“Por que não se Resolve a Desigualdade Social no Mundo?”

Na rede social do LinkedIn o Instituto Ethos pergunta: “Por que não se resolve a desigualdade social no mundo?” [visto em 7-4-2014].

Respondi, no LinkedIn e no Facebook, para onde copiei a pergunta:

“Porque o único jeito de resolve-la é tornando todo mundo pobre — e há muita gente que não quer ficar pobre só para que todo mundo fique igual do ponto de vista socioeconômico… Achem um jeito de tornar todo mundo rico que ninguém se oporá à igualdade social.”

Alguém comentou, no Facebook:

“A partir dessa premissa, então deixa tudo como está para ver como é que fica?”

Respondi com os quatro parágrafos que seguem:

“O problema de desigualdade é um falso problema. Ele sempre vai existir — exceto, até certo ponto, em ambientes socialistas totalitários, em que todo mundo fica pobre, EXCETO os encarregados de equalizar as condições socioeconômicas dos outros… Estes sempre se tornam diferenciados, socioeconomicamente. Eles seguem o ditado popular: “Quem parte e reparte e não fica com a melhor parte ou é tolo ou não tem arte”.

O problema real é o da pobreza — mais ainda, o da miséria. Quanto a esse, muito pode e deve ser feito. Mas reduzir a pobreza e eliminar a miséria só é possível com a receita anti-igualitária: a receita liberal na economia, i.e., com um choque capitalista. Nessa sociedade alguns vão ficar podres de rico, é verdade. Mas a miséria desaparece. (A esquerda se nega a admitir, porque fica levantanto o padrão de pobreza ou miséria – a ponto de, em alguns países, se afirmar que o percentual de pobres cresce, embora o limitar da pobreza seja 2.500 dólares. Neste caso, não é a pobreza que cresce: possivelmente seja a desigualdade).

Nessa sociedade liberal-capitalista é preciso haver redes de proteção para emergências: um grande desastre natural, por exemplo. Nos demais casos, a filantropia privada, voluntária, resolve. Nela não há esses “cash handouts” (que chamamos de bolsas): desembolsos de dinheiro que desincentivam o trabalho.

Hoje li, também na rede social do LinkedIn, que estamos vivendo, aqui no Brasil, em uma sociedade de quase pleno emprego. É mentira. Há mais de 60 milhões de brasileiros que deveriam ser considerados desempregados mas não são, porque não estão procurando emprego (e a metodologia diz que é desempregado quem procura emprego e não acha). Esses, que não procuram emprego, são os beneficiários das diversas bolsas. Eles literalmente não trabalham: vivem de renda. Como sua ambição maior não é deixar de ser pobre, mas, sim, deixar de trabalhar, estão contentes: nem procuram trabalho.”

Em São Paulo, 7 de Abril de 2014

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