Meu livro avança…

Mudei o título do livro que estou escrevendo, que passa a ser BREVE HISTÓRIA DO PRESBITERIANISMO AMERICANO, VISTO DA ÓTICA DA CONTROVÉRSIA FUNDAMENTALISTA-MODERNISTA. Investi tanto na Pré-História e nos Antecedentes da Controvérsia, que o livro se tornou uma história, ainda que sucinta, do Presbiterianismo Americano.

O esboço está todo pronto e cerca de 80 páginas estão redigidas. Precisarei de, no mínimo, outro tanto.

O livro se baseia num trabalho que redigi em 1967-1968, quando fazia o Mestrado nos Estados Unidos, sobre a Controvérsia Fundamentalista-Modernista na Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos.

Eu estava encafifado, naquela época, pela seguinte questão: Por que os Fundamentalistas ganharam a briga na Igreja Presbiteriana do Brasil e a perderam fragrorosamente dentro da Igreja-Mãe, a Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos?

A questão que me preocupava pode ter uma redação um pouco diferente. Por que eu, um presbiteriano de nascença, filho de pastor presbiteriano, fui, aqui, escurraçado, em 1966, do Seminário Presbiteriano de Campinas, pertencente à Igreja Presbiteriana do Brasil, e, lá, em 1967, fui acolhido pelo Seminário Teológico de Pittsburgh, da Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos. Aqui eu recebi ordem para, em uma semana, retirar todos os meus pertences do meu quarto no Dormitório do Seminário. Lá recebi bolsa completa por três anos, apartamento mobiliado, ajuda para livros, etc. e, por fim, bolsa para fazer o Doutorado. E lá era totalmente desconhecido, não tinha parentes na igreja, não tinha conhecidos na administração da igreja…

Por que os modernistas ganharam nos EUA e perderam aqui, na IPB? Por que lá o Fundamentalismo virtualmente deixou de existir dentro das principais igrejas presbiterianas, refugiando-se em minúsculas denominações, e, aqui, o Fundamentalismo ainda dá as cartas.

Sei que muitos pastores da Igreja Presbiteriana do Brasil não se consideram fundamentalistas, entre eles meu amigo e irmão Guilhermino Cunha​… Estou disposto a admitir que nem todos os sejam. Mas a diferença com a Igreja Presbiteriana americana é enorme — e com a Igreja Presbiteriana Independente, aqui do Brasil, da qual sou membro hoje, também.

Os Presbiterianos Americanos começaram o século passado divididos em quatro denominações relativamente grande: os Presbiterianos do Norte, os Presbiterianos do Sul, os Presbiterianos Cumberland, e os Presbiterianos Unidos. Ao final do século, essas quatro grandes denominações eram uma só, haviam se reunificado, e constituído uma igreja de cerca de 2 milhões de membros, que tinha uma confissão nova, que havia passado a considerar a Confissão de Westminster como apenas uma referência histórica, que ordenava mulheres, que estava engajada em trabalho ecumênico com outras igrejas cristãs, etc. Lá não se recua diante da discussão da aceitação de casamentos gays e mesmo da ordenação de pastores de orientação homossexual.

Aqui no Brasil, a Igreja Presbiteriana do Brasil começou o século 20 como uma igreja, em 1903 passou a ser duas, em 1986, três, sem contar as divisões menos significativas do ponto de vista numérico. Planos não há sequer para discutir uma reaproximação — quanto mais para discutir as outras coisas que a sua congênere americana já discutiu e aprovou.

No meu livro procuro encontrar respostas para essas e outras questões.

Em Salto, 4 de Junho de 2015.

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