Como se comportar em um encontro familiar de fim de ano: dicas e sugestões

Nas festas de fim de ano muita gente vai participar de almoços e jantares familiares, em que encontrará um monte de parentes que nunca viu antes.

Aqui vão algumas recomendações que retirei e adaptei de um interessante artigo que encontrei referenciado no Facebook. Brasileiro é mais relaxado, e tende a chamar todos os que não são avós, pais, irmãos e filhos de tios ou primos. Por isso, simplifiquei e tupiniquizei as recomendações, eliminando a complexa tabela de relações de parentesco que o texto original em Inglês possuía. Se estiver interessado nela, clique no link ao final.

Antes de ir ao almoço ou ao jantar, tente conhecer os ramos básicos de sua família.

  1. Você provavelmente já conhece bem os seus avós — os pais de seus pais. Nenhum problema aqui.
  2. Você também provavelmente já conhece bem os irmãos (de forma politicamente incorreta, uso os termos no sentido genérico de “irmãos e irmãs”) de seus pais — os seus tios. Eles são, naturalmente, como os seus pais, filhos de seus avós.
  3. Você também provavelmente já conhece bem os filhos de seus tios — os seus primos.

Agora começa a área complicada.

  1. Primeiro problema. Quem são os cônjuges, companheiros ou namorados de seus tios. O negócio é desafiante, hoje em dia, em que as pessoas trocam de cônjuges, companheiros e namorados com razoável frequência — e esses cônjuges, companheiros e namorados nem sempre são de sexo diferente da pessoa com quem estão.
  2. Segundo problema. O fato de haver uma criança de cor ou feição bem diferente da sua entre os presentes não quer dizer que não seja seu primo: pode ser adotado. Pode também ser um filho avulso, fora de contrato, de algum tio seu. Isso hoje é também frequente.
  3. Terceiro problema: A complicação maior está nos tios de seus pais – aqueles filhos de seus avós que não são seus pais. Eles são seus tios–avós — mas chame-os de tios, ok? Tente descobrir seus nomes, os nomes de seus cônjuges, companheiros e namorados (pouco provável essa última hipótese, porque essa turma é mais velha — mas não é impossível), e os nomes de seus filhos. Chame essas pessoas de primos, esquecendo as tecnicalidades das árvores genealógicas.

Agora, recomendações de outro tipo.

  • Faça amizade com a pessoa mais velha do grupo. Ela provavelmente conhece todo mundo, sabe quem é casado (etc.) com quem, quem é filho (ou equivalente) de quem, e conhece histórias deliciosas sobre cada um. Algumas picantes.
  • Convença-se de que você não é o centro do universo e que a maioria das pessoas com quem você vai ter de conversar está interessada apenas em si mesma e não em você. Se você tentar falar de você, em poucos minutos a notícia correrá o encontro e ninguém mais vai quer falar com você. Se você for bom ouvinte, porém, todos vão estar interessados em contar sua história para você — e pode haver até mesmo disputa para decidir quem vai sentar do seu lado na hora de se assentar à mesa. E você aumentará o seu repertório de informações e histórias sobre os seus parentes. Isso sempre é útil. Believe me.
  • Com o conhecimento adquirido, ajude os outros a descobrir quem são as pessoas que eles não conhecem. Eles lhes ficarão eternamente gratos — e concluirão que sua memória é uma coisa incrível, e sua gentileza, idem.
  • Não converse sobre política, esporte ou religião. Se alguém falar mal da Dilma perto de você, dê um leve sorriso que não compromete — pode haver um importante parente petista prestando atenção que pode ser útil quando você precisar de um empréstimo na Caixa Econômica. O mesmo vale se alguém fizer uma gozação com um corintiano ou um pobre palmeirense. Se houver um corintiano ou palmeirense por perto olhe para eles com um sorriso solidário que faça com que eles fiquem achando que você também é corintiano ou palmeirense. Quando alguém começar a falar sobre religião, faça de conta que você vai acudir uma criança que está com problema e saia de perto.
  • Ao final, pegue um papel e anote os e-mails ou endereços do Facebook de todo mundo. Não custa nada e eles vão achar que você gostou deles e quer se corresponder. Você sai ganhando (mesmo que não se corresponda com eles e não faça um pedido de amizade no Face.
  • Divirta-se. Todo mundo gosta de divertir-se e, se você não estiver se divertindo, todo mundo imediatamente percebe — e ninguém gosta de gente que não se diverte e não é divertido.

Agora que você tem essas sugestões todas, seja um sucesso na festa. Você será lembrado sempre que houver uma.

[Adaptado de http://www.ijreview.com/2014/11/208819-chart-explains-2nd-cousins-removed/]

Em São Paulo, 1 de Dezembro de 2014

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