As Principais Mentiras dos Socialistas Atuais

O Comunismo, que é o Socialismo com sua face mais vermelha, brutal e violenta, pode até estar quase acabado (exceto na Coreia do Norte).

Mas um Socialismo com uma face mais rósea, supostamente democrática e humana, continua firme — e tenta sobreviver e, se possível crescer, espalhando mentiras, ocultando verdades, tentando reescrever a história, redefinindo conceitos, criando (como já anunciou George Orwell, em seu livro 1984, escrito em 1948) uma Nova Língua (New Speak, Novilíngua). Quando o socialista quer criar um Governo Autoritário, de Partido Único, ele chama o regime pretendido de Democracia Popular… Quando o socialista quer controlar a Educação e a Mídia, ele fala em Democratização da Educação, Democratização da Mídia… Quando o socialista quer cometer injustiças (tirar propriedade ou dinheiro de quem trabalha para dar a quem não trabalha) ele diz que está realizando Justiça Social (que seria o sistema político-econômico em que um Estado Grande e Forte, controlado por autodeclarados iluminados, tira dos que têm habilidade e se esforçam para dar aos que são incompetentes ou preferem vagabundear, ou fazer política, a trabalhar).

Duas mentiras que tenho ouvido com frequência ultimamente são:

  • O Socialismo e o Comunismo são sistemas políticos totalmente distintos (e os liberais e conservadores tentam confundir as coisas dizendo que Socialismo e Comunismo são “farinhas do mesmo saco”);
  • O Socialismo é uma forma de Humanismo Social e Democrático que nunca foi tentado.

Ambas as teses são profundamente mentirosas. Nem mesmo podem ser qualificadas de meias-verdades (daquelas em só a outra metade é mentira).

= I =

Os liberais e conservadores (isto é, os anti-esquerda) não tentam confundir coisa alguma.

Socialismo e Comunismo são espécie diferentes de um mesmo gênero. As divergências entre eles não passam de brigas entre membros de uma mesma família. E as diferenças entre a chamada Esquerda (socialistas e comunistas) e a chamada Direita (liberais e conservadores) existem, sim, e são extremamente importantes e significativas (sempre havendo um bando de “pragmáticos”, no Centro, que oscilam de um lado para o outro, ficando com quem paga mais).

O Comunismo (sistematizado por Marx, com a ajuda de Engels, e colocado em prática na Rússia, depois União Soviética, por Lênin e Stalin, e, na China, por Mao) é a uma forma mais brutal e violenta de Socialismo, que tenta levar uma nação, um país, ou uma região para o Socialismo pela Violência Armada, pela Revolução Social, pela Luta de Classes, pela Abolição da Propriedade Privada, pela Instituição da Sociedade (supostamente) sem Classes.

A Social Democracia é uma forma mais branda (“mansa e suave”) e supostamente humana de Socialismo, que tenta levar uma nação, um país, uma região para o Socialismo por Meios Supostamente Democráticos, Controlando a Mídia, Controlando a Educação, Dominando os Partidos Políticos, Manipulando o Processo Eleitoral, Chegando ao Governo, Controlando e Aparelhando o Estado, Instituindo Políticas Públicas, Promovendo a Distribuição de Renda por Taxação Progressiva, etc. — mesmo sem controlar — apenas regulamentando e regulando — os meios de produção, que ficariam em mãos privadas de proprietários de empresas privadas.

O erro, tanto em um caso como no outro, está na essência do Socialismo: imaginar que um bando de iluminados que tomam o Estado (pela força ou pelo voto manipulado) pode abolir, em relação aos demais (em regra a maioria), a liberdade, os direitos individuais, a propriedade privada real, e está autorizado a tirar de uns (por qualquer meio: a força, a persuasão, o voto, o constrangimento) para dar para outros (usando como justificativa o horroroso princípio do “tirando de quem tem habilidade para dar para quem tem necessidade” — que sacramenta a desigualdade real, pressupondo que alguns têm habilidade de produzir e outros apenas a vontade de receber esmolas disfarçadas de direitos).

Como as pessoas raramente gostam de ser obrigadas a abrir mão do que é seu, seja por meios claramente violentos, como o confisco, seja através de legislação supostamente progressiva destinada a financiar políticas públicas, elas (mais cedo ou mais tarde) reagem, e, assim, mesmo o Socialismo que começa brando termina violento. E como as pessoas raramente gostam de trabalhar quando o produto do seu trabalho é confiscado para distribuição aos outros, elas começam a trabalhar cada vez menos, em uma economia socialista, e, por fim, param de trabalhar para também viver dos frutos do trabalho alheio, em última instância equalizando apenas a pobreza e a miséria.

O resultado é igualdade na pobreza e na miséria, não igualdade na abastança e na riqueza. Como aptamente disse Mme. de Staël no século 18, os socialistas preferem a Igualdade do Inferno (em que todo mundo, sem exceção, só sofre, até os que se presumem espertos, como o Lula, que quer introduzir desigualdades no sistema presidiário) às Desigualdades do Céu (em que haverá, segundo dizem os entendidos, não igualdade, mas recompensas diferenciadas, chamadas de diferentes galardões pelos cristãos).

= II =

Tanto o Comunismo mais brutal, violento, e admitidamente totalitário, como os Socialismos supostamente mais mansos e suaves, e supostamente democráticos, foram tentados, sim — e fracassaram  em todas as tentativas. Fracassaram no sentido de que equalizaram todos (menos as lideranças) na pobreza e na miséria, bem como na servidão (ausência de liberdade, instituindo regimes totalitários e corruptos, ou então autoritários e corruptos, dos quais as pessoas só desejam fugir, mas são proibidas, presas, exterminadas, ou então deixadas para naufragar em embarcações precárias e superlotadas). O Muro de Berlin visava a impedir os cidadãos de sair da Alemanha Oriental Comunista e Autoritária para entrar na Alemanha Ocidental Liberal e Democrática, não os liberais de sair da Alemanha Ocidental para entrar na Alemanha Oriental. Quando o muro caiu, houve emigração em massa, mas numa só direção. O Pedro Bial que o diga. Ele estava lá, relatando o que acontecia para a GloboLixo. As chamadas “conquistas sociais” do Socialismo foram deixadas para trás na busca das desigualdades que só a liberdade propicia.

= III =

Para concluir, faça um teste de bolso:

  • Se há um país do qual as pessoas tentam sair e são impedidas, até por muros ou cercas de arame farpado, pode ter certeza de que se trata de um país que oprime o seu povo, confisca seus bens ou os fruto de seu trabalho, e em que impera, portanto, o Socialismo (que só existe à sombra de um “Estado Grande e Forte”, que confisca boa parte da riqueza produzida na nação, país, ou região, sempre retendo um percentual significativo da receita nos bolsos de suas lideranças);
  • E se há um país no qual as pessoas tentam entrar em número tão elevado que o país tem de controlar, até por muros, a imigração (entrada), não a emigração (saída), pode ter certeza de que se trata de um país onde imperam a liberdade e os direitos individuais — ou seja, um país em que impera o Liberalismo (que só pode respirar quando não sufocado pelo Estado, e só realmente prospera à sombra de um Estado Mínimo).

É isso. No fundo, é extremamente fácil de entender — quando a doutrinação nas escolas e a visão única e prepotente da mídia não impede, atrapalha, ou dificulta.

Em São Paulo, 15.9.2019 (dia em que meu amigo Rubem Alves completaria 86 anos — escrevo em memória dele. Ele faz muita falta, especialmente na educação, na política e na religião)

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