Juliette Binoche e Olivier Martinez

Acabei de ver meu segundo filme hoje — este em DVD, um lindo filme Francês, com os atores cujos nomes estão no título deste post. O título do filme é longo, em Português: O Cavaleiro do Telhado e a Dama das Sombras. O título original é Le Hussard sur le Toit (literalmente, O Cavaleiro no Telhado), de 1995. Trata-se de um filme de época, passado em Provence, no sul da França, em 1832 — momento em que acontecia uma terrível epidemia de cólera que dizimou a população local.

Os artistas são de primeira grandeza – ambos franceses.

Ela, Juliette Binoche, premiada na França e nos Estados Unidos, é famosa no Brasil por razões certas e por razões erradas. Começando com estas, ela foi atriz do famoso Je Vous Salue, Marie, de 1985, que o Presidente José Sarney, apesar de terminada a ditadura e abolida a censura, resolveu proibir que fosse exibido no Brasil a pedido do lobby católico. (Hoje a gente compra o filme em DVD por 9.99 reais nas Lojas Americanas). O filme não é grande coisa e só ficou famoso aqui pela censura sarneyana. Entra as boas razões de sua fama estão The Unbearable Lightness of Being (A Insustentável Leveza do Ser), de 1988, na minha opinião o seu melhor trabalho falando Inglês: história forte e com um grau de erotismo elevadíssimo nas cenas em que ela contracenou com Daniel Day-Lewis.  Em 1992 participou de Wuthering Heights (O Morro dos Ventos Uivantes), mas sua boa atuação não chamou tanto a atenção, e de Damage (Perdas e Danos), onde representou cenas lindas de amor quentíssimo com Jeremy Irons — bem mais velho do que ela e o pai de seu namorado no filme. O filme aqui comentado foi feito em 1995 e sua atuação foi excelente. Mas a consagração em nível mundial veio em 1996 com The English Patient (O Paciente Inglês), que lhe trouxe o Oscar de Melhor Atriz em Papel Principal, e em 2000 com Chocolat (Chocolate), filme que lhe trouxe nova indicação para o Oscar de Melhor Atriz em Papel Principal. Duas indicações e uma vitória nessa prestigiosa categoria do Oscar em menos de cinco anos é algo notável, em especial em se tratando de atriz que não fez carreira nos Estados Unidos e cuja língua principal não é o Inglês – mas, no caso, inteiramente merecido. Eu uma vez disse que Juliette Binoche (como Julianne Moore) não é uma atriz tipicamente bonita pelos padrões de beleza de Hollywood – mas quando interpreta se torna lindíssima. Continuo a achar isso.

Olivier Martinez é menos conhecido do que ela, mas ficou famoso com o filme Unfaithful (Infidelidade), de 2002, em que tem um caso bastante quente com Diane Lane, mulher de Richard Gere na história. Não é conhecido fora da França por nenhum outro filme. Mas teve papel destacado no filme aqui comentado. Bonito, é conhecido com o Brad Pitt Francês.

Juliette Binoche viveram juntos de 1995 a 1998 — ou seja, durante três anos, logo depois do filme.

Mas volto ao filme mencionado no início – que é uma linda história de amor. Como as mais lindas histórias de amor, é uma história que não dá certo. Dar certo, no caso, significaria que os dois protagonistas terminassem o filme juntos. Ficam separados. O amor surge e cresce entre eles enquanto ela procura o marido, que havia sumido no início da epidemia de cólera e ele a ajuda e protege. Mas o marido reaparece no final do filme e eles não conseguem consumar o amor que havia surgido entre eles. Amores não consumados são sempre tristes e frustrantes. E a história termina nesse tom de desapontamento.

Mas o filme vai além da história e filme termina com uma mensagem desesperança na tela dizendo que o marido percebeu, antes dela, que o amor que ela vivera com o amante (amante que foi, sem nunca ter sido) era algo que ela nunca iria esquecer — e dizendo que, por isso, o marido, generoso e compreensivo, não a impediria de sair um dia ao encontro do amado, se ela assim o desejasse.

A audiência, tenho certeza, teria seria sido unânime em aplaudir a decisão, se ela acontecesse. Juliette Binoche não tomou essa decisão dentro dos 135 minutos do filme. Fê-lo, entretanto, na vida real. Durante o caso de três anos dos dois, correram freqüentemente na imprensa sérios boatos de que ela havia ficado grávida dele.  Os boatos, evidentemente, não se confirmaram. Mas se tivessem tido um filho, a criança provavelmente teria sido linda, inteligente, forte de personalidade, e talentosa, como ambos são. Um menino, eu diria…

Em Salto, 26 de Julho de 2008

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