SPFC: Dentre os Grandes, És o Primeiro

[Se você leu este artigo antes de 26/2/2006, leia de novo: ele contém dados atualizados e dados adicionais]

[Nota: um leitor chamado Anselmo corrigiu a seguinte passagem: “O Santos e o Internacional de Porto Alegre têm, cada um deles, dois campeonatos da Copa Intercontinental (Santos: 1962 e 1963; Internacional: 1964 e 1965), copa que foi a antecessora da Copa Toyota, agora assumida pela FIFA (que teve início em 1980).” Ele me informou de que “Internacional”, no caso, não é “o” de Porto Alegre, mas “a” de Milão. Agradeço a correção. EC]

Por incrível que pareça, há gente que duvida que a afirmação citada no título, retirada do hino oficial do São Paulo Futebol Clube (SPFC), seja verdadeira. Meu objetivo neste artigo é provar, para sempre, que, tomando como base o ano de 2005, ano em que o Tricolor foi Campeão Paulista, Campeão das Américas e Campeão do Mundo, a afirmação expressa a mais pura verdade.

Começo com o mais evidente: nenhum time brasileiro foi três vezes Campeão do Mundo e três vezes Campeão das Américas. O SPFC detém essa glória, tendo-a obtido nos campeonatos de 1992, 1993 e 2005. Dos brasileiros (que são os que mais importa considerar) o Flamengo foi Campeão do Mundo em 1981 e o Grêmio em 1983. O Santos e o Internacional de Porto Alegre têm, cada um deles, dois campeonatos da Copa Intercontinental (Santos: 1962 e 1963; Internacional: 1964 e 1965), copa que foi a antecessora da Copa Toyota, agora assumida pela FIFA (que teve início em 1980). Mesmo incluindo os times estrangeiros, nenhum ganhou três vezes a Copa Toyota: só o SPFC. (Boca Juniors, Nacional, Real Madrid e Milan foram três vezes campeões, mas apenas se somarmos a Copa Toyota e a Copa Intercontinental.

Só para deixar claro: ninguém, mas ninguém mesmo, considera o Corinthians Campeão do Mundo em 2000 (a não ser os simplórios corinthianos). Naquele ano o campeão foi o Boca Juniors (que ganhava a Copa Toyota pela segunda vez). Nem a FIFA, em 2005, em que passou a oficial participar da Copa Toyota, listou o Corinthians como Campeão do Mundo. Aquele campeonatinho foi uma excrescência.

No que diz respeito à Copa das Américas (Copa Libertadores da América), que foi disputada pela primeira vez em 1960, o SPFC é, mais uma vez, o melhor dentre os brasileiros – mas perde para argentinos e uruguaios e empata com um paraguaio. Entre os brasileiros, o SPFC foi campeão três vezes, o Cruzeiro, o Grêmio e o Santos, duas vezes, o Vasco, o Flamengo e o Palmeiras, uma vez. O Corinthians, registre-se, nenhuma. (Aqui já fica evidente porque o chamado campeonato mundial do Corinthians é uma piada: ele nunca ganhou a Libertadores, que, para todos os fins, é pré-condição para disputar o Campeonato Mundial.)

O maior ganhador da Copa das Américas é o Independiente (Argentina), que a ganhou sete vezes; depois vem o Boca Juniors (Argentina) e o Peñarol (Uruguai), com cinco vezes, e o Olímpia (Paraguai) que, como o SPFC, ganhou três vezes.

Cumpre registrar que os times brasileiros não disputaram a Copa das Américas em 1966, 1969, e 1970, alegando excessiva violência no torneio.

Não é preciso registrar que o SPFC é campeão da Taça CONMEBOL, da Taça dos Campeões (duas vezes), e de inúmeros outros torneios internacionais menores.

O Campeonato Brasileiro é o único campeonato em que o SPFC perde para alguns concorrentes brasileiros – dois dos quais os principais concorrentes paulistas. O Campeonato Brasileiro teve início em 1971 – e nos 35 anos que vão de 1971 até 2005 o Flamengo foi campeão cinco vezes (embora uma vez, em 1987, compartilhando com o Sport do Recife), o Vasco, o Corinthians e o Palmeiras foram campeões quatro vezes, e o SPFC três vezes (1977, 1986 e 1991), honra que compartilha com o Internacional-RS. Vantagem pequena para os dois desafetos paulistas – que é plenamente compensada pelo desempenho do SPFC nos campeonatos internacionais.

Agora vamos ao Campeonato Paulista, o mais complicado de contar, porque existe há mais tempo e os diversos times que disputam a glória de ser o maior Campeão Paulista de todos os tempos foram fundados em épocas diferentes e, com exceção do Corinthians, sofreram mudança de nome. Além disso, houve anos em que havia mais de uma federação no futebol paulista: a LPF (Liga Paulista de Futebol) e a APEA (Associação Paulista de Esportes Atléticos), que prevaleceu até 1940, a FPF (Federação Paulista de Futebol) tendo passado a se responsabilizar pelo Campeonato Paulista a partir de 1941. Assim, de 1913 a 1916 houve dois campeões, um em cada liga. O Corinthians, por exemplo, foi Campeão Paulista em 1914 e 1916 pela LFP, mas não pela APEA, que foi a que prevaleceu. No entanto, esses dois campeonatos são contados normalmente em favor do Corinthians…

Mas vejamos a data da fundação dos clubes.

O Sport Club Corinthians Paulista foi fundado em 1910 (1º de Setembro). Nunca mudou de nome. Fez, portanto, em 2005, noventa e cinco anos.

O Palmeiras foi fundado, como Societá Palestra Itália, em 1914 (26 de Agosto), tendo mudado seu nome para Sociedade Esportiva Palmeiras subseqüentemente. Ninguém aparentemente questiona que o Palmeiras e Palestra devem somar os campeonatos ganhos. O time fez, portanto, em 2005, 91 anos.

O São Paulo foi fundado em 1930 e refundado em 1935. Há gente que considera a data da fundação do Tricolor como 1930 e há quem considere a data 1935. A data considerada oficial é 1935. Mas vou levar em conta essa divergência – e, também, uma outra, não tão freqüentemente citada: a de que a data de fundação do SPFC seja 1900… Logo, o SPFC tem, em 2005, setenta e cinco, ou setenta anos, ou cento e cinco anos, conforme se decida contar.

Contando os campeonatos em que houve um outro campeão ao lado dele, na federação concorrente, o Corinthians foi Campeão Paulista 25 vezes.

Contando o tempo em que era Societá Palestra Itália, o Palmeiras foi Campeão Paulista 21 vezes (8 como Palestra Itália e 13 como Palmeiras).

O SPFC foi Campeão Paulista 20 vezes, se sua data de criação for considerada 1935, e 21 vezes, se a data for definida como 1930 (foi campeão em 1931, um ano depois de fundado; no ano de fundação foi vice-campeão).

Não é justo, porém, comparar o desempenho desses três clubes de idades tão diferentes. O justo é dividir o número de campeonatos vencidos pela idade do clube.

Para levar em conta as duas datas atribuídas à fundação do SPFC, destacarei o período de 1930 a 1934. Nesses cinco anos, o Corinthians foi campeão uma vez (1930), o SPFC foi campeão uma vez (1931) e o Palestra Itália foi campeão três vezes (1932, 1933, 1934).

Considerando 1930 como a data de fundação do SPFC, se dividirmos os 21 campeonatos paulistas vencidos pelo clube pelos 75 anos de idade do clube temos a média de 0,28. Se for considerada a data de 1935 para a fundação (que é a data considerada oficial), a situação é melhor ainda. temos de retirar o campeonato de 1931 da conta, mas, em compensação, 20 campeonatos divididos por 70 anos dá a média 0,2857. Para sermos absolutamente rigorosos, devemos dividir 20 por 69, porque a fundação oficial do clube se deu em 16 de dezembro de 1935 – o ano de 1935, portanto, não conta. A média dá 0,2898.

Se tomarmos os 25 campeonatos do Corinthians e dividirmos por 95 anos de idade, temos a média de 0,2631. Se tomarmos os 21 campeonatos do Palestra/Palmeiras e dividirmos por 91 anos de idade, temos 0,23.

Quod erat demonstrandum.

Mas a questão é ainda mais favorável para o Tricolor. Se considerarmos o Departamento de Futebol do Clube Atlético Paulistano como o antecessor do SPFC, que é um fato indiscutível, a data de fundação do clube passa a ser 1900 (29 de Dezembro) – mas temos de acrescentar nada menos do que onze Campeonatos Paulistas ao portfólio do SPFC! Ele terá, então, 32 campeonatos, que dividido por 105 anos dá uma média de 0,3047: quase um Campeonato Paulista a cada três anos. (Na verdade a média é 0,3077, porque o ano de 1900 não deve ser contado, visto que a fundação se deu no antepenúltimo dia do ano).

Mas ainda há mais: na fundação do SPFC de 1930 (26 de janeiro), foi aproveitado não só o Departamento de Futebol do Clube Atlético Paulistano como o elenco da Associação Atlética Palmeiras. Na realidade, as cores preto, branco e vermelho do SPFC se explicam assim: o vermelho vem do Paulistano, cujo brasão era vermelho, o preto vem do Palmeiras (não confundir, por favor), cujo brasão era preto, e o branco vem do fato de que tanto o brasão do Paulistano como o do Palmeiras possuíam fundo branco. O brasão e o uniforme principal (na época único) do SPFC de 1930 (o chamado, carinhosamente, de “São Paulo da Floresta”) eram idênticos ao brasão e ao uniforme principal de hoje, tendo o brasão sido desenhado pelo célebre Walter Ostrich.

(O fato de o Clube Atlético Paulistano continuar a existir até hoje, como uma entidade separada, não elimina o fato de que em 1930 fechou o seu Departamento de Futebol, que foi absorvido quase in totum pelo SPFC. Até o hino do SPFC reconhece o vínculo quando afirma “Trazes glórias luminosas do Paulistano imortal”. Na verdade, o hino também reconhece o vínculo com o SPFC de 1930, o chamado “São Paulo da Floresta”, que tinha o mesmo brasão e o mesmo uniforme, quando afirma: “Da Floresta também trazes um brilho tradicional”. Oportunamente, o SPFC fundado em 1935 absorveu também o Departamento de Futebol do Clube de Regatas Tietê. Como se vê, o SPFC incorpora a melhor tradição paulistana.)

É preciso registrar, por fim, algumas opiniões independentes (os dados sendo tirados do insuperável São Paulo: Dentre os Grandes, és o Primeiro, de Conrado Giacomini (Ediouro, Rio de Janeiro, 2005):

A) O SPFC é o clube que mais cedeu jogadores para a Seleção Brasileira em Copas do Mundo (38).

B) O SPFC teve jogadores na Seleção Brasileira em todas as Copas do Mundo realizadas depois da Segunda Guerra.

C) O SPFC é o clube brasileiro que mais cedeu jogadores à Seleção Brasileira quando ela foi Campeã do Mundo (1958, 1962, 1970, 1994, 2002).

D) O SPFC é o maior carrasco dos técnicos do Corinthians: nada menos do 13 treinadores corinthianos foram mandados embora ou pediram demissão depois de uma derrota do time para o SPFC.

E) O SPFC é o time brasileiro mais bem colocado no Ranking Internacional de Clubes da Folha de S. Paulo (SPFC, 560;pontos; Santos, 320; Cruzeiro, 260; Grêmio, 250; Palmeiras, 230; Flamengo, 180; Vasco, 140; Corinthians, 80; Atlético, 50; Internacional-RS, 40; São Caetano, 40). [26/2/2006: Dados atualizados até 2005, gentileza de Conrado Giacomini]

F) O SPFC é o time brasileiro mais bem colocado no ranking da CONMEBOL (SPFC, 702 pontos; Cruzeiro, 565; Grêmio, 457; Santos, 434; Flamengo, 418; Palmeiras, 391; Vasco, 267; Corinthians, 242; Atlético-MG, 175; Internacional-RS, 128) [26/2/2006: Dados atualizados até 2005, gentileza de Conrado Giacomini].

G) O SPFC é o líder no Ranking dos Clubes no Campeonato Brasileiro (SPFC, 153 pontos; Corinthians, 145; Atlético-MG, 143; Palmeiras, 138; Internacional-RS, 137; Cruzeiro, 118; Grêmio, 115; Santos, 109; Vasco, 105, Flamengo, 101) [26/2/2006: Os dados de 2005 já estão incluídos, gentileza de Conrado Giacomini. O critério é: campeão, 10 pontos; vice, 9; terceiro colocado, 8; e assim por diante, até o décimo colocado, que ganha um ponto].

H) O SPFC é o time que mais marcou gols na história do Campeonato Brasileiro. Corinthians e Palmeiras não estão nem entre os cinco primeiros.

I) O Real Madrid, por muitos considerado o melhor time do mundo, nunca ganhou do SPFC em sete jogos entre os dois times (cinco vitórias do Tricolor, inclusive uma acachapante por 4×0, em Madrid, e dois empates).

É preciso dizer mais???

Fontes:

Conrado Giacomini, São Paulo: Dentre os Grandes, és o Primeiro (Ediouro, Rio de Janeiro, 2005)

Tom Cardoso e Roberto Rockmann, O Marechal da Vitória: Uma História de Rádio, TV e Futebol (A Girafa, São Paulo, 2005)

Revista Lance! São Paulo, a Torcida que Mais Cresce (Série L! Grandes Clubes, São Paulo, 2005)

Internet – vários sites

Por fim, meus times dos sonhos (só de são-paulinos), por ordem de preferência, no esquema 4-3-3:

TIME A:

Rogério Ceni; Cicinho, Oscar, Dario Pereyra e Leonardo; Falcão, Kaká e Raí; Muller, Careca, e Zé Sérgio.

TIME B:

Poy; De Sordi, Mauro, Bauer e Noronha; Sastre, Friedenreich, e Zizinho; Maurinho, Leônidas, e Canhoteiro.

TIME C:

Valdir Perez; Zé Teodoro, Bellini, Ricardo Rocha, e Nelsinho; Márcio Araújo, Pedro Rocha e Dino; Palhinha, Gino, e Teixeirinha.

TIME D:

Zetti; Cafu, Ronaldão, Antonio Carlos e Júnior; Toninho Cerezo, Gérson, e Pita; Silas, Serginho Chulapa, e Denílson.

Há algum outro time brasileiro capaz de proporcionar quatro Seleções Brasileiras desse calibre? Quem vocês tirariam do time A para colocar Ronaldo, Ronaldinho e Robinho?

Em Salto, 21 de Fevereiro de 2006

POST SCRIPTUM:

Além de prover as atualizações já incluídas no texto, Conrado Giacomini teve a gentileza de me enviar dados adicionais que serão incluídos na terceira edição do seu livro:

O São Paulo é o líder do tradicional Ranking Histórico dos clubes brasileiros, que o jornal Folha de São Paulo atualiza ano a ano. Com os três títulos de 2005, ultrapassamos Palmeiras e Flamengo:

1. São Paulo: 804 pontos
2. Palmeiras: 778
3. Flamengo: 755
4. Corinthians: 680
5. Vasco: 658
6. Santos: 645
7. Cruzeiro – 633
8. Grêmio: 587
9. Fluminense: 532
10. Internacional-RS: 476

O São Paulo também é o líder do Ranking Histórico elaborado pela revista PLACAR

1. São Paulo: 327 pontos
2. Flamengo: 318
3. Santos: 312
4. Palmeiras: 309
5. Grêmio: 282
6. Corinthians: 279
6. Cruzeiro: 279
8. Vasco: 254
9. Fluminense: 219
10. Internacional-RS: 205

Em Salto, 26 de Fevereiro de 2006

A alegria do futebol

Até os oito anos e meio morei nos cafundós do Paraná onde nem tomava conhecimento de futebol profissional. Foi só quando me mudei para Santo André, em março de 1952, que comecei a me interessar por acompanhar jogos no rádio. No ano seguinte passei a torcer pelo São Paulo – que se tornou campeão paulista em 1953, derrotando o Santos na Vila Belmiro no dia 29/12 [* Vide Correções no final].

A escalação do São Paulo naquele jogo, se bem me lembro, foi: Poy, De Sordi e Mauro; Pé de Valsa, Bauer e Alfredo; Maurinho, Dino, Gino, Albella e Teixeirinha [* Vide Correções no final]. Esquema? Será que havia esquema naquela época? Se havia, deve ter sido 1-2-3-5: um goleiro, dois zagueiros (um à direita e outro à esquerda), três meios-de-campo (o centro médio, que  fazia as vezes também de zagueiro central, o médio à esquerda e o médio à direita), e cinco atacantes (dois pontas, um à direita e outro à esquerda, dois meias, um à direita e outro à esquerda, e o centro avante. Os jogos de pebolim ainda preservam esse “esquema”: um goleiro, dois zagueiros, três médios e cinco atacantes.

[Não sei por que o zagueiro (ou beque, como se dizia então) e o médio eram “direitos” mas o ponta era “direita” (assim no feminino). Se alguém tiver uma luz sobre isso, apreciaria se me comunicasse.]

Resolvi escrever sobre isso por causa da alegria que me causou ver o primeiro tempo do jogo do Brasil com o Chile ontem. Que jogo bonito! Quanta habilidade no gramado (no lado brasileiro). O “quadrado” brasileiro, composto por Cacá, Robinho, Ronaldo (o “fenômeno”) e Adriano (o “imperador”) jogou como se fosse um sonho. Eles não fizeram mais gols porque não quiseram. No finzinho do jogo, só para mostrar que, querendo, fariam um outro, o fizeram.

Mas a beleza que foi o jogo criou um aparente problema para o Parreira. Ronaldinho (o “melhor do mundo” no ano passado) não jogou, porque estava suspenso. Agora, terminada a suspensão, quem sai, para ele entrar? Cacá é, de certo modo, a alma do time (sou meio “partisan” aqui, porque para mim ele ainda é são-paulino). Robinho é o grande artista, com pedaladas, chapéus e lençóis. Ronaldo, bem, é Ronaldo. Robinho o chama de “Presidente” (embora o termo hoje tenha conotação dúbia, graças ao Lulla). E Adriano não tem como deixar fora do time: é ele quem faz os gols, afinal de contas.

Tostão, na Folha de hoje (5/9/2005), lastima que o “quadrado” não possa virar um “pentágono”. Li outros artigos que asseguram que um pentágono não daria certo. Não sei por quê. No meu tempo, que eu me dê conta, os times tinham, como ataque, um pentágono: cinco caras. O Brasil ganhou a copa da Suécia com um pentágono: Garrincha, Didi, Vavá, Pelé e Zagalo. Zagalo era ponta mas fazia também o meio de campo… No México ganhou com outro pentágono: Jairzinho, Gerson, Tostão, Pelé e Rivelino. Está aí: Rivelino na ponta “à esquerda”…

Pra mim, o ataque da seleção de 2006 está definido: Cacá, Adriano, Ronaldo, Robinho e Ronaldinho Gaúcho. Cacá e Ronaldinho Gaúcho vindo de trás, Ronaldo e Adriano na frente, para arrematar, e Robinho azucrinando os adversários. O ataque está aí: sem tirar nem pôr. Só não vê quem não quer. Para completar: no meio de campo, Cicinho, Emerson (operando também como zagueiro central), e Roberto Carlos — Cicinho e Roberto Carlos voltando para marcar atrás; zagueiros: Alex (o Lúcio de vez em quando dá medo) e Juan. No gol, pode ficar o Dida (se bem que eu prefira o Rogério Ceni).

Olhem só que belo time: Dida, Alex e Juan; Cicinho, Emerson e Roberto Carlos; Cacá, Adriano, Ronaldo, Robinho e Ronaldinho Gaúcho.

Alguém bate esse time??? Pode ser — num momento de azar ou absoluta falta de inspiração do time brasileiro (como aconteceu com a Seleção Brasileira de 1982 — que, entretanto, na minha opinião, não era tão boa quanto esta). Mas não em uma competição estendida.

Brasil – zil, zil, zil, zil… Agora são 180 milhões torcendo — o dobro de 1970. Isso deve valer alguma coisa também.

[* Correções accrescentadas em 20050923: Vim a descobrir, posteriormente, que errei a data do jogo do São Paulo com o Santos e um jogador na escalação do São Paulo. A data do jogo foi 24/1/1954. Na escalação, Dino não jogou — sendo substituído por Negri, que usou a camisa 10, ficando Albella com a camisa 8. Os gols do São Paulo foram de Maurinho, Albella e Negri. Corrigi a informação a partir do livro São Paulo: Dentre os Grandes, És o Primeiro, de Conrado Giacomini, Ediouro, Rio de Janeiro, 2005, p.106. O livro é uma verdadeira “Bíblia Sagrada” do torcedor são-paulino. Imperdível. A propósito: O verdadeiro campeão do Quarto Centenário de São Paulo foi o SPFC, que conquistou o título um dia antes do aniversário da cidade!!!]

Em Campinas, 5 de setembro de 2005.