Ética marxista

Há uma revista, que tem o título de Crítica Marxista (www.unicamp.br/cemarx/criticamarxista/), publicada pelo Centro de Estudos Marxistas (www.unicamp.br/cemarx), que tem por objetivo a "difusão e discussão da produção intelectual marxista em sua diversidade, bem como de intervenção no debate e na luta teórica em curso".

Eis o endereço da revista, conforme fornecido no site dela (que é dentro do site da UNICAMP):

REVISTA CRÍTICA MARXISTA
Centro de Estudos Marxistas (cemarx)
Cidade Universitária Zeferino Vaz
Distrito de Barão Geraldo
Caixa Postal 6110
13083-970 – Campinas – SP
Brasil
Tel. (0xx19) 3788-1639
Email: cemarx@unicamp.br

Pelo jeito o centro e a revista usam espaço físico, eletricidade, água, telefone e e-mail da UNICAMP. Isto é: os impostos dos paulistas pagam pela operação do Centro que publica a revista. A sede do Centro de Estudos Marxistas é num edifício que pertence ao governo do Estado de São Paulo. O espaço vem com luz, água e esgoto. Provavelmente é pessoal de limpeza pago pela UNICAMP que cuida da limpeza do espaço do centro. Seu email é um email oficial da UNICAMP. Seu site está dentro do site da UNICAMP. O telefone do centro é um ramal do PABX da UNICAMP (acabei de confirmar, ligando para lá).

E depois há marxista que critica o uso de bens ou recursos públicos para fins privados, quanto este é feito por não-marxistas.

Mas isso é compreensível. Os marxistas têm um conjunto de princípios para julgar e criticar os outros, os não-marxistas. E um só princípio para si próprios: o princípio de que o fim de promover a revolução comunista justifica qualquer meio.

Sérgio Lessa, professor de Filosofia da Universidade Federal do Alagoes, e um dos membros do Comitê Editorial da revista "Crítica Marxista" do "Centro de Estudos Marxistas", tem um artigo, com o título "Marxismo, Ética e Política Revolucionária", também no site da UNICAMP (http://www.unicamp.br/cemarx/criticamarxista/D_SLessa.pdf), em que afirma:

"… No mundo burguês [i.e., no mundo em que vivemos no Brasil], a política revolucionária … não passa do exercício do poder do homem sobre o homem. … Neste sentido, pode ser tudo menos o exercício da ética. [Até chegar à "emancipação humana", objeto da "práxis revolucionária"] "a efetivação da ética como uma dimensão da vida cotidiana é uma impossibilidade … completa".

Está tudo explicado. Os marxistas defendem a tese de que a ética na política revolucionária, feita para derrubar "a sociedade burguesa", é uma "impossibilidade completa". A ética só voltaria a ter vigência depois de a práxis revolucionária ter transformado a sociedade burguesa na sociedade sem classes.

Os marxistas se justificam afirmando que a burguesia faz política sem ética — só para defender a propriedade privada. Logo, eles, marxistas, estão justificados em suspender a ética em sua luta revolucionário. Simples e fácil. Nessa luta deixam de respeitar não só a propriedade privada de pessoas físicas e jurídicas: desrespeitam, em seu próprio benefício, os bens públicos — como são aqueles da Universidade Estadual de Campinas — sustentados com os impostos de uma maioria que não é marxista e rejeita explicitamente o marxismo, como já ficou sobejamente demonstrado.

A revista Crítica Marxista tem o seguinte Comitê Editorial:

Andréia Galvão – Universidade Estadual de Campinas (agalvao@unicamp.br)
Armando Boito Jr. – Universidade Estadual de Campinas (boito@uol.com.br)
Caio Navarro de Toledo – Universidade Estadual de Campinas (cntoledo@terra.com.br)
Décio Saes – Universidade Metodista de São Paulo (mdsaes@uol.com.br)
Hector Benoit – Universidade Estadual de Campinas hbenoit@uol.com.br
Isabel Maria Loureiro – Univerisdade Estadual Paulista (mbdolive@usp.br)
Jorge Grespan – Universidade de São Paulo
João Quartim de Moraes – Universidade Estadual de Campinas (quatis@uol.com.br)
João Roberto Martins Filho – Universidade Federal de São Carlos (djrm@power.ufscar.br)
Luciano Cavini Martorano – Instituto Universitário de Pesquisa do Rio de Janeiro
Patrícia Vieira Trópia – Pontifícia Universidade Católica de Campinas (tropia@uol.com.br)
Sérgio Lessa – Universidade Federal de Alagoas (sl@fapeal.br)

O último listado é o autor do artigo citado acima.

O Conselho Editorial tem até vários mortos (Edgard Carone, Florestan Fernandes, Maurício Tragtenberg, Nelson Werneck Sodré) que continuam a participar do Conselho "in memoriam". Emir Sader, o morto vivo, que acha que vive num país que está do avesso, sem perceber que quem está do avesso é ele, faz parte do conselho também. Eis a lista completa do conselho:

Adalberto Paranhos – Universidade Federal de Uberlândia
Adriana Doyle Portugal – socióloga
Altamiro Borges – jornalista
Andréia Galvão – socióloga
Aldo Durán Gil – cientista político
Amarilio Ferreira Junior – UFScar
Arlete Moisés Rodrigues – Universidade Estadual de Campinas
Augusto Buonicore – historiador
Carlos César Almendra – Fundação Santo André
Carlos Zacarias Júnior – Universidade Estadual da Bahia
Ciro Flamarion Cardoso – Universidade Federal Fluminense
Claudinei Coletti – sociólogo
Clovis Moura – in memoriam
Duarte Pereira – jornalista
Edgard Carone – in memoriam
Edilson José Graciolli – Universidade Federal de Uberlândia
Emir Sader – Universidade de São Paulo
Elisiário Andrade – Universidade Católica de Salvador
Eurelino Coelho – Universidade Estadual de Feira de Santana
Ester Vaisman – Universidade Federal de Minas Gerais
Fernando Novais – Universidade Estadual de Campinas
Fernando Ponte de Sousa – Universidade Federal de Santa Catarina
Flávio de Castro – sociólogo
Florestan Fernandes – in memoriam
Francisco Foot Hardman – Universidade Estadual de Campinas
Francisco Farias – Universidade Federal do Piauí
Francisco José Teixeira – Universidade Estadual do Ceará
Franklin Oliveria – historiador
Genildo Ferreira da Silva – Universidade Federal da Bahia
Gildásio Santana Jr. – Universidade Estadual da Bahia, Vitória da Conquista
Guilherme Cavalheiro Dias Filho – Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Hector Saint-Pierre – Universidade Estadual Paulista
Hermenegildo Bastos – Universidade Nacional de Brasília (DF)
Iná Camargo – Universidade de São Paulo
Isaac Akcelrud – in memoriam
Ivo Tonet – Universidade Federal de Alagoas
Jacob Gorender – historiador
Jesus José Ranieri – Universidade Estadual de Campinas
João Francisco Tidei de Lima – Universidade Estadual Paulista
Jorge Grespan – Universidade de São Paulo
Jorge Miglioli – Universidade Estadual Paulista
Jorge Novoa – Universidade Federal da Bahia
José Carlos Ruy – jornalista
José Corrêa Leite – jornalista
José Francisco Xarão – professor de filosofia
José Luís Soares – sociólogo
José Roberto Zan – Universidade Estadual de Campinas
Leda Maria de Oliveira Rodrigues – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Lelita Oliveira Benoit – Universidade Metodista de São Paulo
Lígia Maria Osório – Universidade Estadual de Campinas
Luciano Martorano – sociólogo
Marcelo Ridenti – Universidade Estadual de Campinas
Marcos Del Roio – Universidade Estadual Paulista
Maria Elisa Cevasco – Universidade de São Paulo
Maria Orlanda Pinassi – Universidade Estadual Paulista
Mario José de Lima – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Marisa Lajolo – Universidade Estadual de Campinas
Marly Vianna – Universidade Federal de São Carlos
Maurício Chalfin Coutinho – Universidade Estadual de Campinas
Maurício Tragtenberg – in memoriam
Mauro C. B. de Moura – Universidade Federal da Bahia
Muniz Ferreira – Universidade Federal da Bahia
Nelson Prado Alves Pinto – Universidade Estadual de Campinas
Nelson Werneck Sodré – in memoriam
Noela Invernizzi – socióloga
Osvaldo Coggiola – Universidade de São Paulo
Paulo Denisar Vasconcelos Fraga – Universidade Regional do Nordeste do RS (Unijui)
Paulo Martinez – Universidade Estadual Paulista
Pedro Paulo Funari – Universidade Estadual de Campinas
Pedro Vicente da Costa Sobrinho – Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Raimundo Jorge Nascimento de Jesus – Universidade Federal do Pará
Regina Maneschy – socióloga
Renato Monseff Perissinotto – Universidade Federal do Paraná
Rosa Maria Marques – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Rosa Maria Vieira – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Sérgio Braga – Universidade Federal do Paraná
Sérgio Prieb – Universidade Federal de Santa Maria, RS
Sílvio Costa – Universidade Católica de Goiás
Sílvio Frank Alem – in memoriam
Tania Pellegrini – Universidade Federal de São Carlos
Valério Arcary – historiador
Virgínia Fontes – Universidade Federal Fluminense
Wolfgang Leo Maar – Universidade Federal de São Carlos
Zilda Márcia Gricoli Iokoi – Universidade de São Paulo

É isso, por enquanto.

Em Campinas, 31 de agosto de 2005

  1. Olá!!! O seu spaces está muito bem feito!!Parabéns!!Estou procurando um amigo virtual… Você quer ser esse meu amigo? De onde você é? Ah, isso não importa! sua aparência também não, Não importa que você não seja um ótimo digitador. E também não precisa saber tudo sobre computadores. Meu amigo virtual só precisa ter um coração real. não pode se esquecer de me mandar um montão de e-mails… Nem esquecer de responder os e-mails que eu mandar… Tem que se lembrar de mandar-me uma página de mensagens eletrônica nos momentos difíceis… e nos alegres também! Meu amigo virtual não pode se esquecer que eu sou gente real e que tenho um grande coração. Tudo isso é para você: O meu grande amigo Virtual!! Telminha

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  2. O Sr. Eduardo Chaves deveria medir suas palavras ao tratar desta questão. Não exatamente por perseguir o marxismo como fez o Senador norte-americano McCarthy nos anos 60. Deveria medir suas palavras pois ocupa um importante cargo na nova-em-folha Secretaria de Ensino Superior do Estado de São Paulo. No mínimo o Sr. Eduardo Chaves não sabe a dimensão que suas palavras podem tomar. Suas palavras exalam o amargo perfume do autoritarismo, da intolerância e da perseguição política estúpida dos anos da Guerra-Fria e da ditadura militar. No conforto de seu lar, Sr. Eduardo Chaves, você pode criticar os marxistas à vontade. Quando seu cachorro fizer xixi no lugar errado reprenda-o dizendo que isso é coisa de comunista. Eduque seus filhos dizendo que os comunistas são mais perigosos que o homem do saco, pois além de raptar as criancinhas ele também as come.
    Sr. Educardo Chaves, pelo menos tenha a decência de recolher suas opiniões idiotas (realmente não encontrei palavra mais adequada) à insignificância de sua existência.
    Saudações marxistas, socialistas, comunistas, anarquistas e muitos outros istas que te arrepiam os cabelos só de ouvir.
    Ricardo. 

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  3. Quanto ao uso de recurso públicos pelo Cemarx, confesso que poucas vezes vi os recusrsos públicos serem tão bem utilizados como no Cemarx e outros tantos centros e núcleos de pesquisas sérios, respeitados e éticos. Por sinal, Sr. Educardo Chaves, o senhor, como um ocupante de um cargo público que é, também utiliza dos recursos financeiros, materiais e humanos do Estado. Como contribuinte, não estou nada feliz com isso.

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  4. Aos demais leitores desta blog, convido-os a entrar no síttio http://www.chaves.com.br. Não se trata de um site sobre o divertido programa infantil mexicano, muito famoso nos anos 80 e 90. Trata-se do sítio do Sr. Eduardo Chaves que, por possuir um ego extremamente volumosos, teve que fazer uma infinidade de sítios pessoais para abrigar tão grandiosos ego. Um deles é o unicamp.net. Este site não tem nada a ver com a Unicamp. Não pertence ao domínio da Unicamp. Seria iso algo ético, Sr. Chaves? Usar o nome da Unicamp para proferir baboseiras por aí?

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  5. Prezado senhor Chaves,

    Gostaria de manifestar minha indignação perante à atitude preconceituosa e pouquíssimo informada que o senhor apresenta diante de uma publicação acadêmica reconhecida internacionalmente como é a Revista Crítica Marxista. Pelo que sei como acadêmica, não é desta forma reacionária e covarde que discutimos idéias e discordamos de escolhas teóricas e políticas. O debate PÚBLICO responsável não se faz através da desqualificação de qualquer que seja teoria.
    Não me causa estranhesa que alguém que se manifesta contra a LIBERDADE DE PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO E DE OPÇÕES POLÍTICAS (porque teoria e ciência também são polítias, sabia?) seja parte do mesmo governo que impõe sérios limites contra a autonomia das universidades…
    Fique tranqüilo, meu senhor. Tal instituto onde este centro de estudos pertence tem muito mais marxistas que o CEMARX pode abrigar, o senhor nem imagina. O senhor também não imagina que este mesmo instituto também abrigue uma série de pessoas altamente comprometidas com a ética acadêmica e com o sentido público da universidade… e essas pessoas, para sua felicidade só tomaram conhecimento desta opinião funesta que o senhor apresenta neste espaço agora. Mas nunca é tarde para uma resposta política e pública mesmo que contra uma postura acadêmica covarde que se furta de discutir este assunto dentro da universidade para se encobrir com a impessoalidade da internet!!

    O senhor aguarde… os comunistas ainda comem criancinhas (?)… e eles têm amigos que não são comunistas e que também não gostam de pessoas que apelam contra a autonomia de pensamento que existe ainda dentro das universidades.

    Se o senhor acha que a esquerda ainda tem que ser combatida, venha para o combate… mas desde que ele seja leal e público!

    p.S.: faço minhas as palavras do senhor ricardo que postou acima!!!

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  6. Prezado Sr. Eduardo,
     
    O texto sobre o CEMARX demonstra seu algo grau de autoritarismo e ignorância a respeito do que se tem formulado, como teoria social, nos últimos cinqüenta anos. Caso contrário, o senhor saber que não há UM marxismo, mas vários, e que eles respondem por diversas teorias de atuação política — ou mesmo de pesquisa acadêmica exclusiva. Portanto, dizer-se "marxista", em nenhum momento, implica em assumir uma finalidade privada. Pelo contrário, contribui para o debate sobre uma das teorias a partir da qual se formulou discursos de explicação da sociedade nos 150 anos. Oxalá tivéssemos centros
    Preocupa-me ainda mais que o senhor ocupe um cargo da relevância que tem, e para o qual deveria ser selecionado alguém que tivesse um caráter mais erudito e aberto ao diálogo aos diversos segmentos que compõem a sociedade. Isso é, se de fato o senhor foi escolhido por sua conhecimento técnico, algo do que seu texto me faz duvidar.

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