A desejada morte de Fidel Castro e a proximidade da liberdade em Cuba

Numa de minhas listas de discussão (livremente@yahoogrupos.com.br – vr. também www.livremente.net) foi levantada a questão da morte de Fidel Castro e da libertação de Cuba, a propósito de uma mensagem de bons augúrios para o ano novo, que eu enviei, desejando que, entre outras coisas, Fidel Castro morresse em 2005 e o povo cubano alcançasse liberdade.

Retrucou-se, de um lado, que o desejo de que Fidel Castro morresse seria tipicamente um desejo americano. Meu amigo Antonio Morales afirmou isso.

Retrucou-se, de outro lado, que a morte de Fidel Castro poderia não trazer a libertação tão desejada, dentro e fora da ilha, do povo cubano. Minha amiga Lenise Garcia levantou essa possibilidade.

Eu respondi às duas observações no texto que segue.

1) O desejo de que o liberticida Fidel Castro passe desta para pior não é exclusivamente americano: é o desejo inequívoco de todos amantes da liberdade. É claro que o povo americano, amante da liberdade que é, comunga desse desejo — como o faço eu, brasileiro de nascimento e transnacional por vocação e escolha.

2) Não tenho dúvida de que, com a morte do serial killer Fidel Castro, a ditadura cubana se esmoronará. Poucos regimes liberticidas sobrevivem à morte de seu principal avalista. A população cubana, estou certo, anseia pela liberdade — só não tomando as providências necessárias para antecipá-la por puro medo. Mas quando a morte de Fidel for anunciada, ou descoberta, ou executada, haverá uma explosão de manifestações populares a favor da liberdade nas ruas, internamente — e uma pressão externa, oriunda dos cubanos da Flórida, irresistível. Cuba já não vive hoje sem o dinheiro dos cubanos em diáspora. Morto o tirano, ninguém os segura mais fora do seu país. Vão levar os dólares acumulados para investir no país.

No nível do emocional, gostaria de ver Castro derrubado, de dentro, e fuzilado no "paredón", para experimentar o próprio remédio que ele tornou famoso. Mas isso poderia iniciar um novo ciclo de violência. No nível do racional, prefiro que ele morra um morte rápida, à vista de todos (durante um discurso, por exemplo), para não dar para esconderem a sua morte enquanto tramam sua sucessão. E prefiro que dentro de poucas horas os cubanos do exterior desembarquem na ilha numa festa de liberdade, e que as estátuas de Fidel tenham o mesmo destino das de Lenin.

Cortland, OH, 02 de Janeiro de 2005

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