Os Estados Unidos e Cuba

Comento o artigo abaixo sobre o suposto bloqueio dos Estados Unidos a Cuba.

Acho o máximo esse tipo de história que a esquerda consegue inventar…

1) Os Estados Unidos não estão nem nunca estiveram bloqueando Cuba (exceto durante o breve episódio da crise dos mísseis, em 1960, em que Kennedy enfrentou Kruschev). Se o que hoje existe fosse algum tipo de bloqueio, todo mundo veria navios e aviões americanos patrulhando a costa e o céu de Cuba para impedir que navios e aviões de outros países chegassem lá com qualquer mercadoria. Isso absolutamente não existe.  A esquerda pretende caracterizar como bloqueio o que de fato é bloqueio – e pretende fazer isso pelo cansaço, pela simples repetição catecísmica ca mesma besteira.

2) O que os Estados Unidos vêm fazendo com Cuba é um embargo. Sobre quem recai o embargo? Exclusivamente sobre as empresas americanas, que estão proibidas, pelo governo americano, de comercializar com Cuba — vender e/ou comprar – e sobre os cidadãos americanos, que têm sua liberdade de viajar para Cuba restringida (não podendo viajar diretamente dos Estados Unidos para Cuba: quem quer ir lá (e muitos vão) tem de passar por um outro país e conseguir uma autorização de entrada em Cuba.

3) Os Estados Unidos não tentam, e se tentassem não conseguiriam, impedir nem mesmo seus aliados mais chegados de comercializar com Cuba. Todos os países do mundo comercializam com Cuba, menos os Estados Unidos. E não tentam, e se tentassem não conseguiriam, proibir cidadãos de outros países de visitar Cuba: eu mesmo já estive lá. Na verdade, os Estados Unidos não conseguem nem mesmo proibir americanos de visitar Cuba: vira e mexe tem americano lá em Cuba. Se é famoso e de oposição ao atual governo, tem grande cobertura da imprensa.

4) Embargos são atos unilaterais, sim. No momento vários países embargaram a compra de carne bovina brasileira – e o fizeram unilateralmente, sem consultar se o Brasil estava de acordo com o embargo. No caso do embargo dos Estados Unidos contra Cuba, o embargo também é unilateral: foi decretado pelos Estados Unidos, sem consultar se Cuba estava de acordo (pelo jeito não está…), e incide sobre empresas dos Estados Unidos e cidadãos americanos.

5) A propósito, Fidel Castro tem um embarguinho dele também: proíbe os cubanos de sair de Cuba para os Estados Unidos (porque ele sabe que, se saírem, ficarão por lá).

6) Não há a menor dúvida de que o embargo foi decidido pelos Estados Unidos para trazer prejuízos econômicos para Cuba, sim… Cuba está vendo, no processo, o quanto é ruim não poder vender nada pros Estados Unidos nem comprar nada dos Estados Unidos. E é bom que veja.

7) O exercício, por Cuba, do chamado jocosamente de jus sperneandi é prova inequívoca de uma coisa: Cuba quer poder comercializar com os Estados Unidos (porque com o resto dos países do mundo já comercializa, o embargo americano não os afetando).

8) Cuba, entretanto, não tem direito de comercializar com os Estados Unidos – comercializa apenas se os Estados Unidos quiserem. O Brasil quer vender um número enorme de coisas para a Argentina (por exemplo), que a Argentina não quer comprar do Brasil. Há, nesse caso, um embargo parcial. Comércio é assim mesmo, é algo que exige dois parceiros: se um não quer comercializar, o outro não pode pretender que um direito seu foi lesado. Ponto final.

9) É o cúmulo da idiotice e da imbecilidade tentar quantificar o prejuízo que Cuba vem tendo com o embargo americano… Seria ótimo ver a memória e a metodologia dos cálculos que levaram aos "54 mil millones de dólares".

10) Esse negócio de denunciar os Estados Unidos à ONU ou de afirmar que os Estados Unidos estão fazendo terrorismo, ato de guerra, genocídio, etc. contra Cuba é um papo furado que não convence ninguém. Só é repetido por cacoete de quem reza pelo catecismo comunista diariamente.  

Por fim, pessoalmente acho que os Estados Unidos deveriam levantar o embargo. Acho, porém que só vão levantá-lo quando o Fidel Castro morrer. Não vão querer dar o gostinho ao ditador caribenho de dizer que sua luta foi finalmente bem sucedida.

Em Chicago, 4 de novembro de 2005

 —–Original Message—–

From:Antonio Morales
Sent: Thursday, 03 November, 2005 22:27
To: discutindo@livremente.net
Subject: [LivreMente] La ONU y el bloqueo a Cuba

La ONU y el bloqueo a Cuba

Rodrigo Santillán Peralbo (*)

El daño económico causado al pueblo cubano por la aplicación del bloqueo impuesto, unilateralmente, por Estados Unidos desde hace 45 años, asciende a unos 82 mil millones de dólares. A esa monstruosa cifra debe agregársela 54 mil millones de dólares por daños directos a objetivos económicos y sociales por efecto del terrorismo organizado, financiado y ejecutado por Estados Unidos a través de la CIA

Lucha por la independencia y la unidad de América latina

Ese bloqueo económico, comercial y financiero practicado por Estados Unidos, es el más prolongado y cruel que haya conocido la historia de la humanidad y forma parte esencial de su política de hostilidad y agresiones contra el pueblo cubano.

Su objetivo, definido el 6 de abril de 1960, ha sido la destrucción de la Revolución Cubana "a través del desencanto y el desaliento basados en la insatisfacción y las dificultades económicas," negarle dinero y suministros a Cuba, para disminuir los salarios reales y monetarios a fin de causar hambre, desesperación y el derrocamiento del gobierno, según consta en el informe secreto del funcionario del Departamento de Estado, I. D. Mallory, desclasificado en 1991.

El bloqueo contra Cuba, con sobra de razones, ha sido calificado como genocida conforme con la Convención de Ginebra de 9 de diciembre de 1948, por cuanto son "actos perpetrados con la intención de destruir total o parcialmente a un grupo nacional." Estados Unidos ha pretendido, inútilmente, destruir al pueblo cubano y su Revolución, ya sea con el bloqueo o con otros actos de guerra violatorios de los principios y normativas del Derecho Internacional.

La Asamblea General de la Organización de Naciones Unidas, resolvió en trece ocasiones, que Estados Unidos ponga fin a esa política de bloqueo que es una política de guerra, perpetrada por la primera potencia mundial, en contra de una República libre y soberana que no ha cometido más delito que ejercer el derecho a la autodeterminación.

La ONU se apresta a dictar una resolución que condene ese injusto e inhumano bloqueo y lo hará con el apoyo, casi total, de todos los países miembros. Estados Unidos tiene la obligación de acatar las resoluciones de la ONU.

* Rodrigo Santillán Peralbo: Periodista ecuatoriano, miembro del Consejo Editorial de Altercom, presidió de la Unión Nacional de Periodistas, profesor de la Universidad Central del Ecuador, autor de varios estudios publicados, fue director de la Revista Siempre, ahora integra el Tribunal Contra la Guerra y es columnista del Diario Nacional La Hora.

  1. Li na Wikipedia que os americanos só vendem para Cuba se Cuba pagar antecipadamente (nada mais justo quando se negocia com uma país que rouba empresas); consta também que os americanos mandam navios com ajuda humanitária para Cuba. Talvez os americanos mandem de graça até mais do que o Brasil vem cedendo aos cubanos em negócios de filho comunista rico para pai comunista pobre. A Wikipedia não é a coisa mais confiável do mundo (deve ter menos mentiras que a Globo), mas não vou me matar de pesquisar sobre a ilha presídio dos amigos do PT: se A estuprou dez e B estuprou quinze, vale a pena buscar alguma humanidade neles?

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