É possível justificar filosoficamente o ateísmo?

Não tenho dúvida de que a resposta à questão do título é afirmativa – e que a defesa pode ser feita em diversos níveis.

Vou abordar a questão apenas do ângulo da veracidade da pedra angular do teísmo – a existência de deus. Essa forma de abordagem, basicamente epistêmica, vai ao cerne da questão e indaga sobre as evidências e os argumentos de que deus – um deus – exista. Que há argumentos apresentados para tentar provar que deus existe não há dúvida. Que haja evidência da existência de um deus compatível com o que se atribui a ele e dele se espera já é bem mais questionável, mas os crentes em deus têm alegado que sim.

A adoção dessa abordagem tipicamente epistêmica significa que não vou abordar a questão a partir das conseqüências nefastas e indesejáveis, no plano histórico e social, que a crença em deus – ou o cristianismo ou o islamismo, como versões especialmente bem sucedidas da crença em deus – tem produzido ao longo da história: convicção de que se é um povo escolhido e eleito, intolerância, perseguição dos que adotam outras crenças religiosas ou que são ateus ou agnósticos, guerras de religião (inclusive cruzadas para libertar lugares supostamente sagrados sob posse de defensores de outras religiões e jihads de vários tipos), fatwas (éditos de morte contra herejes), fogueiras inquisicionais, caças às bruxas de vários tipos, etc.

Essa abordagem (que freqüentemente se intitula científica e não filosófica, embora faça uso da filosofia) tem recebido munição de nomes conhecidos. Basta ler os seguintes livros, todos eles recentes: The God Delusion, de Richard Dawkins, God is not Great: How Religion Poisons Everything, de Christopher Hitchens, God: The Failed Hypothesis. How Science Shows That God Does Not Exist, de Victor J. Stenger, etc. Também tem recebido críticas severas, como, por exemplo, a Dinesh D’Souza, o liberal-conservador ex-assessor de Ronald Reagan, em What’s so Great about Christianity?

O leitor que desejar se enfronhar sobre esse interessante debate, leia esses livros (e outros que a Amazon Books imediatamente sugere quando se procura um desses).

O foco de atenção meu, aqui, estará numa abordagem que é muito mais típica do século XVIII do que do século XXI. A questão da existência de deus – das evidências e dos argumentos que supostamente justificam essa crença – foi uma questão “quente” entre os filósofos do Iluminismo. Continua a ser “quente”, porque, apesar de basicamente decidida a favor dos ateus (na minha opinião), os “teus” continuam a fazer de conta que não foi.

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A defesa filosófica mais simples do ateísmo começa com a distinção entre a existência do conceito de deus e a existência (ou realidade) do referente desse conceito.

Começo com a questão do conceito de deus. Evidentemente o conceito de deus existe – na realidade, existem vários conceitos de deus.

Povos primitivos entendem que deus é o sol, ou a lua, ou o trovão. Evidentemente esses conceitos de deus são primitivos (como os povos que os defendem), mas não há como negar a existência dos referentes desses conceitos de deus (o sol, a lua, e o trovão inegavelmente existem, fazem parte da realidade).

Na linguagem comum de povos nem tão primitivos, como é o nosso caso hoje, freqüentemente se diz que, para alguém, deus é o dinheiro. Talvez aqui se faça uso metafórico do conceito de deus, mas não resta dúvida de que o referente desse conceito de deus existe na realidade. Nenhum problema quanto a isso.

A responsabilidade por definir o conceito de deus está em cima dos ombros de quem opta por fazer uso desse conceito.

Os cristãos (entre outros) têm proposto vários conceitos de deus.

O conceito que me parece mais difundido é de que deus é uma pessoa (a idéia de que deus é um ser pessoal e não um ser impessoal como o sol, a lua e o trovão parece ser importante para os cristãos), embora, diferentemente das pessoas que conhecemos, que têm princípio e fim (nascem e morrem), deus seja eterno: não tem princípio nem fim, sendo eterno (o que parece dizer que transcende até mesmo o tempo). Além disso, deus, para os cristãos, apesar de ser pessoal, é puramente espiritual, e por conseguinte, imaterial, incorpóreo e invisível (o que parece dizer que transcende não só o tempo, mas também o espaço). Além disso, os cristãos atribuem a deus a responsabilidade pela criação do mundo, ou seja, de tudo o que existe (além dele próprio, naturalmente, que, sendo eterno, não foi criado), incluindo a nós, seres humanos. Na verdade, os cristãos acreditam que deus não só criou o mundo mas o sustenta pela sua providência, algo que aparentemente quer dizer que, se deus retirar sua sustentação do mundo, este simplesmente desaparece, deixa de existir. Entre os diversos atributos de deus estão, segundo os cristãos, a onisciência (ele tudo sabe – na verdade, por transcender o tempo, tudo se passa, para ele, como se fosse no presente), a onipotência (ele tudo pode – na verdade, segundo os cristãos, nem um cabelo cai da cabeça de um ser humano sem que ele permita, ou até mesmo o queira) e onibenevolência (ele deseja o bem supremo daqueles que ele criou – qualquer coisa em contrário pareceria indicar que ele seria algo sadista). Virtualmente todo esse conceito de deus os cristãos tomaram emprestado dos judeus. Deixarei de fora, aqui, a contribuição tipicamente cristã de deus: a idéia de que deus é trino, três pessoas em uma só, incorporando não só o deus dos judeus, agora redefinido como o deus-pai, mas incluindo também Jesus, o deus-filho, devidamente espiritualizado e desmaterializado, e o espírito santo.

Está aí o conceito. Talvez ajustes possam ser feitos aqui ou ali no conceito, mas tenho pouca dúvida de que o conceito de deus do cristianismo tradicional é esse.

(Vou deixar de lado o deus dos teólogos que são ateus em relação a esse deus dos cristãos tradicionais. Paul Tillich, por exemplo, que ganhou a vida como teólogo no Union Theological Seminary de New York, era um ateu de marca maior, em relação a esse deus dos cristãos tradicionais. Para ele deus era “the ground of being”. Vou ignorar, aqui, a Tillich e ao seu deus).

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Definido o conceito, a questão seguinte é: existe um ser que corresponda ao conceito de deus, assim definido?

Novamente, como no caso do conceito, no caso da existência do referente do conceito o onus probandi cabe a quem afirma.

É sabido e notório que é impossível sustentar a tese negativa em relação à existência de seres definidos conceitualmente. Se eu crio o conceito de um cavalo alado (digamos, pégaso), e, em seguida, afirmo que Pégaso existe, cabe a mim provar que meu conceito tem um referente na realidade. É totalmente descabido eu retrucar que cabe ao meu interlocutor provar que pégasos não existem. No caso das chamadas “existential assertions” (afirmações de que algo existe, de que um determinado conceito tem referente na realidade), o onus probandi é de quem faz a afirmação.

Os cristãos têm, ao longo da história, usado duas estratégias para provar, ou pelo menos tentar defender, a crença na existência de seu deus. Uma invoca a f
; a outra, a razão.

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Uma estratégia é dizer, kierkegaardianamente, que se trata de uma questão de fé, não de razão, e que a fé não seria fé se pudesse ser justificada racionalmente – sendo, literalmente, um salto no escuro. Lutero, muito antes de Kierkegaard, chamou a razão de puta sem-vergonha, e, mais de um milênio antes dele, Tertuliano disse que ele cria em deus e no que ele considerava o mistério da morte expiatória de Jesus na cruz exatamente porque isso tudo era absurdo (credo quia absurdum). Sou de opinião pessoal de que não valha a pena perder tempo com essa posição fideísta (que Hume parece ter adotado em alguns momentos, para se livrar da fogueira da inquisição protestante na Grã-Bretanha).

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Outra estratégia é pretender que não se trata de questão meramente de fé, mas, sim de questão que pode se demonstrada racionalmente.

Essa estratégia se divide um duas.

Primeiro, os cristãos tentaram argumentar que a existência de deus era revelada nas escrituras sagradas do cristianismo, e que a veracidade dessas escrituras era atestada pelo fato de que os seus autores foram capazes de realizar milagres diversos que para sempre calaram a boca dos que ousavam negar a veracidade do que diziam. O próprio John Locke, admirável em sua epistemologia e em sua filosofia política, parece ter acreditado nisso (vide The Reasonableness of Christianity).

Essa posição é fácil rebater, porque os milagres que supostamente comprovariam a veracidade das escrituras cristãs estão relatados nelas próprias, não se tratando, portanto, de comprovação externa e independente. (Como ironicamente disse Hume um dia, e quase pegou fogueira por isso, “ninguém nega que nossa mui santa religião cristã não só foi acompanhada de inúmeros milagres quando de seu surgimento mas que, até hoje, é impossível acreditar nela sem um outro…”.)

Segundo, tentou-se argumentar que a existência de deus era provada por argumentos que independiam totalmente da revelação. Aqui estão incluídos os diversos argumentos da existência de Deus: o ontológico, primeiro proposto por Anselmo, depois por Descartes; o cosmológico; e, o mais famoso, o do desígnio. (Tomás de Aquino transformou esses três em cinco, as Quinque Viae, mediante desdobramentos, em a Summa Contra Gentiles).

Poucos são, hoje em dia, mesmo entre os cristãos, os que aceitam que esses argumentos. Não cabe aqui analisá-los todos. Basta dizer que o ateu nega, depois de analisá-los e mostrar-lhes as falhas lógicas e factuais, que esses argumentos provem que exista um referente na realidade para o conceito de deus dos cristãos.

Ao ateu basta dizer: “Não provado”. Se o cristão não conseguir provar que existe um referente para o seu conceito de deus, o ateu encerra o seu caso (“rests his case”), porque o onus probandi não era dele. (A situação é semelhante, e não por acaso, à de um tribunal: se a promotoria não provou que o acusado cometeu o crime, a defesa não tem de provar que ele não cometeu).

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Alguns têm questionado se o argumento, até aqui, justifica o ateísmo ou apenas o agnosticismo. Minha tese é de que o argumento justifica o ateísmo, e não o agnosticismo. E essa tese se sustenta num princípio que alguns (Antony Flew, por exemplo) chamam de “a presunção do ateísmo”.

Eis no que consiste a referida presunção. Se alguém, para explicar alguma característica de nosso universo ou de nosso planeta particular (digamos, o fato de que, em regiões distantes do Equador o clima se divide em estações), invocar a existência de um ser qualquer que criou esse sistema e o controla, porque (por exemplo) acha bonito o verão seguir-se do outono, época em que as folhas se colorem antes de cair, e este seguir-se do inverno, quando tudo se cobre de neve, para, em seguida, na primavera, tudo começar de novo… – se, repito, isso acontecer, e, depois de examinar a alegação durante anos, não encontrarmos evidência alguma da existência desse ser nem argumentação que se justifique a favor de sua existência, temos todo direito (filosófica ou epistemicamente falando) de afirmar que esse ser não existe. Pretender que devamos ser agnósticos sobre sua existência, nesse caso, é uma postulação gratuita, injustificada.

O caso, segundo o ateu, é totalmente análogo ao da existência de deus. Não havendo evidência e argumentação que a justifique, presume-se o ateísmo (como se presume a inocência no tribunal).

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No caso do deus dos cristãos, porém, os ateus têm mais armas e munições à sua disposição.

Hume, em Dialogues Concerning Natural Religion, usando, em sua maioria, argumentos dos antigos, mas agregando a eles os seus próprios, demonstrou que é impossível provar que existe um referente ao conceito cristão de deus porque esse conceito é contraditório para qualquer pessoa que admite que existe, no mundo que deus supostamente criou, sofrimento que é causado por causas naturais (e não por causas humanas, que os cristãos poderiam tentar rebater apelando ao “livre arbítrio”).

Considero o argumento de Hume irrespondível – a menos que os cristãos estejam abertos à possibilidade de admitir um deus que não seja onisciente, ou onipotente, ou onibenevolente. Mas daí estaremos lidando com outro conceito de deus, não o do cristianismo tradicional.

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A tarefa do filósofo que não crê em deus é sempre dependente de um conceito de deus específico. Se os cristãos se dispuserem a crer num deus limitado em conhecimentos, ou não tão poderoso assim, ou meio sadista (que gosta de ver os outros sofrer), pode ser mais difícil refutar a existência dele – mas nem nessa hipótese cabe ao ateu refutá-la: cabe, em primeiro lugar, a ele, cristão, defendê-la. Isso feito, o ateu irá criticar e, se puder, destruir os argumentos apresentados.

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Examino, rapidamente, para concluir, um argumento (?) invocado por muitos defensores da crença em deus: o do “consensus gentium”, o fato de que em quase qualquer lugar do mundo as pessoas acreditam em deus, ou em um deus, ou até mesmo em muitos deuses.

Tomo a liberdade de mais uma vez invocar Hume. Em um livrinho muito interessante, mas pouco lido, The Natural History of Religion, Hume se propôs explicar por que é que, se as evidências e os argumentos a favor da existência de deus são tão pobres, tanta gente continua a acreditar que ele exista. Hume vai mostrar que não é preciso invocar a existência de deus para explicar esse “consensus gentium”.

O argumento de Hume aqui apela para a experiência exatamente contrária daqueles que vêm ordem no universo. Ele invoca o mundo vivido da experiência das pessoas. Para a maior parte das pessoas, diz ele, o mundo parece ser um ambiente extremamente arbitrário. Chove na plantação do vizinho, na minha não – ou vice-versa. Cai um raio na minha casa, e não na do vizinho. Uns morrem cedo, vítimas de doenças inexplicáveis, outros chegam a celebrar um centenário de vida com relativa saúde. Uns enriquecem, outros permanecem pobres. A explicação mais fácil para essas arbitrariedade
s é que existem deuses, que nos abençoam a ajudam, e outros, que abençoam e ajudam outras pessoas. Os deuses a quem servimos procuram, ao tentar nos ajudar, prejudicar os outros. Se os outros estão se saindo melhor do que nós, talvez seja porque não estamos servindo nossos deuses o suficiente, não lhes estamos fazendo sacrifícios ou oferendas bastantes, ou não estamos nos comportando tão bem quanto eles o desejariam…

A crença em deus – inicialmente, em deuses – se origina, segundo Hume, dos nossos medos (especialmente sobre o nosso futuro) e de nossas esperanças, de nosso desejo de as coisas melhorem para nós (e, quem sabe, piorem para os vizinhos de que não gostamos…).

Basta ler o Velho Testamento das escrituras cristãs para ver que, histórica e antropologicamente, Hume provavelmente estava em terreno seguro em sua “explicação natural” da crença em deus.

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Contrário ao que imaginam alguns, o pai do ateísmo moderno não é Kant, mas, sim, Hume. Não é à toa que Kant admitiu que foi a leitura de Hume que o despertou de sua sonolência dogmática. Oxalá outros lhe seguissem o exemplo e se despertassem também.

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Estão os ateus, ao se recusar a acreditar em deus, se sujeitando “ao deus razão”, como pretendem alguns, ou demonstrando a “soberba” de sua razão?

Minha resposta é um retumbante “não”.

Nossa razão é tudo o de que dispomos para imprimir um certo sentido ao mundo e à nossa vida. Nós a usamos em todas as áreas – por que deixar de usá-la quando se trata da existência de deus ou de outras doutrinas religiosas?

É interessante que Hume, o pai do ateísmo moderno, era cético acerca do poder da nossa razão. Apesar de, por vezes, invocar a natureza ou a sociedade como um guia mais confiável (o “instinto”, o “habito”, o “costume”), e de dizer coisas muito negativas sobre a razão (ficando longe, porém, de chamá-la de puta sem-vergonha, como Lutero), Hume era uma pessoa extremamente racional – ou “razoável”, como ele preferia. Usava sua razão sempre com certa dose de ceticismo moderado (ou “mitigado”, como ele preferia). Uma pessoa racional, ou razoável, ou sábia, segundo ele, “proporciona suas crenças à evidência disponível para elas”.

Não há soberba, aí… nem tentativa de hipostasiar a razão e erigi-la em ser supremo. (“Hipostasiar” é termo técnico: consiste em presumir que um conceito ou uma faculdade se constitui em substância e, com base nisso, atribuir a ela identidade real).

[Meu primeiro artigo publicado no Brasil foi sobre "Hume: O Crítico da Religião". Apareceu, mais de trinta anos atrás, no Suplemento Cultural de O Estado de S. Paulo de 17 de Outubro de 1976. Vou transcrevê-lo aqui em seguida.]

Em Seoul, 25 de Janeiro de 2008 (revisto em 26 de Janeiro)

  1. A existencia de Deus, nós temos a ncessidade de acreditar! Como seria a humanidade, sem uma crença.?…O que seria de todos nós, se não tivesse-mos fé em nada. Eu acredito sim….Em uma força suprema. Basta olhar-mos pra natureza, tão perfeita, pra ter a certeza ! Existe sim, uma força muita forte que criou êste Universo magnifico!

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  2. Fantástico! Meu tema preferido — e que praticamente nunca se esgota. Tio, a última vez que eu tinha lido um texto tão bom sobre Deus e sua existência foi no livro "Introdução à Filosofia", do André Comte-Sponville. Adorei este texto. E fico muito feliz comigo mesmo pois eu o li entendendo e assimilando tudo numa boa. Em minhas reflexões, até onde eu pude chegar, penso que o conceito de Deus no cristianismo é contraditório. Estou muito mais próximo dos pensamentos de Paul Tillich, pelo menos em parte, do que da Igreja 🙂 No meu Trabalho de Conclusão de Curso, eu estudei os nomes de Deus no Antigo Testamento e a relação dos significados deles com a história e a etimologia. O ponto alto daquele meu trabalho, na minha opinião, é quando eu mostro pela gramática e pela história que uma possível tradução do nome que Deus se apresenta a Moisés, no Êxodo (Ex 3) vai além de "Eu SOU", mas "Eu sou aquilo que quiseres que eu seja" ou "Eu sou aquilo que fizeres de mim". E eu tirei 9,5 — parece que meu orientador, Milton Schwantes, é meio herege também, hehe. E o que você escreveu, "A responsabilidade por definir o conceito de deus está em cima dos ombros de quem opta por fazer uso desse conceito", filosoficamente encaixa perfeito naquele meu trabalho. O que eu li de Hume foi algo mais político. Agora preciso pegar os textos dele sobre Deus. Abração, tio! -Vitor.

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