Jaborice, o mais novo neologismo

Acabo de criar um novo termo: jaborice. Seu significado é simples: uma jaborice é uma burrice que apenas a ignorância de Arnaldo Jabor pode conceber.

Tenho uma perfeita ilustração do uso do termo, retirada do comentário do próprio Arnaldo Jabor na CBN hoje (27 de setembro de 2005). Comentando a triste sorte de New Orleans, vítima do segundo furacão em poucos dias, sorte essa que ele insiste em considerar responsabilidade do presidente Bush e dos republicanos, ele disse que a maior contribuição que os Estados Unidos deram ao mundo foi o jazz. Sic. Literalmente isso. Sem tirar nem pôr.

Antes de dizer mais nada, esclareço que sou um amante do jazz e dos blues, músicas tipicamente negras. Mas entre admirar o gênero, como muitos o fazem, e afirmar que o jazz é a maior contribuição dos Estados Unidos ao mundo vai uma distância tremenda.

E a noção de um estado de direito, fundamentado nos direitos individuais reconhecidos na Constituição, tão bem defendida por Thomas Jefferson?

E a noção de uma “Carta de Direitos” (“Bill of Rights”) do indivíduo, que proíbe o estado de infringir esses direitos, tão bem defendida por Thomas Jefferson?

E a noção da separação dos poderes, que limita o poder do governo através de “checks and balances”, mais uma vez defendida por James Madison?

E a noção de que mesmo o indivíduo mais humilde pode ascender aos postos mais altos da nação, na esfera política, econômica, e cultural, tão bem ilustrada por tantos que foram “from rags to power, riches and fame”?

E as grandes invenções dos grandes inventores americanos?

E as grandes descobertas científicas realizadas nos Estados Unidos, ainda que por pesquisadores de outras nacionalidades, tantas vezes reconhecidas com um Prêmio Nobel?

O Jabor de vez em quando diz alguma coisa interessante. Pena é que, para ouvir uma das coisas interessantes que de vez em quando tem a dizer, tenhamos de ouvir tanta jaborice.

Em Campinas, 27 de setembro de 2005

  1. Saudações, achei seu blog por acaso… Qualquer um que não gosta de Jabor deve ter um bom cérebro :), portanto dei uma olhada no seu blog…Você consegue citar um exemplo de alguém que foi totalmente "from rags to rich"? Sinceramente, sou bastante cético com relação à qualquer conceito estadunidense, para ver porquê basta observar a geração do sonho americano.Outro detalhe: Sobre centros de pesquisa, a grande maioria dos centros tem fomento e material humano vindo de fora dos EUA! Os EUA servem apenas como aglomerador de pesquisas, não fornece o material para as mesmas… E quando fornece, são pesquisas confessadamente viesadas (vou procurar, posso até citar fontes de onde retiro a informação deste parágrafo)!Ah, e o site do Instituto Von Mises não é Liberal, é neutro! Tem muito material liberal lá, mas a essência é neutra…

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  2. Direitos? Como se explica entao as prisoes de pessoas "suspeitas" de suposto envolvimento com terrorismo. Prender sem ter base, fundamento, motivo relevante, e enfiar as pesoas em Guantanamo, sem falar dos abusos em Abul Graib? Isso nao e arbritario, e leis que favorecem "advogados de porta de cadeia" numa fabrica de processos indenizatorios. Ha tempos a liberdade individual nao e levada em a serio nos EUA. Jabor exagerou, deve ter dito isso no calor dos sentimentos, mas dai a dizer que EUA e exemplo de liberdade, de legislacao, agora e vc quem cometeu uma Eduarice.

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