do Sábado, para o santificar” e “Honra teu pai e tua mãe”. Se fizermos o que a lei proíbe, ou não fizermos o que a lei obriga, transgredimos a lei. Repetindo, para enfatizar, podemos transgredir a lei por comissão ou omissão.

Um Dever Jurídico — de não fazer ou de fazer — pode ser imposto diretamente por uma lei não-penal. Uma lei que nos proíbe de fumar em determinados locais ou uma lei que nos obriga a usar cinto de segurança dentro de um veículo no trânsito nos impõe deveres jurídicos: de não fazer, no primeiro caso, e de fazer, no segundo. Estes são deveres jurídicos diretos — isto é, diretamente impostos por uma lei relevante e pertinente.

Alguns deveres jurídicos são, porém, indiretos. Que eu não altere a estrutura de um imóvel de que eu sou locatário pode ser um dever (de não fazer) indireto. Nenhuma lei diretamente me proíbe de fazer isso — mas há é um dever jurídico, imposto por lei, que eu cumpra as disposições de contratos que eu por livre e espontânea vontade vier a assinar. Se um contrato que eu assino dispõe que eu não faça alterações estruturais no imóvel que estou locando, essa disposição me obriga (embora indiretamente) com se estivesse explícita numa lei.

Assim sendo, podemos dividir as Transgressões Cíveis em Diretas e Indiretas.

A. Transgressões Cíveis Diretas

Uma Transgressão Cível Direta é uma violação de um dispositivo legal não-penal explícito, como as leis que proíbem de fumar em restaurantes e de falar ao telefone enquanto dirigindo, ou a lei que obriga o uso do cinto de segurança ao dirigir.

B. Transgressões Cíveis Indiretas

Uma Transgressão Cível Indireta é exemplificada pela violação de cláusulas vigentes de um contrato válido. A razão para se chamar esse tipo de transgressão de indireta é que um contrato particular não é uma exatamente uma lei, mas a lei determina que contratos particulares válidos sejam cumpridos. Muitos contratos prevêem até mesmo sanções (penalidades) diversas para o descumprimento de suas variadas cláusulas.

2. Transgressões Penais

Uma Transgressão Penal é entendida neste artigo como uma violação de um dever jurídico (i.e., legal) de natureza penal.

No Brasil em geral se dividem as Transgressões Penais em Contravenções e Crimes. Considero problemática essa distinção binária porque ela considera Contravenções e Crimes como espécies de Delitos, fazendo uma distinção meio artificiosa entre “Delitos Menores” (Contravenções) e “Delitos Graves” (Crimes) — e, por consequência, entre, nas penas, de um lado, “Prisão Simples”, e, de outro lado, “Reclusão” ou “Detenção”.

Prefiro seguir a orientação de outros países e dividir as Transgressões Penais em três categorias: Delitos, Contravenções e Crimes – que são colocados nessa ordem conforme a gravidade da transgressão.

A. Delitos

Delitos são transgressões de um dever jurídico (i.e., legal) de natureza penal que configuram gravidade baixa (as menos graves dentre as transgressões penais).

Um delito pode ser punido com orientação, advertência (especialmente no caso de reincidência contumaz), medidas educacionais, tratamentos (em casos mais severos), etc.

Exemplos de delitos: aposta no Jogo do Bicho, compra e uso de drogas (sem envolver ativamente o seu tráfico), etc.

A tendência de boa parte das sociedades liberais modernas é remover esse tipo de conduta e ação do âmbito das transgressões penais inteiramente, razão pela qual muitos autores vêem as transgressões penais de forma binária e não trinária.

B. Contravenções

Contravenções são transgressões de um dever jurídico (i.e., legal) de natureza penal, que configuram gravidade média (mais grave do que no caso dos delitos e menos graves do que no caso de crimes).

Uma contravenção pode ser punida com pena de “prisão simples” (ver adiante), mas essa pena pode também ser combinada ou até mesmo substituída pelo pagamento de multa.

Exemplos de contravenções: Manter banca de Jogo do Bicho (ser “Bicheiro”), Mendicância, Perturbação da Ordem, Disparo de Arma de Fogo (sem intenção de atingir alguém, para cima, por exemplo), Direção Perigosa de Veículo (mesmo sem causar nenhum acidente), etc.

Em princípio, os condenados a prisão simples, por terem cometido uma contravenção, nunca devem estar misturados com os condenados a reclusão ou detenção, por terem cometido um crime.

Prisão simples é a pena cumprida em prisões comuns, ou em setores especiais de penitenciárias ou casas de detenção, em regime aberto ou semi-aberto, sem os rigores da prisão nos setores não especiais de penitenciárias ou casas de detenção, reservada aos que cometeram crimes.

C. Crimes

Crimes são violações de um dever jurídico (i.e., legal) de natureza penal, que configuram gravidade alta – até a gravidade máxima. O crime é em geral punido com “reclusão” ou “detenção”. O Brasil não admite a chamada pena capital (execução) e nem mesmo a chamada prisão perpétua.

Exemplos de condutas ou ações que são crimes no Brasil: homicídio, estupro, roubo, furto, calúnia, difamação e injúria (estes três os chamados crimes contra a honra), etc.

Como dito no item anterior, não se deve misturar condenados a reclusão ou detenção (por terem cometido crimes) com os condenados a prisão simples (por terem cometido contravenções). Delitos não são punidos com penas que envolvem a privação da liberdade.

III. Notas Importantes e Transição

1. Mudança de Categoria de Determinadas Condutas ou Ações

Leis, no sentido em que são entendidas até aqui, são produtos culturais – isto é, artefatos humanos. Por isso podem ser mudadas e frequentemente o são – algumas até com razoável frequência.

Assim sendo, é possível que, por exemplo, no caso das transgressões penais, uma contravenção possa vir a se tornar um crime, e um crime pode se tornar uma contravenção, ou um delito, ou uma mera transgressão cível, ou até mesmo uma conduta ou ação lícita.

No Brasil, a posse (propriedade) ou o porte ilegal (não autorizado por lei) de armas de fogo era uma contravenção e passou, com o Estatuto do Desarmamento, de 2003, a ser considerado um crime.

O adultério, no Brasil, já foi crime. Hoje não é, nem mesmo, uma contravenção ou um delito – podendo ser visto, no máximo, como uma transgressão civil (a violação de um contrato particular — o de casamento). Quando o casamento era, por lei, considerado indissolúvel, o adultério poderia até ser visto como um delito ou mesmo uma contravenção. Mas a lei mudou. O contrato nupcial explícito pode declarar inadmissível o adultério, mas pode também declarar que o casamento é “aberto”, que qualquer um dos cônjuges tem liberdade de manter relacionamentos afetivos fora do casamento, etc. A questão recebeu tratamento mais liberal, mas se tornou, por isso mesmo, mais complicada (embora menos grave). Os casos de “poliamor” (na realidade uma poligamia à margem da lei) estão aí para comprovar isso.

2. Uma Tentativa de Justificar a Visão Trinária

Como visto atrás, há países, como o Brasil, que consideram contravenções e crimes como espécies do gênero delito – “delito” sendo considerado basicamente sinônimo de “ilicitude”.

Outros países não consideram contravenções e crimes como espécies do gênero “delito”. Nesses contextos, como visto, delitos seriam uma terceira espécie de ilicitude ou infração penal – a menos grave de todas, que seria punida (como visto) com orientações, advertências, medidas educacionais, etc. – mas não com penas  privativas da liberdade (nem mesmo a chamada “prisão simples”).

O porte ou o uso de drogas (pelo menos as não tão “pesadas”) pelo mero usuário, isto é, pelo não-traficante de drogas, seria, possivelmente, um delito, nesse sentido. A aposta no Jogo do Bicho, no Brasil, igualmente – embora não o ofício do Bicheiro.

(Ainda recentemente ouvi a história de um indivíduo que tentou adentrar uma casa noturna com uma certa porção de maconha no bolso, para seu consumo pessoal. Vistoriado pela Polícia, que encontrou a droga, ele se apavorou e disse que a maconha não era para ele, que não fumava nem cigarro simples, de tabaco, e que ele estava simplesmente a levando para um amigo que já estava dentro da casa noturna. Foi preso e enquadrado como traficante – alternativa bem pior. Este é um exemplo simples da importância de saber o significado e as implicações de cada um desses conceitos.)

Assim sendo, haveria transgressões penais tão frágeis que nem seriam puníveis com penas privativas da liberdade – os delitos. Haveria outras transgressões mais graves, mas não tão graves quanto os crimes – as contravenções. E haveria os crimes. Seria possível ainda classificar os crimes como (a) crimes passíveis de punição com a pena capital, e (b) crimes não-capitais, por assim dizer, puníveis apenas com detenção ou reclusão. No Brasil há a categoria do Crime Hediondo – que seria um crime definido pelo legislador como merecedor de maior reprovação e punição pelo Estado, em decorrência de sua detestabilidade, isto é, pela aversão, ódio, repugnância e revolta que produz na população.

3. Transição

Há algum tempo (na verdade, em 07/12/2015, quando comecei a escrever este artigo) li trechos de um livro que tenho desde 1968, quando o comprei usado, mas que foi publicado em 1934, e que me trouxe alguns insights interessantes. O livro é Paul: His Heritage and Legacy, de Kirsopp Lake, especialista em Novo Testamento e na História da Igreja Primitiva, inglês que viveu de 1872 a 1946, tendo passado boa parte de sua vida como professor nos Estados Unidos, onde morreu.

Como prefácio para uma discussão dos pontos de vista de Paulo acerca dos “pecados da carne”, vale dizer, os relacionados ao sexo (fornicação, homossexualidade, adultério), casamento (incluindo também divórcio e recasamento), etc. na primeira carta aos Coríntios, ele faz uma distinção entre os conceitos de crime, vício e pecado. Sua distinção me fez lembrar de uma discussão que muito me interessou no final dos anos 60 e início dos anos 70, quando estudei nos Estados Unidos – e que, de certo modo, acrescenta três categorias às três sugeridas por Lake, ficando a questão equacionada da seguinte forma:

Gafes [Costumes, Convenção]

Erros e Falhas Morais [Moralidade]

Crimes e Outras Infrações Legais [Legalidade]

Vícios e Falhas Assemelhadas [Personalidade]

Pecados [Religião]

Adiáforas

A tese de Lake é que devemos ter cuidado para não confundir essas categorias. Já discuti as questões envolvendo a legalidade. Agora discutirei, embora não com o mesmo nível de abrangência e profundidade, as demais categorias.

Vou tentar categoriza-las com minhas palavras, sem recorrer ao texto de Lake ou a qualquer outro texto, mas dando a Lake o crédito por ter redespertado em mim o interesse pela questão.

IV. Ilicitudes Não-Legais

1. Gafes Sociais

Toda sociedade tem usos e costumes que considera próprios e adequados e usos e costumes que considera impróprios ou inadequados — pelo menos, em determinadas circunstâncias e ocasiões. Algumas sociedades mais conservadoras são mais rígidas em seus usos e costumes, aumentando as circunstâncias e ocasiões em que se aplicam os usos e costumes considerados próprios e adequados, e, por conseguinte, expandindo a possibilidade de que se comentam “gafes sociais”: a adoção de um uso e costume quando a sociedade (em regra) espera outro.

Como se pode constatar, estamos lidando aqui mais com convenção ou etiqueta do que com moralidade, legalidade, religião ou desvios de personalidade.

O tipo de roupa que devemos vestir em determinadas circunstâncias e ocasiões é algo desse tipo. A questão se devemos, em determinada situação, vestir “traje a rigor”, “traje social completo”, ou “traje informal” se inclui aqui: ela é definida por convenção. Tradicionalmente convites (para casamentos, por exemplo) especificavam que tipo de traje se esperava que os convidados usassem. Hoje em dia, raramente isso ocorre, exceto em contextos muito “chiques”. Nestes contextos, por exemplo, ir de bermuda, camiseta e sandália a um casamento chique é cometer uma gafe social, é vestir-se errado para a ocasião. O “errado”, neste caso, é contextual, não absoluto: em outro contexto o conjunto bermuda, camiseta e sandália poderia ser o traje esperado, e, portanto, “certo”, naquela situação. Outra coisa importante: o “errado”, no caso de uma gafe social, é um errado definido por mera convenção social, que não tem a menor relevância legal, moral, religiosa ou mesmo psicológica.

O que acabei de dizer é geralmente verdadeiro, mas a linha divisória nem sempre é fácil de traçar. Em um desfile (ou uma festa) de Carnaval, no Brasil, admitem-se trajes que, em outras situações, seriam considerados inadmissíveis. Para uma mulher, uma tanga mínima (estilo fio dental) e um sutiã que revela a maior parte dos seios (exceto, talvez, os bicos) possivelmente seriam trajes admissíveis num desfile de Carnaval no Sambódromo ou na Sapucaí – mas dificilmente o seriam numa missa na Catedral da Sé ou da Candelária. Até aí vai a convenção.

Ou será que a convenção vai mais adiante? Uma pessoa (mulher ou homem, não parece fazer diferença neste caso) totalmente pelada, sem tapa-sexo e sem pintura, sem nada, é admissível ou não num desfile de Carnaval? A questão, neste caso, é ainda de convenção ou começa a invadir o plano moral ou mesmo legal? Há controvérsia. Os mais liberais provavelmente dirão que a admissibilidade de nudez completa num desfile de Carnaval é, como numa praia naturista, uma questão de convenção. (Numa praia reconhecidamente naturista são os vestidos que cometem gafe social…). Mas os mais conservadores, em especial aqueles cujo conservadorismo tem fundo religioso, provavelmente considerariam que a nudez completa em público, exceto, talvez, em locais onde ela é explicitamente permitida, seria já uma questão moral. E os estatistas, que gostariam de legislar sobre até os mais privados dos atos (como o que é admissível ou não numa relação sexual entre adultos agindo com pleno consentimento), tentam legislar sobre isso.

Aplicam-se nesse contexto as afirmações de que determinados tipos de trajes são “escandalosos”, em qualquer tipo de contexto público. O vestir-se escandalosamente (qualquer que seja a definição desse tipo de vestimenta) é mais próximo da gafe social ou do erro moral?

Usos e costumes mudam – até com facilidade, em sociedades mais liberais. Quando eu era adolescente, era esperado que os jovens usassem terno e gravata na igreja. Hoje eles vão de bermuda, camiseta e tênis, e, por vezes, de boné na cabeça, recusando-se a tira-lo mesmo durante a oração dentro da igreja (e sem que os oficiais da igreja lhes peçam que removam o boné da cabeça). Antigamente, os homens usavam chapéus, e, quando passavam em frente a uma igreja ou um cortejo funeral, ou de uma mulher “digna”, retiravam o chapéu da cabeça em respeito. Até mesmo para cumprimentar um ao outro, eles removiam brevemente o chapéu da cabeça ou tocavam em sua aba. Se paravam para conversar, tiravam o chapéu e o seguravam na mão… Nada disso mais vale – até porque os homens não usam mais chapéu aqui no Brasil. Mas os adolescentes e jovens usam bonés, sem qualquer preocupação com etiqueta.

Falar palavrão em “companhia mista” (isto é, na presença de pessoas de ambos os sexos [os dois]) era considerado uma gafe social antigamente. Hoje, não mais (pelo menos no caso dos palavrões não tão “cabeludos”) – até as mulheres os falam na presença dos homens. No rádio e na televisão o menor palavrão era sempre “bipado” – hoje em dia, nem os mais ofensivos o são, especialmente durante as transmissões esportivas ou em shows exibidos tarde da noite.

2. Erros e Falhas Morais

Todos nós adotamos, consciente ou inconscientemente, um código moral que nos ajuda a distinguir entre condutas e ações (e, talvez, até atitudes e pensamentos) que consideramos moralmente certos e aqueles que que consideramos errados do ponto de vista moral. Mentir, por exemplo, ou não cumprir a palavra dada, são coisas geralmente consideradas moralmente erradas. Agredir uma outra pessoa, ou, no limite, mata-la, é algo considerado muito errado do ponto de vista moral – mais errado de que mentir. Tanto isso é verdade, que as leis em geral não proíbem, legalmente, a mentira, exceto em certas condições, como nos tribunais, por exemplo (a chamada “falsidade ideológica). Mas as leis proíbem que alguém mate outra pessoa (exceto, talvez, em legítima defesa ou em defesa da sua propriedade).

Mesmo dentro de uma categoria, como mentir, pode haver gradações: uma mentirinha inocente, como dizer que está tudo bem, em resposta à pergunta “Como vai?” de um conhecido superficial, quando, na realidade, está tudo muito mal, é um erro moral menor quando comparado a mentir em um tribunal (local em que normalmente juramos ou nos comprometemos dizer a verdade) sobre um assunto importante.

Um código moral é, de certo modo, uma lista das condutas e ações (ou, possivelmente, também atitudes e até pensamentos) considerados moralmente certos e aqueles considerados moralmente errados. Os mandamentos dos Dez Mandamentos, em sua maioria constituem um código moral: não matarás, não furtarás, não dirás falso testemunho, não cobiçarás a mulher do próximo (algo que é mais atitude do que ação, embora a atitude possa resultar em ação), não adulterarás (a ação decorrente da cobiça anterior), etc.

A questão mais desafiadora, do ponto de vista filosófico, acerca de um código moral qualquer envolve critérios.

Basicamente há dois tipos de critérios.

A. O Critério de Relevância Moral

O primeiro critério, muito menos discutido, nos permite classificar condutas, ações, atitudes e quiçá pensamentos que têm, digamos, Relevância Moral, demarcando-os daqueles que não têm essa dita Relevância Moral.

Uma ação tem Relevância Moral quando ela é passível de aprovação ou condenação moral, quando ela pode ser considerada moralmente certa ou moralmente errada.

Dizer a verdade ou mentir, ser honesto ou ser desonesto, são pares de ações geralmente consideradas como tendo Relevância Moral.

Faz diferença, na nossa avaliação moral de uma pessoa, se ela é consistentemente verdadeira e honesta ou se ela é mentirosa e desonesta contumaz. Um curso de ação, o primeiro, é considerado moralmente certo e o outro, moralmente errado. Mas ambos são cursos de conduta que possuem relevância moral, que podem ser ou aprovados moralmente, como sendo moralmente certos ou corretos, ou condenados moralmente, como sendo moralmente errados ou incorretos.

Mas a questão relativa a usar a mão direita ou esquerda para escrever ou comer, ou o pé direito ou esquerdo para chutar a bola, é uma questão totalmente irrelevante do ponto de vista moral: não é algo possa ser considerado certo ou errado, correto ou incorreto, aprovável ou condenável, do ponto de vista moral.

O que distingue a relevância da irrelevância moral? Eu diria que é, em parte, a sua importância para a vida humana, em especial a vida humana em sociedade, e, em parte, a questão da liberdade de escolha: o indivíduo pode escolher ser honesto ou desonesto, falar a verdade ou mentir, mas dificilmente pode escolher ser destro ou sinistro.

Discutir critérios aqui nos levaria muito longe. Por isso deixo a questão nesse pé.

B. O Critério de Demarcação entre o Moralmente Certo e o Moralmente Errado

Entre as condutas e ações moralmente relevantes é preciso discutir qual o critério que nos permite demarcar as Moralmente Certas das Moralmente Erradas.

Também aqui discutir a questão nos levaria muito longe. Basta dizer que os dois critérios geralmente discutidos em relação a essa questão aplicam-se apenas às questões consideradas moralmente relevantes, e tentam demarcar condutas e ações moralmente certas e corretas de condutas e ações moralmente erradas e incorretas, através de um desses dois tipos de critérios:

As Consequências das Condutas e Ações

Os Imperativos Imperativos Morais (da Razão, da Lei Natural Moral, da Consciência, de Deus, etc.

Novamente, paro por aqui, porque a discussão nos levaria muito longe.

3. Vícios, Falhas de Caráter, e Pecados

Também vou deixar para outra ocasião os vícios e as falhas e caráter, que são questões de natureza psicológica, e os pecados, que são questões de natureza mais religiosa. Essas questões são ainda mais complexas do que as que venho discutindo e sua discussão nos levaria muito além das dimensões razoáveis para um artigo de blog.

V. Conclusão: E as Adiáforas?

A conclusão é simples: Adiáfora é qualquer conduta ou ação que não envolve ilicitude de qualquer tipo.

Em sentido mais preciso, na área moral Adiáfora é o conjunto de condutas e ações que não possui Relevância Moral, não podendo ser, portanto, objeto nem de aprovação nem de condenação moral, porque, não tendo Relevância Moral, não podem ser nem moralmente certas, nem moralmente erradas.

É isso, por ora. Até outra hora.

Em São Paulo, 8 de Maio de 2019 (dando acabamento a algo iniciado há mais de três anos atrás).