Tamanho máximo do cabelo masculino socialista

Olhem no que dá o socialismo comunista:

"Segundo a BBC, em reportagem carregada de ironia, a Coréia do Norte iniciou ‘um ataque intensivo de mídia contra seu mais recente arqui-inimigo: o corte errado de cabelo’. A televisão estatal expõe – até entrevista – cidadãos que considera maus exemplos, em contraste com bons exemplos no ‘estilo de vida socialista’. Recomenda no máximo cinco centímetros para os fios de cabelos, mas permite aos homens com mais de 50 anos até sete centímetros, para cobrir a calvície."

(Seção "Toda Mídia", de Nelson de Sá, na Folha de 10/1/2005).

O governo socialista-comunista da Coréia do Norte, que controla a propriedade dos meios de produção no país, controla as mídias, controla a religião, etc., resolveu controlar agora o tamanho máximo do cabelo dos homens: cinco centímetros — podendo chegar a sete em homens de mais de 50 anos com tendência à calvície.

E tem gente que ainda acha esse sistema sério.

Cortland, OH, 10 de janeiro de 2005

Centenário do nascimento de Ayn Rand

No dia 2 de Fevereiro próximo — ou seja, daqui a exatamente um mês — todos os amantes da liberdade comemoraremos o centenário do nascimento de Ayn Rand — Alissa Zinovievna Rosenbaum, ao nascer. Nascida em São Petersburgo, Russia, em 2005, Rand emigrou para os Estados Unidos em 1926, quando tinha 21 anos – e nunca mais viu sua família.

Nos Estados Unidos, acabou se tornando uma das maiores romancistas e uma das maiores filósofas do século XX.

Sugiro que visitem o meu site www.aynrand.com.br.

Cortland, OH, 02 de Janeiro de 2005

A desejada morte de Fidel Castro e a proximidade da liberdade em Cuba

Numa de minhas listas de discussão (livremente@yahoogrupos.com.br – vr. também www.livremente.net) foi levantada a questão da morte de Fidel Castro e da libertação de Cuba, a propósito de uma mensagem de bons augúrios para o ano novo, que eu enviei, desejando que, entre outras coisas, Fidel Castro morresse em 2005 e o povo cubano alcançasse liberdade.

Retrucou-se, de um lado, que o desejo de que Fidel Castro morresse seria tipicamente um desejo americano. Meu amigo Antonio Morales afirmou isso.

Retrucou-se, de outro lado, que a morte de Fidel Castro poderia não trazer a libertação tão desejada, dentro e fora da ilha, do povo cubano. Minha amiga Lenise Garcia levantou essa possibilidade.

Eu respondi às duas observações no texto que segue.

1) O desejo de que o liberticida Fidel Castro passe desta para pior não é exclusivamente americano: é o desejo inequívoco de todos amantes da liberdade. É claro que o povo americano, amante da liberdade que é, comunga desse desejo — como o faço eu, brasileiro de nascimento e transnacional por vocação e escolha.

2) Não tenho dúvida de que, com a morte do serial killer Fidel Castro, a ditadura cubana se esmoronará. Poucos regimes liberticidas sobrevivem à morte de seu principal avalista. A população cubana, estou certo, anseia pela liberdade — só não tomando as providências necessárias para antecipá-la por puro medo. Mas quando a morte de Fidel for anunciada, ou descoberta, ou executada, haverá uma explosão de manifestações populares a favor da liberdade nas ruas, internamente — e uma pressão externa, oriunda dos cubanos da Flórida, irresistível. Cuba já não vive hoje sem o dinheiro dos cubanos em diáspora. Morto o tirano, ninguém os segura mais fora do seu país. Vão levar os dólares acumulados para investir no país.

No nível do emocional, gostaria de ver Castro derrubado, de dentro, e fuzilado no “paredón”, para experimentar o próprio remédio que ele tornou famoso. Mas isso poderia iniciar um novo ciclo de violência. No nível do racional, prefiro que ele morra um morte rápida, à vista de todos (durante um discurso, por exemplo), para não dar para esconderem a sua morte enquanto tramam sua sucessão. E prefiro que dentro de poucas horas os cubanos do exterior desembarquem na ilha numa festa de liberdade, e que as estátuas de Fidel tenham o mesmo destino das de Lenin.

Cortland, OH, 02 de Janeiro de 2005

Ajuda às vítimas da tragédia na Ásia

Escrevo em 30/12/2004, penúltimo dia do ano de 2004.

Sem dúvida o terremoto que aconteceu recentemente na Ásia, seguido da invasão de vários países por ondas oceânicas gigantescas, que ficaram conhecidas como tsunamis, e que causou um número de mortes cuja estimativa parece a cada hora aumentar, é algo consternador, e é um tributo à generosidade da raça humana ver a mobilização de indivíduos e organizações privadas para ajudar as vítimas que sobreviveram ou os sobreviventes das vítimas que não tiveram tanta sorte.

Não acredito, porém, que governos democráticos, pelo menos os dois países não atingidos,  tenham o direito de fazer contribuições em dinheiro ou espécie para os países atingidos ou seus cidadãos.

Governos não geram riquezas. Toda a riqueza do mundo é produzida por indivíduos ou organizações produtivas de bens ou serviços. Governos vivem do dinheiro que conseguem arrancar, através de taxação, dos habitantes de seus territórios ou das atividades exercidas nesses territórios (ainda que por agentes estrangeiros). As chamadas organizações multilaterais (as do sistema das Nações Unidas e outras) vivem das contribuições que lhes fazem os países membros. Fundações e ONGs são financiadas por indivíduos produtivos ou por empresas. É evidente que a única fonte de riqueza são indivíduos e empresas (organizações produtivas).

Países democráticos deveriam levar a sério o princípio de que o dinheiro que o governo arrecada por impostos não é dele — é dos cidadãos que pagam esses impostos. Por isso, ao contemplar qualquer taxação, o governo deveria, primeiro, esclarecer aos cidadãos sobre os quais o imposto irá recair os princípios que, se aprovado o imposto, iriam reger sua cobrança e aplicação: quem iria arcar com ele, e em quanto, e para que seria usado aquele recurso. Com essas informações, a população atingida teria de decidir, caso a caso, se concordava ou não com a taxação pretendida. Mais ou menos como acontece em alguns condados dos Estados Unidos, como expliquei em mensagem anterior neste blog. Se a população atingida estiver de acordo com o uso pretendido do imposto, e com o valor e a duração de sua cobrança, irá pagá-lo sem reclamar. Se não estiver, o governo estará proibido de cobrá-lo. Ponto final. Tertium non datur.

O governo não é dono do dinheiro arrecadado por impostos. Por isso não pode dispor dele como dá na cabeça dos governantes de plantão. Nem o Lula, nem o Bush, nem nenhum outro governante de país democrático, tem o direito de pegar o dinheiro arrecadado de seus cidadãos pagantes de impostos e doá-lo a outros países e/ou a seus cidadãos, por maior que seja a necessidade destes e por mais nobre que seja ajudá-los. O direito à propriedade significa que só os donos do dinheiro podem dispor dele, podem decidir os usos que serão dados a esse dinheiro.

Pessoas físicas e organizações produtivas podem e devem fazer isso — as empresas, caso seus acionistas, ou quem claramente os represente, esteja de acordo. Não governos.

É fácil, mas não correto, ser generoso com o dinheiro alheio.

Recentemente, quando Lula viajou para alguns países da África, fez generosidade com o dinheiro alheio. Doou até laboratórios de computadores para crianças do Gabão, creio — país governado por um ditador de cuja longevidade no poder Lula declarou ter inveja. O dinheiro para fazer essa generosidade não era dele. Se ele desse os laboratórios com a aposentadoria de perseguido pelo regime militar que recebe, teria sido menos ilegítimo — mas nem mesmo essa aposentadoria, paga em parte com o meu dinheiro, eu considero legítima: eu nunca concordei com ela nem fui instado a me manifestar.

Cortland, OH, 30 de Dezembro de 2004