Didi e o Criança Esperança

A carta abaixo transcrita vem sendo amplamente distribuída pela Internet. Ela é assinada por Eliane Sinhasique que, além de curiosamente se descrever como "Mantenedora Principal dos Dois Filhos que Pari", parece ser jornalista e publicitária.

A carta é daquelas que dificilmente deixam alguém indiferente. Ou você gosta e aplaude, ou detesta e parte para o ataque. ‘

Eu, naturalmente, gostei e aplaudi. Alguns de meus colegas na lista de discussão LivreMente não gostaram.

Vou comentar a carta, ressaltando os aspectos que me parecem positivos e discutindo o que me pareceu ser o aspecto mais criticado. 

Não gosto de gente me pedindo dinheiro (face-a-face, na rua ou no portão de casa, ou a distância, por telefone, carta ou e-mail) para alguma causa social — especialmente aqui no Brasil. Isto apesar de, filosoficamente, ser totalmente a favor que os problemas sociais sejam resolvidos pela iniciativa privada individual ou institucional. 

Eis as razões:

a) No Brasil (e em muitos outros países, hoje) o governo se propõe a resolver todos os problemas sociais com "políticas sociais". Para financiar essas políticas sociais, cobra uma quantidade astronômica de impostos (impostos diretos e indiretos, contribuições, provisórias e permanentes, taxas diversas) da gente. E, o que é pior, não resolve os problemas sociais, apesar das políticas sociais e do fantástico dinheiro arrecadado para financiá-las, por causa de incompetência ou, pior, ladroagem (dinheiro que "sai pelo ralo", como diz a autora da carta). Sou obrigado a pagar impostos e, portanto, a financiar os programas sociais do governo (e os espertinhos que ficam com a sacola aberta debaixo dos vários "ralos").

b) No caso da educação, em particular, como no da saúde, pago os impostos que financiam os sistemas públicos e pago sistemas particulares para meus filhos (no caso da educação) e para mim e para a minha família (no caso da saúde). Pago, portanto, duas vezes. Se os sistemas de educação e saúde do governo, que se pretendem universais (não apenas para os pobres) tivessem qualidade, eu poderia pelo menos me beneficiar deles. Mas isso não acontece. (Em estradas de qualidade, como as do Estado de São Paulo, não reclamo nem um pouco de pagar pedágio, porque a contrapartida do serviço com excelente nível de qualidade está ali. Só que isso só aconteceu em São Paulo depois da "privatização" das rodovias — privatização parcial, pois ainda há uma concessão do governo, há uma agência reguladora, a ARTESP, o governo estadual faz propaganda espúria sobre aquilo que é realização da iniciativa privada, etc.)

c) Há uma questão filosófica que se insere aqui. Não acredito que o bem-estar alheio seja um direito dos outros que se imponha a mim como um dever. Não acredito que o bem-estar do povo seja um direito que se imponha como um dever nem mesmo ao estado ou ao governo (como pretendem os defensores do "Estado do Bem-Estar Social" socializante). O bem-estar de cada um é responsabilidade sua e exclusivamente sua (ou, no caso de crianças pequenas, velhos ou inválidos dos que forem responsáveis por eles). Se alguém, em algum momento, precisar de ajuda, deve ficar claro que essa ajuda lhe vem (se vier) na forma de caridade, não de cumprimento de dever — e que o recipiente da caridade deve, no mínimo, demonstrar certa gratidão e se esforçar por não precisar da ajuda por muito tempo, porque ela não será permanente. A caridade governamental, travestida de cumprimento do dever, é basicamente permanente. Ela incentiva o recipiente a não se esforçar para sair da situação que lhe dá o suposto direito à ajuda.

d) Nesse quadro, não vou ajudar, através de programas de apelo mediático muito grande, como o Criança Esperança, e que são meio "chapa branca" (a UNICEF para mim é governo — se bem que internacional), que se encubra o fracasso do governo em resolver os problemas que ele afirma se responsabilidade sua solucionar. Imposto eu sou obrigado a pagar, não tem outro jeito. Contribuição voluntária, entretanto, não dou nenhuma mesmo.

e) Além do mais, trabalho com alguns programas sociais em ONGs e setores de Responsabilidade Social Corporativa de empresas que, sem o alarde do Criança Esperança, provavelmente fazem muito mais pela educação das crianças pobres.

f) Há algumas razões especiais para não dar para o Criança Esperança, em particular: o Renato Aragão e a Globo. Embora de vez em quando ache alguma graça nas palhaçadas do primeiro e admire alguns programas da segunda, no geral não gosto de nenhum dos dois. O espetáculo mediático que promovem acho de profundo mau gosto. Fico contente de que a Viviane Senna tenha parado de ir lá (espero que não tenha ido ao último show, a que eu não assisti). E, além do mais, o Criança Esperança virou um programa social permanente: todo ano a mesma ladainha de que há uma criança cuja formação depende de mim… E, por fim (neste item), acho desprezível essa atitude do Renato Aragão (e outros participantes no circo global) tentar constranger os possíveis doadores de dinheiro, fazendo-os sentir responsáveis e, se não atenderem ao apelo, culpados por uma vida desperdiçada. Enquanto o governo pretender ser o grande solucionador dos problemas sociais, o único responsável é ele. Que seja processado por descumprimento do seu dever — mas não venha o Renato tentar me fazer sentir culpado.

g) Por fim, se eu tiver algum dinheiro sobrando, depois do assalto do governo ao meu bolso, vou investi-lo na educação, na saúde e no bem estar dos meus — não nos de gente que eu nem conheço. (Esse é um ponto importante da carta). Meus filhos e netos eu sei que são esforçados, trabalham duríssimo, e, os filhos, cuidam muito bem dos netos. Merecem. Os outros, que se beneficiam de meus impostos e que se beneficiariam de minhas contribuições privadas, não tenho certeza. A grande vantagem da filantropia, isto é, da caridade privada, é que você pode escolher os seus beneficiários — e escolhe aqueles que você sabe que merecem. O que tem de malandro nessa terra…

h) Parte do "merecer" usado no parágrafo anterior é fazer um esforço real e sustentável para não precisar da ajuda alheia. Como disse atrás, a ajuda dos outros é caridade que se manifesta diante da necessidade alheia, não dever que satisfaz a um suposto direito.

Acho que é isso.  Está evidente porque gostei da carta e a elogiei.

O aspecto mais criticado da carta foi a seguinte afirmação da missivista:

"Você sabia que para pagar os impostos eu tenho que dizer não para quase tudo que meus filhos querem ou precisam? Meu filho de 12 anos quer praticar tênis e eu não posso pagar as aulas que são caras demais para nosso padrão de vida. Você acha isso justo? Acredito que não."

Um participante da discussão caiu de pau sobre a autora da carta porque estava qualificando de injusta a situação de não poder propiciar ao seu filho "Mauricinho" as "aulas de tênis" que ele queria… Argumentou ele que ela, se realmente não pode pagar pelas aulas de tênis, isto não se dá porque paga impostos, mas porque opta por gastar com outros supérfluos. Ninguém, exceto os podres de rico, teriam condições de custear tudo o que desejam comprar ou fazer.

Na discussão, o crítico da m
issivista tentou me convencer de que a carga tributária brasileira não é exagerada e que o único problema que ela apresenta é que não há uma prestação de serviços que corresponda a essa carga.

Começo pelo fim: a carga tributária brasileira é, sim, exageradíssima. Trabalhamos cinco de doze meses para pagar o governo. Que há países em que a carga é maior, deve haver (embora no Brasil o sistema tributário é tão irracional e complicado que sempre há algum impostinho mais que você paga sem saber). Mas isso não quer dizer que a nossa carga não seja exagerada. Claro que é — e se há outros países em que a carga é maior, lá a carga é mais exagerada ainda.

O problema não é apenas que inexiste no Brasil uma prestação de serviços que corresponda à carga tributária paga — embora isso seja, sem dúvida alguma, verdadeiro (e seria verdadeiro ainda que a carga tributária fosse metade do que é). O problema é que é impossível haver desenvolvimento econômico sustentável, para não falar em desenvolvimento social e humano, quando a gente tem de pagar 7/12 do que recebe para o governo, dinheiro esse que vai para sustentar um montão de parasistas e um bom número de ladrões.

Agora, chamar de "Mauricinho" um menino que quer aprender a jogar tênis ("por que não aprender futebol, que dá para aprender de graça?") é o cúmulo. É querer impor preferências pessoais sobre os outros.

E acho totalmente justo a missivista querer atender aos reclamos (ainda que pouco comuns) de seus paridos antes de atender, voluntariamente, por contribuições adicionais (extra-tributárias) aos reclamos dos paridos pelos outros. Afinal de contas, considero o egoísmo uma virtude, não um vício.

Em Taipei, 1 de Setembro de 2007

—–

Quinta, 23 de agosto de 2007.

Querido Didi,

Há alguns meses você vem me escrevendo pedindo uma doação mensal para enfrentar alguns problemas que comprometem o presente e o futuro de muitas crianças brasileiras. Eu não respondi aos seus apelos (apesar de ter gostado do lápis e das etiquetas com meu nome para colar nas correspondências).

Achei que as cartas não deveriam sem endereçadas a mim. Agora, novamente, você me escreve preocupado por eu não ter atendido as suas solicitações. Diante de sua insistência, me senti na obrigação de parar tudo e te escrever uma resposta.

Não foi por "algum" motivo que não fiz a doação em dinheiro solicitada por você. São vários os motivos que me levam a não participar de sua campanha altruísta (se eu quisesse poderia escrever umas dez páginas sobre esses motivos). Você diz, em sua última carta, que enquanto eu a estivesse lendo, uma criança estaria perdendo a chance de se desenvolver e aprender pela falta de investimentos em sua formação.

Didi, não tente me fazer sentir culpada. Essa jogada publicitária eu conheço muito bem. Esse tipo de texto apelativo pode funcionar com muitas pessoas mas, comigo não. Eu não sou ministra da educação, não ordeno as despesas das escolas e nem posso obrigar o filho do vizinho a freqüentar as salas de aula. A minha parte eu já venho fazendo desde os 11 anos quando comecei a trabalhar na roça para ajudar meus pais no sustento da família.

Trabalhei muito e, te garanto, trabalho não mata ninguém. Estudei na escola da zona rural, fiz supletivo, estudei à distância e muito antes de ser jornalista e publicitária eu já era uma micro empresária.

Didi, talvez você não tenha noção do quanto o Governo Federal tira do nosso suor para manter a saúde, a educação, a segurança e tudo o mais que o povo brasileiro precisa. Os impostos são muito altos! Sem falar dos impostos embutidos em cada alimento, em cada produto que preciso comprar para minha família.

Eu já pago pela educação duas vezes: pago pela educação na escola pública, através dos impostos, e na escola particular, mensalmente, porque a escola pública não atende com o ensino de qualidade que, acredito, meus dois filhos merecem. Não acho louvável recorrer à sociedade para resolver um problema que nem deveria existir pelo volume de dinheiro arrecadado em nome da educação e de tantos outros problemas sociais. O que está  acontecendo, meu caro Didi, é que os administradores, dessa dinheirama toda, não tem a educação como prioridade.

O dinheiro está saindo pelo ralo, estão jogando fora, ou aplicando muito mal. Para você ter uma idéia, na minha cidade, cada alimentação de um presidiário custa para os cofres públicos R$ 3,82 (três reais e oitenta e dois centavos) enquanto que a merenda de uma criança na escola pública custa R$ 0,20 (vinte centavos)! O governo precisa rever suas prioridades, você não concorda?

Você diz em sua carta que não dá para aceitar que um brasileiro se torne adulto sem compreender um texto simples ou conseguir fazer uma conta de matemática. Concordo com você. É por isso que sua carta não deveria ser endereçada à minha pessoa. Deveria se endereçada ao Presidente da República. Ele é "o cara". Ele tem a chave do cofre. Eu e mais milhares de pessoas só colocamos o dinheiro lá para que ele faça o que for necessário para melhorar a qualidade de vida das pessoas.

No último parágrafo da sua carta, mais uma vez, você joga a responsabilidade para cima de mim dizendo que as crianças precisam da "minha" doação, que a "minha" doação faz toda a diferença. Lamento discordar de você Didi. Com o valor da doação mínima, de R$ 15,00, eu posso comprar 12 quilos de arroz para alimentar minha família por um mês ou posso comprar pão para o café da manhã por 10 dias.

Didi, você pode até me chamar de muquirana, não me importo, mas R$ 15,00 eu não vou doar. Minha doação mensal já é muito grande. Se você não sabe, eu faço doações mensais de 27,5% de tudo o que ganho e posso te garantir que essa grana, se ficasse comigo, seria muito melhor aplicada na qualidade de vida da minha família.

Você sabia que para pagar os impostos eu tenho que dizer não para quase tudo que meus filhos querem ou precisam? Meu filho de 12 anos quer praticar tênis e eu não posso pagar as aulas que são caras demais para nosso padrão de vida. Você acha isso justo? Acredito que não. Você é um homem de bom senso e saberá entender os meus motivos para não colaborar com sua campanha pela educação brasileira.

Outra coisa Didi, mande uma carta para o Presidente pedindo para ele selecionar melhor os professores. Só escolher quem de fato tem vocação para o ensino. Melhorar os salários, desses profissionais, também funciona para que eles tomem gosto pela profissão e vistam, de fato, a camisa da educação.

Peça para ele, também, fazer escolas de horário integral, escolas em que as crianças possam além de ler, escrever e fazer contas, possam desenvolver dons artísticos, esportivos e habilidades profissionais. Dinheiro para isso tem sim! Diga para ele priorizar a educação e utilizar melhor os recursos.

Bem, você assina suas cartas com o pomposo título de Embaixador Especial do Unicef para Crianças  Brasileiras e eu vou me despedindo assinando…

Eliane Sinhasique
Mantenedora Principal dos Dois Filhos que Pari

P.S.: Não me mande outra carta pedindo dinheiro. Se você mandar, serei obrigada a ser mal educada
: vou rasgá-la antes de abrir. 

  1. Eu queria manifesta a minha opiniao, contraria a essa carta que circula na internet eu realmente detestei em parte a carta, mas nao foi bem a parte do garoto que  deseja aprender a jogar tenis…acho que a jornalista ja tem uma solucao para o problema, afinal o garoto pode trabalhar na roca, ou (eu desconheco a existencia) mas quem sabe? exista algum curso a distancia, nao e mesmo?
    Eu tambem acho que trabalhar nao mata ninguem!
    Porem escrevi algo mais educado apenas um convite a refletir um pouco sobre o que a concordancia em partes desta pode desencadear, e nao foi pensado…eu enviei essa carta oa Jornal Rebate (onde a Jornalista e colunista)e espero que eless tenha feito chegar a ela o que escrevi.
    E peco permisao para postar neste espaco.
    Eis:
    Bom dia.Eu recebi hoje a noite uma carta que circula na internet aberta ao Renato Aragao, que parece ser de sua autoria.E embora eu nao viva a muitos anos no Brasil, mas saiba tenha conhecimento sobre as falcatruas do governo que diga-se passagem sempre existiram. Eu fiquei chateada ao ler a sua carta, porque embora contenha coisas das quais eu imagino que voce tenha razao, penso que foi mal dirigida.Acho que existem mesmo muitas cobrancas a sociedade,mas acho que muitas instituicoes sao serias e bem intencionadas.Talvez  o estilo de marketing usado possa te-la agredido, isso eu posso entender. Mas voce estimula a pessoas nao contribuirem ou se influenciarem pelos motivos pessoais que da, e isso e lamentavel no meu ponto de vista Desculpe, por isso..Mas creio que uma carta ao presidente da Republica, ao governo do estado, e ate para a populacao seria cabivelporque ela contem muito mais reclamacoes de impostos pagos mal aplicados, e revolta contra o sistema do que qualquer outra coisa, mas como foi aberta ao Renato Aragao  e poe em choque uma causa que e conhecida da qual ele representa e uma instituicao mundial como a Unicef.Se funciona, tem escandalos envolvidos ou nao , eu desconheco. Mas conheco uma familia de Guaira pauperrima que recebe um medicamento para o filho que tem um problema renal grave e cronico absurdamente caro 456,00 reais, que e obtida por meio de um sistema ligado a Unicef, e coisas assim acontecem porque o povo, a sociedade e quem doa, porque o governo nao faz a parte dele.
    Eu nao estou afirmando que tudo ligado a Unicef funcione, e nem que eu seja uma contribuinte ou funcionaria dela.Muito pelo contrario, eu faco doacoes regulares sim!!!! Mas para instituicoes no Brasil que protejam animais ( porque essa e minha causa favorita) Mas nao posso deixar de admitir que e importante doacoes para que algumas entidades funcionem, e nao e nescessario ser inteligente para saber disso.Uma tia minha dirigiu por anos um orfanato no interior do Rio Grande do Sul chamado Piazito,que mantinha 56 ou 60 criancas abandonadas e vitimas de maus tratos e que sobrevivia com uma merreca vergonhosa de verba municipal, mas so se mantinha digna pela doacao da sociedade.
    Numa ocasiao tambem eu assisti algo que ocorreu em funcao ao descredito da populacao, cansada da malandragem brasileira que eu queria relatar a voce e que fosse valido para entender o meu descontentamento, minha mae fazia quimioterapia no Hospital Santa casa de misericordia e na mesma sala de espera estava sempre uma mulher da com aspecto da zona rural que carregava no colo uma meniina de uns 4 anos de idade que as vezes chorava muito todas as vezes que vi ela na sala de espera, um choro agoniazante daqueles que voce nao quer ouvir.Eu estava desgastada demais em funcao da doenca de minha mae para intervir ou conversar, mas nao minha mae que foi conversar com esta senhora e indagar sobre a crianca.( os doentes sao mais solidarios uns com os outros)
    Ela contou pois que a filha tinha um tumor no cerebro e passou a contar o sacrificio que passava, vinda do interior sem parentes ou suporte na capital, dependia de uma instituicao tipo albergue (mantida por vereadores, ou politicos da cidade ou regiao que vivia) que a abrigava na cidade num bairro muito muito distante. quase 30km de onde se localiza a santa casa.Eu nem sabia que existia tal iniciativa, quando ia elogiar ela contou que era so um albergue (tipo dormitorio) que tinha uma cozinha comum mas que nao tinha nenhum tipo de refeicao, e que a ambulancia da cidade dela costumava passar uma vez por semana, para despejar mais pessoas no dormitorio, e buscar os que tinha alta , a mulher completamente simples e ignorante disse que achava que a filha tinha comido pouco por aqueles dias. Eu sai da sala chocada e imediatamente e fui a um supermercado proximo e pedi que esperasse (doei uma boa sacola com bolachas, yogurte e leite e frutas) para uns 6 dias.Minha mae terminou as secoes 3 ou 4 dias e se preparava para uma cirurgia ,nao vimos mais a senhora e a crianca.
    Encontrei-a uns 15 dias depois pedindo ajuda na rua na proximidade do hospital, eu a reconheci ela estava chorando, ela me contou que estava pedindo ajuda as pessoas qualquer dinheiro para as passagens de ida e volta do abrigo, pois a filha estava hospitalizada na UTI e ela sem ajuda, precisava de comida e de transporte  uma vez que a filha nao estava nun quarto e ela nao podia dormir na poltrona ao lado da cama, e sem direito a refeicoes…e chorava porque estava interpelando todas as pessoas desde  cedo e que eles nao acreditavam nela…e tudo que conseguira foi algumas moedas de pouco valor ( e aquelas  lagrimas eu posso afirmar que nao eram teatrais)E o descredito do nosso povo….porque existe sim muitos atores que se fazem de mendigos, ou mendigos que descobriram um filao e por nossa vez  nos os traseuntes nos sentimos ultrajados e substimados e nao damos atencao mais a ninguem que pede alguma ajuda nas esquinas da capital.Nao era o caso desta senhora…com certeza nao e felizmente eu podia ajuda-la, e iria porque a conhecia da sala de quimioterapia….e so ia fazer por esse motivo, mas pude sentir na pele daquela situacao a discriminacao e o direito que todos nos temos a duvida.O que tem que ser mudado, e o governo e nossa cultura em geral.as leis, e regras, mas ate que isso comprometa e influencie a opiniao publica a ajudar uma  obra de caridade, acho errado.Brigue sim, escreva sim, se manifeste sim mas eu teria todo o cuidado porque segundo a fisica se uma borboleta bater asas no hemisferio sul, pode causar um tufao na oceania.Desculpe a intromissao de manifestar a minha opiniao, a carta era aberta ao Renato Aragao, mas como circula on line  e cai na minha caixa de correio,me deixa a vontade de localizar a autora e assim tornar conhecida a minha opiniao, coisa que eu espero ter feito sem ofende-la.Apenas convidado-a a uma reflexao. E posso apenas garantir a voce que se tivesse qualquer proximidade comigo, teria o desprazer de descobrir que sou muito pouco humanitaria, porque sou dedicada de corpo e alma a causa animal, onde lamentavelmente as 80%de casos de crueldade em que os animais sao vitimas sao causadas por seres humanos o que faz com que eu veja o meu semelhante de maneira extremamente negativa, claro sem generalizar…Mas me incomodou tanto a maneira como interpretei sua carta, que me senti mesmo na obrigacao de convida-la a refletir melhor
     
    Tenho uma amiga que sempre repete a fraze, que cada um da o que tem…
    E acho que ficou bastante claro o que voce tem para dar!
    *Desculpe a falta de acentos e cedilhas,meu sistema operacional e configurado para o Ingles e por isso nao os uso.Jackeline Jordahn  Marchioro

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