Segurança nos aeroportos dos EUA, da Inglaterra e do resto do mundo

É chocante a diferença nos procedimentos de segurança dos Estados Unidos e da Inglaterra (aqui da Inglaterra falo apenas de Heathrow, que é o único que conheço) e os do resto do mundo.
 
Tomemos o Brasil como exemplo. No caso de companhias americanas, como a United, fazem uma série de perguntas pra você, há sorteios aleatórios de passageiros que são submetidos a vistoria das malas e revista pessoal, etc. Fui para a Malásia, desta vez, via Munique, num vôo da Lufthansa. Surpreendente a diferença. Nada de perguntas, tudo tranqüilo.
 
No aeroporto de Guarulhos, não é preciso tirar os notebooks das maletas para passar pelo raio X, não é preciso tirar os sapatos, nem o paletó ou casaco. Nos Estados Unidos e aqui em Londres, é preciso retirar os notebooks das maletas, tirar os sapatos, tirar o paletó ou o casaco, e, ainda assim, um monte de gente acaba tendo de se submeter a revista pessoal e a vistorial manual das malas (porque o raio X pode deixar passar alguma coisa).
 
Acho curioso isso, porque os Estados Unidos e a Inglaterra deveriam estar preocupados mais com quem chega do que com quem sai… Em geral os terroristas acabam entrando em aviões em outros países para tomarem controle deles quando estão chegando nos Estados Unidos ou na Inglaterra.
 
Ao embarcar, ontem à noite, em Kuala Lumpur, fui, porém, surpreendido duas vezes.
 
Na fila para passar na Imigração vi que o rapaz, na minha frente, tinha um passaporte brasileiro. Tentei falar com ele, e o cara não entendia uma palavra de português. Falei em inglês e perguntei a ele se ele não falava português. Ele respondeu dizendo que não, que era apenas neto de brasileiro. Achei meio estranho, mas ficou por isso.
 
Ao passar pela segurança, no portão de embarque, o guarda chamou outro e lhe passou meu passaporte. Este me chamou do lado e explicou que passaportes brasileiros andam sendo vendidos na Malásia por sete mil dólares e, depois, são falsificados, com nome e fotografia de outra pessoa. Pediu licença, muito delicadamente, e verificou cada página de meu passaporte com uma lupa. Passei no teste e ele me devolveu o passaporte.
 
Mas, imediatamente, me lembrei do fulano que havia visto com passaporte brasileiro mas que não falava nem entendia uma palavra de português… Mas ele não estava mais por ali. Pode ser que seu avô fosse mesmo brasileiro. Mas é uma história meio implausível.
 
Em Londres, 10 de dezembro de 2006.

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