Metadiscussão da presente discussão do aborto

Resolvi entrar, de certo modo e até certo ponto, na presente discussão do aborto. Mas vou fazê-lo pela via indireta, trazendo à discussão três artigos, de autores que eu normalmente aprecio bastante: Contardo Calligaris (que conheci pessoalmente em um congresso realizado em Bento Gonçalves, há algum tempo), Hélio Schwartsman e Carlos Heitor Cony. Os três artigos apareceram na Folha de S. Paulo de ontem, mas eu só os li agora de madrugada.

Antes, um preâmbulo para justificar o meu título. Não vou discutir o aborto. Vou discutir a discussão do aborto. Por isso, o que farei aqui (e o que os três autores fazem em seus textos) é uma metadiscussão da atual discussão do aborto, não é realmente uma discussão do aborto.

Quero ressaltar cinco passagens: duas do artigo do Calligaris, duas do artigo do Schwartsman, e uma do artigo do Cony. (Ressalte-se que o psicanalista no artigo de Calligaris é, certamente, ele próprio).

Os dois pontos que me parecem importante no artigo do Calligaris são:

1)  Mesmo em contextos em que a questão do aborto é discutida academicamente, em geral de forma racional e desapaixonada, por pessoas favoráveis e contrárias (erroneamente chamadas de “pro escolha” e “pro vida”) ao aborto, é muito difícil chegar a uma conclusão clara e inequívoca que possa convencer ou persuadir a outra parte. Como diz Calligaris, esse tipo de discussão em geral não chega a conclusão alguma.

A razão por que essa discussão não chega a conclusão alguma me parece evidente. Ela envolve diversos tipos de questões:

* Questões conceituais ou filosóficas – epistemológicas (o que é a vida, quando ela começa, o que é a consciência, quando ela surge, o que é uma pessoa, quando é que algumas células se tornam uma pessoa?);

* Questões fáticas ou científicas (como as discutidas no caso de anencefalia, nas quais a minha amiga, e bióloga, Lenise Garcia, professora de microbiologia na Universidade de Brasília e católica praticante, membro do Opus Dei, vive se envolvendo);

* Questões filosóficas – éticas (o que é moralmente certo e errado, com base em que critério se decidem essas coisas?);

* Questões religiosas – teológicas (quando é que um erro moral é também pecado, há pecados que são mais sérios do que os outros, toda e qualquer forma de colocar um fim não natural à vida, como no aborto, na eutanásia, na ortotanásia, etc., é sempre pecado?).

As respostas a essas questões, quando dadas em contextos acadêmicos, em que a discussão se dá (ou deveria se dar) de forma racional e desapaixonada, em geral são qualificadas, cheias de nuances e semitons. Por isso é muito difícil chegar a uma conclusão clara e inequívoca acerca da questão do aborto e de outras questões equivalentes, mesmo quando elas são discutidas nesse tipo de contexto.

2) Diz Calligaris, no segundo ponto que resolvi ressaltar: “uma eleição é o pior momento para debater qualquer questão que seja. Numa eleição, as pessoas precisam ser a favor ou contra”. E, acrescente-se, numa eleição, os ânimos e as paixões estão exacerbados, por fatores que vão muito além daqueles que influem numa discussão acadêmica. Aqui as pessoas querem ganhar a eleição – e as pessoas (os eleitores, os entrevistadores) em geral esperam respostas claras e inequívocas de seus candidatos: sim ou não? Por isso, a discussão é qualquer coisa menos racional e desapaixonada.

3) O primeiro ponto que quero discutir do artigo de Schwartsman é o seguinte: Se a discussão de questões complexas, cujas respostas, em contextos acadêmicos, são forçosamente qualificadas, nuanceadas, semitonadas, é complicada no contexto de uma eleição, quando essas questões envolvem componentes religiosos e teológicos, a discussão se complica talvez além do gerenciável e o resultado da discussão fica além do ponderável. Discussões puramente teológicas, em Faculdades de Ciências de Religião ou em Seminários, ainda podem ser conduzidas num clima racional e desapaixonado. Mas discussões entre fiéis, entre crentes, são outra coisa. E discussões entre fiéis e crentes, de um lado, e gente que não crê, do outro lado, no contexto de uma eleição, são quase impossíveis. Os fiéis e crentes em geral esperam respostas inequívocas, claras e distintas, do tipo sim ou não. Os políticos, em condições normais, fogem desse tipo de resposta. Mas, no contexto da eleição, não conseguem fugir.

Eis o que diz Schwartsman: “As dificuldades surgem quando a religião se torna a justificativa para posições inegociáveis. Ao pautar a política por uma lógica espiritual, que opera com conceitos como o de pecado, o discurso religioso introduz absolutos morais em questões que não podem ser tratadas de forma dogmática ou maniqueísta sem negar a própria política. . . . Enquanto uma lei positiva se justifica por sua racionalidade, comporta gradações e pode ser objeto de negociação, o pecado, por ter sido definido por uma autoridade incontestável, vem na forma de pacotes inegociáveis. A própria lei de aborto, de 1940, é um exemplo. Ela veda o procedimento, mas prevê exceções (risco de vida para a mãe e estupro) que não são admissíveis na lógica puramente religiosa.”

Perfeito. Não tenho o que acrescentar. Só ilustro.

“O senhor acredita em Deus?” perguntou o Boris Casoy ao Fernando Henrique antes da eleição para prefeito municipal de São Paulo, contra o Jânio. O FHC, acadêmico de boa estirpe, mas, naquela ocasião, político inexperiente, hesitou, gaguejou, e não respondeu de forma clara e inequívoca. Ficou em generalidades e evasivas. O resultado todos conhecemos. O Jânio ganhou, embora estivesse atrás nas pesquisas (fato que levou FHC até a se sentar na cadeira do Prefeito, então ocupada por seu correligionário Mario Covas). É por isso que políticos experientes em geral não discutem essas questões, se podem evitar – especialmente quando são candidatos. Mas é difícil evitar, quando se tem de responder a uma pergunta direta e inesperada.

“A senhora acredita em Deus?”, perguntou à Dilma o Datena, em um vídeo no YouTube. Ela respondeu algo mais ou menos assim: “Acredito em uma força superior. Mas acredito acima de tudo na Deusa-Mulher, Nossa Senhora”. Complicado, não? Sim ou não? Deusa-mulher? Nem os católicos dizem que Nossa Senhora é deusa – dizem que é mãe de Deus. Os protestantes não dizem nem isso.

4) O ponto que quero discutir do artigo do Cony é o seguinte: Serra em geral sai melhor nesse contexto, por uma razão simples. É político mais experiente.

Eis o que diz o Cony:

“Acompanho emocionado o grau de religiosidade que baixou nos dois candidatos. Vi as fotos de Serra beijando um terço e de Dilma fazendo o sinal da cruz durante a missa na Basílica de Aparecida, que ambos visitaram para homenagear a padroeira do Brasil. A Constituição federal e os bons costumes permitem a prática de qualquer religião, inclusive a prática de não ter religião nenhuma, como é o caso do cronista, que teve uma estrada de Damasco às avessas.

Vamos aos fatos e às lendas. Num filme de John Ford (“O Homem que Matou o Facínora”), o editor do jornal aconselha ao seu redator: ‘Se há um fato e uma lenda, publique a lenda’.

A lenda não atinge o Zé Serra, que provavelmente já visitou o santuário em outras ocasiões, como governador do Estado. E nunca se marcou por uma atitude pública contrária aos valores religiosos. O mesmo não acontece com Dilma, que tem um passado de militante petista próxima à periferia marxista, que sempre considerou a religião como o ópio do povo.”

Fim da citação.

Acrescente-se que a Dilma não é política experiente. Por isso, já fez declarações claras e inequívocas, antes de ser candidata, e algumas extremamente obscuras, que não enganam ninguém, depois de sê-lo.

Sendo esses os fatos, não é difícil de entender por que a candidatura do Serra cresce e a da Dilma cai – aos poucos, mas claramente, e que a questão do aborto provavelmente tem algo que ver com isso.

5) Por fim, o segundo ponto do artigo do Schwartsman: Que os fiéis e crentes queiram saber o ponto de vista dos candidatos sobre questões que lhes interessam, e que pautem seus votos pelas respostas dos candidatos, é algo perfeitamente natural e legítimo. Isso não quer dizer que o Brasil esteja se transformando em uma “república fundamentalista”, como alguém acusou.

Diz o Schwartsman:

“Não que religiosos não devam opinar. Na democracia, clérigos são livres para pregar o que bem desejarem e eleitores só devem satisfações do voto a suas consciências. Na verdade, seria impossível pedir às pessoas que não levem em conta seus valores (às vezes amparados em ensinamentos teológicos) na hora de fazer suas escolhas.”

Acho que é isso, por enquanto.

Eis os três artigos.

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http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1410201024.htm

Folha de S. Paulo

14 de Outubro de 2010

CONTARDO CALLIGARIS

A favor ou contra?

É o pior momento para argumentar, porque, numa eleição, as pessoas precisam ser a favor ou ser contra

NO QUE prometia ser um belo dia de primavera de meados dos anos 1970 em Paris, um jovem psicanalista trabalhava no plantão de uma enfermaria psiquiátrica.
Considerando a exiguidade do salário que ele recebia, seria mais correto dizer que ele estagiava. De qualquer forma, ele não estava ali pelo dinheiro, mas para enriquecer sua experiência dos caminhos pelos quais a gente enlouquece e sofre.

O jovem psicanalista estava sempre disposto a topar uma parada que pudesse lhe ensinar algo novo. Naquele dia, embora esta não fosse sua atribuição, ele, com um psiquiatra e dois enfermeiros, embarcou na ambulância que respondia a um chamado da polícia do bairro 13. O comissariado recebera o telefonema angustiadíssimo de um homem que acabava de encontrar sua mulher e sua filha de um jeito que não conseguia descrever, mas que, ele gritava, não era normal.

A ambulância chegou antes dos policiais. O marido, desculpando-se por não ter a coragem de voltar lá dentro, apontou na direção da porta do banheiro do apartamento.

O jovem psicanalista foi o primeiro a entrar e descobriu uma jovem mulher, deitada nua na banheira, cantando feliz enquanto brincava com seu bebê na água. A jovem mulher não pareceu perceber a chegada do estranho e o jovem psicanalista se deu conta de que o bebê era curiosamente inerte, rígido e branco: ele estava morto há tempo.

O jovem psicanalista nunca esqueceria o corpinho que ele apertou contra si, como se houvesse uma chance de esquentá-lo de volta para a vida.

Engravidar e dar à luz (apesar de ser o cotidiano da espécie) são experiências tão extremas que elas podem enlouquecer algumas mulheres, em geral temporariamente, logo após o parto.

A internação da mulher de nossa história durou pouco: ela foi declarada não imputável por razão de insanidade e recuperou a dita sanidade rapidamente.
Durante sua internação, soube-se que, dois anos antes, um irmão do bebê morto na banheira também tinha falecido, aos três meses, de morte súbita e inexplicada. A equipe do hospital se perguntou: não seria legítimo esterilizar compulsoriamente as mulheres que matassem seus bebês numa psicose desencadeada pelo parto? De fato, existe um risco estatístico de recidiva caso elas deem à luz outra vez.

A discussão não chegou a conclusão alguma; ficou suspensa entre o respeito pela esperança de uma mãe que quer tentar uma nova gravidez, a dificuldade de garantir o direito à vida dos nascituros e nossa incapacidade de prever, prevenir e intervir a tempo. Pouco importa, pois nisto eu acredito mesmo: todas as discussões que valem a pena são inconclusas.

Bastante tempo depois, o jovem psicanalista, que não trabalhava mais naquele hospital, recebeu um telefonema do psiquiatra que estivera com ele na ambulância. A jovem mulher da banheira pedira uma consulta na mesma enfermaria onde ela fora internada dois anos antes: ela estava grávida e queria saber se corria o risco de enlouquecer de novo e assassinar seu bebê no berço. Que ela perguntasse era um bom sinal, mas insuficiente para responder com segurança. O que fazer? Encorajá-la a abortar ou a apostar que nada aconteceria? Quem sabe sugerir que levasse a gravidez a termo e se engajasse a entregar o bebê, na hora do parto, para a assistência pública?

Não sei a resposta certa e é por isso que me lembrei dessa história.

Uma eleição é o pior momento para debater qualquer questão que seja. Numa eleição, as pessoas precisam ser a favor ou contra.

Ora, as pretensas discussões entre “a favor” e “contra” me inspiram o mesmo mal-estar que sinto quando assisto a uma cena de violência. Faz sentido porque, nessas discussões, ninguém argumenta, cada um apenas reafirma abstratamente sua identificação: em “eu sou a favor” e “eu sou contra”, o que mais importa é reforçar o “eu”. Com isso, inevitavelmente essas discussões menosprezam, atropelam e violentam a vida concreta de todos.

Depois desse preâmbulo, talvez eu consiga, numa coluna futura, escrever sobre a questão do aborto. Enquanto isso, eis uma leitura que recomendo a todos os que preferem pensar a gritar: “O Drama do Aborto: Em Busca de um Consenso”, de dois médicos, A. Faúndes e J. Barzelatto (Komedi). Sobre o tema, talvez esse seja o escrito mais honesto, menos tendencioso e mais generoso que já li.

ccalligari@uol.com.br

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http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1410201003.htm

Folha de S. Paulo

14 de Outubro de 2010

HÉLIO SCHWARTSMAN

Liturgia de campanha

SÃO PAULO – Não deixa de ser um pequeno milagre: mesmo sem ter desempenhado papel determinante na votação presidencial, a religião ganhou momento e passou a definir a liturgia da campanha.

É conveniente para todos. Padres e pastores posam de grandes eleitores, Dilma abafa um pouco o caso Erenice e Serra pode continuar sonhando com o advento sobrenatural que subtrairá votos à petista.

Institucionalmente, porém, a transubstanciação da campanha em concurso de coroinhas é algo a lamentar. Não que religiosos não devam opinar. Na democracia, clérigos são livres para pregar o que bem desejarem e eleitores só devem satisfações do voto a suas consciências. Na verdade, seria impossível pedir às pessoas que não levem em conta seus valores (às vezes amparados em ensinamentos teológicos) na hora de fazer suas escolhas.

As dificuldades surgem quando a religião se torna a justificativa para posições inegociáveis. Ao pautar a política por uma lógica espiritual, que opera com conceitos como o de pecado, o discurso religioso introduz absolutos morais em questões que não podem ser tratadas de forma dogmática ou maniqueísta sem negar a própria política.

Enquanto uma lei positiva se justifica por sua racionalidade, comporta gradações e pode ser objeto de negociação, o pecado, por ter sido definido por uma autoridade incontestável, vem na forma de pacotes inegociáveis. A própria lei de aborto, de 1940, é um exemplo. Ela veda o procedimento, mas prevê exceções (risco de vida para a mãe e estupro) que não são admissíveis na lógica puramente religiosa.

Utilizar absolutos na política -religiosos ou ideológicos- é ruim porque eles a descaracterizam como instância de mediação de conflitos. O remédio contra isso, como já intuíram no século 18 os “philosophes” do Iluminismo francês e os “founding fathers” dos EUA, é a separação Estado-igreja. É essa linha que fica meio borrada com a introdução da fé na corrida eleitoral.

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http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1410201005.htm

Folha de S. Paulo

14 de Outubro de 2010

CARLOS HEITOR CONY

Estrada de Damasco

RIO DE JANEIRO – Doutores da alma humana garantiram que nunca é tarde para a conversão súbita. O caso mais famoso foi o de Saul de Tarso, que caiu literalmente do cavalo na estrada de Damasco e se transformou em são Paulo, apóstolo dos gentios e nome de um Estado da Federação brasileira.

Acompanho emocionado o grau de religiosidade que baixou nos dois candidatos. Vi as fotos de Serra beijando um terço e de Dilma fazendo o sinal da cruz durante a missa na Basílica de Aparecida, que ambos visitaram para homenagear a padroeira do Brasil. A Constituição federal e os bons costumes permitem a prática de qualquer religião, inclusive a prática de não ter religião nenhuma, como é o caso do cronista, que teve uma estrada de Damasco às avessas.

Vamos aos fatos e às lendas. Num filme de John Ford (“O Homem que Matou o Facínora”), o editor do jornal aconselha ao seu redator: “Se há um fato e uma lenda, publique a lenda”.

A lenda não atinge o Zé Serra, que provavelmente já visitou o santuário em outras ocasiões, como governador do Estado. E nunca se marcou por uma atitude pública contrária aos valores religiosos. O mesmo não acontece com Dilma, que tem um passado de militante petista próxima à periferia marxista, que sempre considerou a religião como o ópio do povo.

Os tempos mudam, e nós mudamos com o tempo, disse Lotário 1º, imperador do Ocidente -parece também uma citação do poeta Virgílio. Nada demais que, às vésperas da eleição presidencial, num país em que a maioria do povo tem uma religião qualquer, os candidatos procurem demonstrar que também cultivam uma fé e cumprem os seus ritos básicos. Tudo bem.

FHC comeu uma buchada de bode durante sua campanha, cerimônia menos light e de difícil digestão.

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Em São Paulo, 15 de Outubro de 2010



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  2. Sou a favor do aborto, desde que seja realizado com segurança. Aqui no Brasil acho isso meio difícil pois o SUS não estar dando conta de atender nem mesmo aos mais necessitados em casos de extrema urgencia, em todo caso sempre se tem um geitinho para essas coisas, seja com medicamentos, chás enfim… Milhares de mulheres sofrem hemorragias graves ao tentar alto induzir medicamentos abortivos sem orientações escpecificas.
    Deixo aqui meu contato para quem realmente estar precisando de ajuda com esclarecimentos sobre chás, medicamentos abortivos, clinicas etc..

    e-mail/msn: maisa.vendas@gmail.com

    Pode entrar em contato comigo terei imenso prazer em tirar todas as sua dúvidas.

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