Síndrome de Alienação Parental

[O material abaixo, com o título acima, foi transcrito de um panfleto com o título “Síndrome de Alienação Parental”, retirado do site http://www.alienacaoparental.com.br/o-que-e. As passagens entre colchetes são acréscimos de minha mulher, Paloma Epprecht e Machado de Campos Chaves.]


Ajude a Parar Com Essa Violência Contra Nossos Filhos


1. O QUE É A ALIENAÇÃO PARENTAL?

Síndrome de Alienação Parental (SAP), também conhecida pela sigla em inglês PAS, é o termo proposto por Richard Gardner em 1985 para a situação em que a mãe ou o pai de uma criança a treina para romper os laços com o outro genitor, criando fortes sentimentos de ansiedade e temor em relação ao outro genitor.

Os casos mais freqüentes da Síndrome da Alienação Parental estão associados a situações em que a ruptura da vida conjugal gera, em um dos genitores, uma tendência vingativa muito grande. Quando este não consegue elaborar adequadamente o luto da separação, desencadeia um processo de destruição, vingança, desmoralização e descrédito do ex-cônjuge. Neste processo vingativo, o filho é utilizado como instrumento da agressividade direcionada ao parceiro.


2. O GENITOR ALIENANTE

Exclui o outro genitor da vida dos filhos

* Não comunica ao outro genitor fatos importantes relacionados à vida dos filhos (escola, médico, comemorações, etc.)

* Toma decisões importantes sobre a vida dos filhos, sem prévia consulta ao outro cônjuge (por exemplo: escolha ou mudança de escola, de pediatra, etc.)

* Transmite seu desagrado diante da manifestação de contentamento externada pela criança em estar com o outro genitor [ainda que de forma não explicita, gerando desconforto e ansiedade na criança, inibindo manifestações espontâneas de afetividade em relação ao genitor alienado]

Interfere nas visitas

* Controla excessivamente os horários de visita.

* Organiza diversas atividades para o dia de visitas, de modo a torná-las desinteressantes ou mesmo inibi-la.

* Não permite que a criança esteja com o genitor alienado em ocasiões outras que não aquelas previa e expressamente estipuladas.

Ataca a relação entre o filho e o outro genitor

* Recorda à criança, com insistência, motivos ou fatos ocorridos que levem ao estranhamento com o outro genitor.

* Obriga a criança a optar entre a mãe ou o pai, fazendo-a tomar partido no conflito.

* Transforma a criança em espiã da vida do ex-cônjuge.

* Quebra, esconde ou cuida mal dos presentes que o genitor alienado dá ao filho [ou compra presentes idênticos para tentar neutralizar o presente do outro genitor].

Denigre a imagem do outro genitor

* Faz comentários desairosos sobre presentes ou roupas compradas pelo outro genitor ou mesmo sobre o gênero do lazer que ele oferece ao filho [ou então acusa o outro genitor de dar aos filhos presentes muito caros para tentar comprar o afeto deles].

* Critica a competência profissional e a situação financeira do ex-cônjuge.

* Emite falsas acusações [ou faz insinuações] de abuso sexual, uso de drogas e álcool [ou outros desvios de comportamento graves que desabonem a conduta moral do outro genitor].


3. CRIANÇA ALIENADA

* Apresenta um sentimento constante de raiva e ódio [ou profundo desapontamento] contra o genitor alienado e sua família.

* Se recusa a dar atenção, visitar, ou se comunicar com o outro genitor.

* Guarda sentimentos e crenças negativas sobre o outro genitor, que são inconseqüentes, exageradas ou inverossímeis com a realidade.


4. CRIANÇAS VÍTIMAS DE SAP SÃO MAIS PROPENSAS A:

* Apresentar distúrbios psicológicos como depressão, ansiedade e pânico.

* Utilizar drogas e álcool como forma de aliviar a dor e a culpa da alienação.

* Cometer suicídio.

* Apresentar baixa auto-estima.

* Não conseguir uma relação estável quando adultas.

* Possuir problemas de gênero, em função da desqualificação do genitor atacado.


PAI E MÃE, OS FILHOS PRECISAM DE AMBOS!


80% dos filhos de pais divorciados já sofreram algum tipo de alienação parental.


COMO PARAR A SAP?


Busque e Divulgue Informação

* A Síndrome da Alienação Parental é um tema bastante discutido internacionalmente e, atualmente, no Brasil também é possível encontrar vários sites sobre o assunto, bem como alguns livros. Pesquise na Internet e livrarias pelo termo “alienação parental”.

Tenha Atitude

Como pai / mãe

* Busque compreender seu filho e proteja-o de discussões ou situações tensas com o outro genitor.

* Busque auxílio psicológico e, se necessário, jurídico para tratar o problema. Não espere que a situação de SAP desapareça sozinha.

No campo jurídico e psicológico

* É crescente o número de profissionais atuando para combater essa violência.

* A informação sobre SAP é muito importante para garantir às crianças e adolescentes o direito ao desenvolvimento saudável, ao convívio familiar e à participação de ambos os genitores em sua vida.

Como cidadão

* A Alienação Parental não é um problema somente dos genitores separados. É um problema social, que, silenciosamente, traz consequências nefastas para as gerações futuras.


LUTE CONTRA ESSA VIOLÊNCIA

O MUNDO NO COMBATE À SAP

Pais do mundo inteiro têm se organizado para lutarem em defesa de seus filhos, contra a Síndrome da Alienação Parental. Dados da organização Splintwo, estimam que mais de 20 milhões de crianças sofram esse tipo de violência.

Abaixo estão apenas alguns exemplos de sites no Brasil, Estados Unidos, Canadá, Chile, Argentina, México, Espanha, Suíça e Austrália.

APASE – Associação de Pais e Mães Separados
www.apase.org.br

Pais por Justiça
www.paisporjustica.com

Pai Legal
www.pailegal.net

SAP (Síndrome de Alienação Parental)
www.alienacaoparental.com.br

SOS Papai e Mamãe
www.sos-papai.org

Amor de Papá
www.amordepapa.org

Fact
www.fact.on.ca

Parental Alienation Awareness Organization
www.paawareness.org

SplitnTwo
www.splitntwo.com [Este link não está funcionando]

MCP
www.mcp-ge.org

As informações deste folder têm como base os trabalhos publicados por Richard Gardner, bem como dados disponíveis em bases de dados da Internet.

Transcrito em 1º de Setembro de 2009

“A Morte Inventada – Alienação Parental”

O título deste post é tirado do título de um importante documentário de longa metragem, feito (roteirizado e dirigido) por Alan Minas (produzido por Daniela Vitorino), lançado em Abril deste ano.

Veja o site do filme em:

http://www.amorteinventada.com.br

A caixinha do DVD descreve o filme da seguinte forma:

“O filme revela o drama de pais e filhos que tiveram seus elos rompidos por uma separação conjugal mal conduzida, vítimas da Alienação Parental. Os pais testemunham seus sentimentos diante da distância por anos de afastamento de seus filhos. Os filhos que na infância sofreram com esse tipo de abuso revelam de forma contundente como a AP interferiu em suas formações, em seus relacionamentos sociais, e, sobretudo, na relação com o genitor alienado. O filme também apresenta profissionais de Direito, Psicologia e Serviço Social, que discorrem sobre as causas, condições e soluções da questão”.

O filme recebeu apoio da Livraria Cultura, onde pode ser encontrado, tanto nas lojas como no site online:

Livraria Cultura [www.livrariacultura.com.br]

O preço é R$ 32,00. Vale plenamente o investimento.

Em São Paulo, 1º de Setembro de 2009

Alienação Parental – Vamos Combatê-la

1. A Causa

A Alienação Parental é problema muito sério – mais sério ainda porque pouco conhecido ou reconhecido como tal. Ela envolve pelo menos o Direito (da Família e da Infância), a Psicoterapia (Psicologia, Psiquiatria) e a Educação.

Acabei de criar, no FaceBook, uma “causa”: o combate à Alienação Parental, em suas múltiplas formas.

Uma “causa”, no FaceBook, é aquilo que o nome sugere: algo que você julga digno de alcançar e pelo qual se propõe lutar, convocando e regimentando para isso os seus amigos naquela Comunidade Virtual. No caso, o que julgo digno de alcançar é, em última instância, a extirpação da Alienação Parental.

Se você não tem certeza o que é isso, continue lendo, por favor.

O endereço da causa “Alienação Parental – Vamos Combatê-la” no FaceBook é:

http://apps.facebook.com/causes/345192/8183309?m=fb5a6ed7

Se você não faz parte da comunidade FaceBook, eu sugiro enfaticamente que venha a fazer parte. Basta clicar em:

http://www.facebook.com/

e seguir os passos indicados.

E, depois, de entrar no FaceBook, junte-se à causa do combate à Alienação Parental para conhecer melhor o problema e nos ajudar a extirpá-lo.

2. A Coisa

A Alienação Parental pode ser definida como um conjunto de atitudes e ações, por parte de um dos genitores, visando a alienar os filhos do outro genitor, depois de um processo de separação, em regra não consensual. Ela normalmente é praticada pelo genitor que não desejava a separação contra o genitor que resolveu sair do lar.

As atitudes e ações do genitor alienante têm como objetivo imediato romper os laços afetivos dos filhos com o outro genitor, criando, neles, fortes sentimentos de desafeição, desrespeito e até mesmo temor para com o genitor alienado. Esses sentimentos fazem com que os filhos sintam desconforto e ansiedade na presença do genitor alienado, quando estão juntos. (Na melhor das hipóteses, os filhos se sentem “culpados” por estarem sendo felizes junto do genitor que é acusado de “traição” e “abandono o lar”).

Mas muitas vezes a Alienação Parental envolve, por meios práticos e no plano jurídico (até mesmo através de acusações infundadas), tentativas de literalmente impedir a convivência do genitor alienado com os filhos. Acusações totalmente infundadas de abuso sexual por parte do genitor alienado, infelizmente, não são infreqüentes.

As consequências de longo prazo desse processo são o ódio ou a indiferença dos filhos para com um genitor, cujo único “crime” foi não desejar mais conviver com o outro genitor, mas que é descrito por este como alguém que abandonou os filhos. Assim, o genitor alienado é literalmente assassinado, do ponto de vista afetivo-relacional-psicológico, pelo outro. Como diz um importante documentário sobre o assunto, a Alienação Parental é um processo de “Morte Inventada”.

A Alienação Parental é um ato de violência – de violência psíquica e afetiva. Quando, pela ação de um genitor, o afeto e o respeito de seus filhos pelo outro genitor é destruído, temos um ato de violência psíquica e afetiva que atinge o genitor alienado, os seus filhos, e até mesmo o genitor alienador.

Quando alguém comete um assassinato, propriamente dito (digamos: um assassinato físico), ele mata e destrói a vida de uma pessoa e a vida daqueles que a amavam. Mas mata e destrói também algo importante em si mesmo. Ninguém é mais o mesmo, depois de assassinar um semelhante. Quando o assassinato se dá no seio daquilo que um dia foi uma família, os efeitos são mais funestos ainda.

Os efeitos não são menos funestos no caso do assassinato psíquico e afetivo envolvido na Alienação Parental.

O genitor alienado não é menos assassinado porque continua vivo, do ponto de vista físico. Privado do amor e do respeito dos filhos, por ação (consciente ou não) do ex-cônjuge, o genitor alienado vê morrer, dentro de si, um componente essencial de sua vida afetiva.

Mas os filhos também sofrem as conseqüências trágicas desse assassinato, e, psíquica e afetivamente, morrem um pouco (“secam por dentro”, como disse alguém) no processo. Os filhos têm uma propensão natural a amar e respeitar seus genitores. A educação (em casa, na comunidade, na igreja, na escola, nos meios de comunicação) reforça esse propensão. De repente, recebem uma pressão psicológica na direção contrária (pressão que raramente têm condições de resistir, pois ela provém do genitor supostamente vítima…) O genitor alienado é descrito como mau (pior: é pecador!), é acusado de ter traído o cônjuge, de ter abandonado os filhos, de não ter mais interesse neles…  Por meios sutis – ou não tanto – os filhos são levados a “desaprender” o que a propensão natural e o meio lhes havia ensinado: o amor e o respeito a um dos genitores. Esse processo é um processo de educação ao contrário, de verdadeira deseducação, de lavagem cerebral. Aquele que havia sido, até ali, objeto de amor e respeito, agora deve ser “despaternalizado”: desamado, desrespeitado, desobedecido – quando não ofendido, insultado, agredido… O carro ia correndo a 100 por hora – e, de repente, tenta-se engatar a marcha à ré… A caixa de câmbio estoura.

Não tenho simpatia pelo genitor alienador. Mas ele também sofre as conseqüências: torna-se uma pessoa pior do que era, do ponto de vista psíquico, afetivo, social. E pode sofrer conseqüências piores aindas. Apesar da pressão psicológica que sofrem do genitor alienador, os filhos crescem, começam a se interessar por investigar os fatos, começam a pensar por sí próprios, e, quando percebem que o genitor do qual foram levados a se afastar não é o monstro que o outro genitor os levou a crer que fosse, revoltam-se contra o genitor alienador. Há inúmeras evidências de casos em que, num dado momento, quando já mais crescidos e mais donos de seu nariz, os filhos revertem a opção que foram pressionados a adotar, alinham-se com o genitor alienado, contra o alienador. O feitiço, muitas vezes, se vira contra o feiticeiro. O tiro sai pela culatra.

Mas, apesar de a vida muitas vezes punir o genitor alienador dessa forma, o genitor alienado e os filhos nunca vão conseguir resgatar o tempo perdido. Podem, na melhor das hipóteses, reconstruir a relação – mas ficará sempre uma lacuna, um buraco, a lembrança dos Natais, dos aniversários, dos Dias das Mães / dos Pais não vividos juntos, dos passeios não tidos ou não usufruídos, dos carinhos não trocados… E a lacuna de um de seus geni
tores permanece – só que agora é do outro.

Enfim, a Alienação Parental é uma tragédia total. Ninguém sai ganhando quando ela acontece. Todos perdem. Uns, certamente, mais do que outros. Mas todos perdem.

Por isso, empenhe-se em conhecer melhor o que é a Alienação Parental e como combatê-la.

3. Mais Recursos

Além do site da causa no FaceBook, sugiro os seguintes sites:

SAP – Síndrome da Alienação Parental
[www.alienacaoparental.com.br]

Instituto Brasileiro de Direito de Família
[www.ibdfam.org.br]

Associação de Pais e Mães Separados
[www.apase.org.br]

Pais por Justiça: Pai/Mãe, não desista de mim…
[www.paisporjustica.com]

SOS – Papai e Mamãe!
[www.sos-papai.org]

Split in Two
[www.splitntwo.com]

A Alienação Parental tem sido, historicamente, mais praticada pelas mães contra os pais, do que vice-versa. Isso se reflete no endereço de algumas associações. Mais recentemente, porém, têm se registrado casos escabrosos em que o genitor alienante é o pai. Nestes casos, a Alienação Parental se torna mais um caso, e um caso muito triste, de violência contra a mulher.

Em São Paulo, 1º de Setembro de 2009